
As
cúpulas militares das principais potências do planeta identificam o mesmo
cenário: um confronto atômico envolvendo as principais potências do mundo é
inevitável para os próximos 10 anos, pois identificam uma série de
movimentações, em execução ou em planejamento, que levam a um ponto de não
retorno: a invasão da Ucrânia por parte da Rússia e um projeto da própria
Rússia em tentar "resgatar" antigos territórios da União Soviética ao
mesmo tempo que tenta desestabilizar a zona do euro apoiando candidatos
extremistas na Alemanha e França para eleições futuras, na prática escalando um
conflito potencial entre duas das quatro
potências nucleares principais do mundo (Rússia e OTAN européia). Ao mesmo
tempo é identificado que em poucos anos a China buscará retomar Taiwan que hoje
é o principal produtor de semicondutores e chips, essenciais para o
desenvolvimento da I.A e da computação quântica, uma luta hegemônica que EUA e
China travam, sendo que exatamente nessa região há uma outra nação com
armamento nuclear (Coréia do Norte) que ameaça um dos principais aliados econômicos
dos EUA, o Japão.
Tendo
essas e muitas outras informações que ainda não chegaram ao público, a cúpula
militar americana tem dois cenários bem definidos: o que fazer para se proteger
no início de um confronto atômico entre as principais potências do mundo (o G4
das 13 nações do planeta que possuem armamento nuclear, ou seja, EUA, Rússia,
China e a OTAN européia) e também o que fazer no dia seguinte a esse confronto.
São,
portanto, dois cenários: o dia D atômico e o dia seguinte. Para cada um desses
dois cenários há planos.
Mas
como assim "dia seguinte" Zé? Em um cenário de destruição mútua
assegurada, com EUA e Rússia (que detém 90% do arsenal nuclear planetário)
haveria dia seguinte? E a resposta é sim.
Para compreendermos isso é importante entender, afinal, o que é uma
guerra atômica.
GUERRA
ATÔMICA
Na
prática somente as nações do G4 atômico (EUA, Rússia, China e OTAN européia)
possuem poder atômico planetário, ou seja, qualquer uma delas é superior e
dizimaria facilmente qualquer outra das nações que possuem armamento nuclear (Índia,
Paquistão, Israel e Coréia do Norte). Na prática ter uma bomba atômica, pra
quem está fora do G4, só funciona em 2 cenários bem específicos: se existe um
outro adversário histórico muito próximo com um exército de força semelhante (é
o caso de Índia e Paquistão, ambos possuindo 200 bombas atômicas cada um) ou se
está cercado por nações hostis ou não aliadas e nenhuma delas possui arma
nuclear (Israel, que possui ao menos 100 armas nucleares), especialmente hoje
em dia que a maioria das plataformas de lançamento está em submarinos e existem
escudos de defesa que impedem a maioria dos ataques vindos de distâncias muito
longas. Nenhum desses países por ter arma atômica teria como dissuadir um
ataque das 4 potências atômicas (EUA, Rússia, China e OTAN européia), pois essas
4 potências têm mais armas atômicas, maior equipamento militar e sistemas de
defesa suficientemente robustos para impedir lançamentos de zonas distantes.
Tanto
EUA e Rússia possuem cada um, entorno de 5 mil ogivas nucleares, enquanto a
OTAN européia e a China possuem aproximadamente 600 a 700 ogivas nucleares cada
um. Estima-se que a Coréia do Norte tenha hoje 50 armas nucleares. A questão é
que em um cenário de guerra atômica outros três fatores contam além da
"munição" atômica: sistema de defesa antiaéreo, mísseis hipersônicos
e marinha.
Cada
uma das potências atômicas possui modernos escudos de defesa, ou seja, que
conseguem com alta porcentagem neutralizar os misseis vindos de 100, 200, 400km
de distância. Nesse quesito EUA, Israel e OTAN Européia estão em vantagem em
relação à China e Rússia. Todos eles possuem escudos de defesa aéreo capaz de
interceptar um míssil com ogiva nuclear com aproximadamente 90% de eficácia a
partir de 400 km de distância, a vantagem do sistema americano e israelense
(usado na Europa) é que essa eficácia também se projeta em distâncias menores.
Ou seja, mesmo uma enxurrada de misseis atômicos teria a sua maioria
interceptada, o que significa que o material nuclear não seria detonado.
Na
marinha, ponto fundamental em uma guerra atômica já que 2 terços do planeta são
oceanos e a maioria dos misseis está em plataformas de lançamento em submarinos
(permitindo que sejam lançados mais próximos de territórios hostis) há uma
vantagem abissal para os EUA em relação a qualquer outra potência do mundo,
seja em número de porta aviões, seja em número de navios de guerra e submarinos
nucleares.
Porém
tamanha hegemonia não assegura tranquilidade para a defesa americana por conta
de uma terceira variável: os misseis hipersônicos. Esse tipo de míssil permita
levar ogivas nucleares a uma velocidade muito superior aos misseis
convencionais e reduz a menos da metade a capacidade de defesa dos escudos antimísseis
das potências atômicas, mesmo a distâncias de 400 km e nesse tipo de tecnologia
China e Rússia estão muito, mas muito à frente dos EUA (talvez o maior erro
estratégico dos EUA no seu investimento de guerra nas últimas décadas por achar
que seus adversários não chegariam tão rápido a uma tecnologia tão avançada).
Compreender essas três variáveis (sistema de defesa aérea, marinha e misseis hipersônicos)
permite compreender a motivação tanto da Rússia ao invadir a Ucrânia como dos
EUA planejarem tomar o controle do Canadá, Groenlândia e Venezuela, não apenas
porque essas regiões apresentam grande riqueza natural, mas porque
estrategicamente representam pilares fundamentais de defesa no cenário do dia D
de uma guerra atômica.
No
caso da Rússia a invasão sobre a Ucrânia visa não apenas as riquezas das terras
ucranianas ou retomar o antigo sonho de reconstruir o império da URSS, mas algo
muito mais urgente: impedir que a OTAN crie um cinturão de países aliados em
toda a fronteira ocidental com a Rússia, o que na prática representaria
plataformas de lançamento de misseis há poucos quilômetros de Moscou. Mesmo com
EUA e Europa não possuindo grande avanço na tecnologia hipersônica a perda da
Ucrânia para a OTAN representaria uma proximidade muito grande em toda a
fronteira russa de plataformas de lançamento de misseis levando ogivas
nucleares, uma enorme desvantagem para o cenário de um dia D atômico.
Todo
esse cenário também explica o interesse dos EUA em anexar Canadá, Groenlândia e
Venezuela, não apenas por intenções imperialistas de extrair a riqueza desses
territórios, mas por uma questão prática de defesa do território americano em
um cenário de dia D atômico (quando se inicia uma guerra atômica no hemisfério
norte entre as potências do G4 atômico)
Quem
quiