
Em
janeiro eu escrevi alguns textos sobre a geopolítica mundial (e como o Brasil geopoliticamente
está ligado à esse cenário). Por isso eu aconselho fortemente àqueles que lerão
as próximas linhas desse post que antes leiam (ou releiam) o que foi abordado
naquele texto (tecnato da América e zonas de retaguarda) bem como os dois
textos linkados ao final daquele texto (o futuro da América do Sul pós queda e
Maduro e também o texto sobre a profecia de 2036). Apesar de serem textos
enormes eles são essenciais para que o leitor compreenda a base do contexto
geopolítico e profético daquilo que estamos vivenciando e vivenciaremos nos próximos
anos, assim como são essenciais para que seja compreendido o contexto daquilo
que escreverei nas próximas linhas. Eis o texto com os dois textos linkados:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/xadrez-mundial-e-guerra-atomica-tecnato.html
Considerando
o estudo abrangente sobre geopolítica e profecias (trazido aqui há anos e
resumido em boa medida no texto linkado acima com todo o seu conteúdo) estamos
profeticamente falando no período pré tribulacional, ou seja, período muito
próximo que antecede a Grande Tribulação ou Ápice da Transição Planetária,
ápice esse cronologicamente demarcado para o ano de 2036 segundo as profecias,
quando uma enorme pedra vinda do céu impedirá o extermínio atômico das nações
na Terceira Guerra Mundial, apesar de alguns analistas de geopolítica
acreditarem que já estamos dentro de uma Terceira Guerra ou em uma Terceira
Guerra em formação, devido às semelhanças com a Segunda Guerra que começou
também com uma série de conflitos entre países em vários continentes que depois
escalaram para um conflito global, da mesma forma que a Segunda Guerra veio na
esteira de um grande crash (1929), enquanto que o mundo não apenas passou por
uma grande crise financeira (2020) como se encontra nos últimos meses em um
cenário muito parecido com os meses que antecederam o crash de 1929: ações
sendo negociadas muito acima do seu valor patrimonial e uma alavancagem
financeira não apenas pior do que o período pré 1929 como incentivada e potencializada
pelos próprios governos (especialmente nos EUA).
UMA
GUERRA HÍBRIDA, MAS SOBRETUDO ECONÔMICA
Hoje
vivemos não apenas um período no qual as principais potências do planeta se
preparam para uma inevitável Terceira Guerra (que eu pessoalmente acredito que
ainda não começou no sentido bélico de envolver a maioria das nações do mundo),
como igualmente travam guerras em várias frentes, porém todas com um objetivo
em comum (que expliquei profundamente no texto linkado): estar posicionado o
melhor possível, nos próximos 10 anos, tanto para o "dia D atômico"
como para o dia seguinte ao dia D atômico. Entender melhor esse cenário é
compreender aquilo que se desenha no horizonte para os próximos meses e anos,
inclusive aqui no cenário de eleições do Brasil (que eu também falarei).
Hoje
a principal guerra do mundo não é Irã e EUA, Israel e Palestina, Coréia do
Norte contra Japão e nem Rússia x Ucrânia. A principal guerra é o confronto
pela hegemonia econômica entre EUA e China.
Há poucas coisas que socialistas e liberais (na economia) concordam e
uma delas é que o mercado/comércio é o principal gerador de riquezas do mundo.
De um lado a China turbinou seu crescimento nas últimas décadas sendo a maior produtora de bens e mercadorias do planeta, aquela que produz em maior escala e
com o menor preço. Do outro lado os EUA tomou pra si, após o final da Segunda
Guerra, o controle monetário do planeta, ou seja, transformou o dólar em moeda
hegemônica, primeiro com o acordo de Bretton Woods e depois com o acordo entre
EUA e Arábia Saudita nos anos 1970, cotando e negociando a maioria dos negócio
envolvendo petróleo em dólar, ocorrido na esteira do fim do padrão ouro, o que
na prática permitiu ao longo das últimas décadas os Estados Unidos emitir cada
vez mais papéis da sua dívida (convertidos em mais dólares para a base
monetária americana) sem precisar de lastro em ouro e sem precisar controlar o
tamanho da sua dívida, o que foi aceito e vem sendo aceito exatamente pela até
então indiscutível hegemonia bélica dos EUA, especialmente direcionada para
impedir que novos conflitos emergissem na Europa (desde a Segunda Guerra
somente agora com a invasão russa na Ucrânia é que tivemos uma guerra
envolvendo uma potência bélica) e para manter alguma estabilidade no explosivo
Oriente Médio, tanto pela ligação dos EUA com Israel e os sheiks do petróleo,
como o combate dos EUA à atores no Oriente Médio que tentassem desequilibrar
essa ordem de poder, seja o Iraque no passado ou o Irá nas últimas décadas.
Nesse
cenário, a China que deseja se tornar a nova potência hegemônica, ser novamente
o "Império do Meio", ela sabe que não apenas precisa se equiparar no
poderio bélico dos americanos e seus aliados da OTAN (e por isso os chineses se
aproximaram da Rússia, pelo seu poderio atômico) , mas especialmente colocar
fim à ordem econômica mundial vigente (desde a Segunda Guerra e turbinada nos
anos 70 com os petrodólares e fim do padrão ouro), ou seja, ela precisa colocar
fim ao padrão dólar que existe atualmente e pra isso o caminho escolhido foi
turbinar as redes de comércio global com todo o mundo, especialmente através da
construção da Rota da Seda e a aquisição de várias terras na América do Sul.
Exatamente por isso os EUA buscam preservar seu domínio de influência e
hegemonia tanto na América do Sul como na Europa, pois enxergam na América do
Sul uma zona de retaguarda importante e de autonomia alimentar e energética
para um comércio próximo com a América do Sul (especialmente em um cenário de
guerra onde a proximidade territorial facilitaria esse comércio e diminuiria a
influência chinesa), como também na Europa, que funciona como um bloco coeso
(União Européia e Zona de Euro) não apenas a nível militar (OTAN) para impedir
a expansão do desejo da Rússia em resgatar um império soviético forte, como
também conter o avanço da China no mercado europeu.
Atualmente
os aliados da China são Rússia, Irã e Coréia do Norte, além da Venezuela que
era o outro aliado. Não por acaso, nessa guerra econômica pré tribulacional (ou
seja, pré terceira guerra mundial) os EUA começaram primeiro com a Venezuela (o
aliado chinês no quintal americano), depois com Cuba, depois Irã e
intensificaram a ajuda, especialmente através da Europa, à Ucrânia. A ordem não
foi por acaso: o objetivo claro era minar os aliados de Pequim, deixando por
último a Coréia do Norte, não apenas pela questão contra o Irã ser mais
imediata (proteger os aliados Israel e Arábia Saudita e sobretudo a rota de
petróleo em Ormuz que sustenta o padrão petrodólar no mundo) , como igualmente
ser mais importante para os americanos proteger sua influência na América do
Sul e aguardar o desdobramento da questão em Taiwan (que os americanos esperam
que vá acontecer em 2027 numa tentativa da China retomar a região) para aí sim
partir para a defesa de Taiwan e provavelmente endurecer a batalha contra os
norte coreanos.
Há
ainda mais uma variável nessa guerra híbrida: as estratégias de
desestabilização. A recente onda de "imigrantes" marroquinos tentando
invadir um território espanhol, o apoio nos últimos anos de Putin em favor de
candidaturas anti zona do Euro (como o apoio a Le Pen na França ou partidos
extremistas na Alemanha também anti zona do Euro), a recente onda de incêndios
enormes na Europa (alguns deles comprovadamente já identificados como
provocados deliberadamente, como por exemplo na França onde mais de 500 pessoas
foram presas) ou ainda a própria sabotagem da rede de trens/metrô na França
durante os jogos olímpicos em 2024. As próprias ações do governo Trump em taxar
ou punir governos na América do Sul (como foi na Colômbia até pouco tempo com
um governo de um ex-Farc e como tem sido com o Brasil) tem um objetivo muito
claro: enfraquecer o poder de governos na América do Sul mais aliados com
Rússia e China e ao mesmo tempo estimular desafios econômicos que impulsionem a
população a escolher governos que sejam mais favoráveis aos EUA, como aconteceu
na Argentina, como aconteceu recentemente na Colômbia e como os EUA querem que
aconteça no Brasil).
A
recente saída de bilhões investidos na Bolsa de investidores externos (em sua
maioria americanos e europeus), a deterioração do cenário fiscal, a quebradeira
do setor varejista, além da própria carga do governo americano sobre o Brasil
nas próximas semanas, tudo isso faz com que eu continue mantendo a percepção
apontada ao final do ano passado: que nem Lula e nem Flávio devem chegar ao
final da corrida eleitoral: o primeiro, por mais que ame o poder não vai querer
encerrar a vida pública num quarto mandato tendo que aguentar 2 anos de Trump
no cangote e lidando com a própria herança de descontrole fiscal e econômico
gerado por ele mesmo, enquanto que ao mesmo tempo Flávio é visto pela Suprema
Corte como peça central do projeto bolsonarista de utilizar o apoio de
Trump para enfraquecer a Suprema Corte e
por isso acho muito improvável que ele consiga levar a candidatura até o fim.
Acredito que tanto a mídia pró esquerda vai desencavar e potencializar
denúncias que levam ao fim da candidatura de Flávio, como ao mesmo tempo os
veículos pró direita (especialmente ligados aos EUA) trarão algo sobre a saúde
de Lula tentando fazer movimento semelhante ao que aconteceu no período que
precedeu a desistência de Biden.
ELEIÇÃO BRASIL
Astrologicamente
falando também não vejo como Lula se manter em mais um mandato, como já
comentei em textos anteriores Plutão em trânsito estará na casa 12 do Brasil
(encerramentos, no caso envolvendo poder máximo que é Plutão) quadraturando com
Marte natal do Brasil no topo do mapa (novamente figura de poder e em ano de
Marte), ao mesmo tempo que Saturno em trânsito estará sobre Áries (regente de
Marte) do mapa do Brasil exatamente sobre o Kiron natal (ferida que não foi
superada). Além do Marte natal do Brasil estar na mesma posição do Sol natal de
Lula (que é Escorpião, portanto também co-regido por Marte e regido por Plutão
nessa quadratura bombástica) há ainda outra posição relevante: Urano em
trânsito (regente do Ascendente do mapa do Brasil) exatamente sobre Júpiter
natal do Brasil em Gêmeos, que aponta mudança de direção na ideologia (Júpiter),
então é muito, mas muito improvável que Lula consiga se eleger e mesmo que
consiga (toc toc toc na madeira três vezes) não vejo como dar prosseguimento ao
mandato, já que esse trânsito vai até o final de 2028 .
Seja
como for eu não vejo um bom cenário econômico para 2027: na melhor das hipóteses
(menos pior das hipóteses) algum dos candidatos antipetistas assumiria e teria
que arcar com uma duríssima reforma fiscal e corte de privilégios que nenhum
deles está disposto a fazer, especialmente na redução de impostos: Caiado tem
como vice um dos três principais líderes do Centrão, Flávio deve trazer alguém
da equipe do Guedes e o próprio quando
foi ministro não reduziu a carga de impostos de forma permanente sendo que o
único corte significativo (IOF e combustível) foi feito em ano de campanha
(2022) pra tentar salvar a reeleição de Bolsonaro. Zema por sua vez tem até um
plano fiscal bonito no papel mas na prática aumentou os salários do
funcionalismo mineiro, então não adianta pregar economia fiscal fazendo isso e
por fim o candidato do Missão/MBL que não tem qualquer condição de governar
caso eleito (sem apoio do Congresso), não tem um projeto de redução da carga
de impostos e pra piorar o partido tem como uma de suas inspirações doutrinárias
um dos ideólogos mais radicais da extrema direita (quase um Alexander Duguin as
avessas) que é o Curtis Yarvin, expoente da extrema direita americana que
defende o fim do voto e defende a centralização de poder (leia-se autocracia).
Em um cenário ainda pior seria a eleição de Lula mais uma vez, que seria um
Lula 3 turbinado, com ainda mais impostos, mais gastança e implodindo
definitivamente a economia fiscal do país, ainda mais refém do Centrão (que já
trabalharia desde o primeiro dia de governo pela eleição de Tarcísio em 2030).
Vai
ter um monte de candidato querendo se colocar como o novo
"Bukele-Milei" das Américas tentando surfar na onda do combate às
facções patrocinado pelos EUA, algo que deu certo na eleição de Bukele em El
Salvador, mas na prática nenhum deles (especialmente Lula que provou isso em
três mandatos) quer realmente reduzir a carga de impostos (hoje beirando os
34%) e nem reduzir o excessivo gasto com os privilégios dos cargos mais
elevados dos Três Poderes na Esfera Federal e financiamento bilionário de
partidos. Acredito que nessas eleições esse é o grande tema que deveria ser
tratado: já não basta mais simplificar impostos, tentar reduzir juros, cortar
um pouquinho de penduricalhos no Judiciário ou um pouquinho dos privilégios da
classe política.
No
atual estágio de deterioração fiscal do país somente uma redução drástica dos
impostos e uma contenção profunda nos privilégios de Brasília trará alguma
solução e o exemplo disso está exatamente nos países nórdicos (exemplo que
tantos os liberais da direita como os sociais democratas da esquerda adoram): a
reforma profunda feita na Suécia entre os anos 90 e 2000, reduzindo a
burocracia para empreender, reduzindo drasticamente impostos sobretudo de
empresas e empregadores e atacando ferozmente qualquer corrupção pública. Infelizmente
não vejo nem a população engajada contra esse problema (a maioria ainda está na
torcida por Bolsonaro, Lula, fãs da China ou fãs de Trump) e nenhum dos
candidatos realmente engajado contra esse problema, a não ser soltando uma
outra frase de efeito pra fazer populismo barato e tentar sair bem na foto.
Acredito
que o Brasil e o mundo viverão tempos turbulentos nos próximos 10 anos, não
apenas na questão de fenômenos naturais (terremotos, enchentes, vulcanismo) mas
especialmente na parte econômica, tanto pelos atuais conflitos de poder como
pelo inevitável estouro da bolha americana que está sendo evitado “por
aparelhos” há pelo menos 2 anos. Ainda assim acredito que seja de forma mais
dolorosa ou menos dolorosa ainda conseguiremos, como nação, até 2029 realizar
uma mudança completa com aquilo que vimos no Brasil em boa parte do terceiro
milênio.
Quem
quiser se aprofundar ainda mais nessa questão geopolítica deixarei o texto a
seguir também para leitura:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2024/06/xadrez-mundial-e-os-protocolos-do-fim.html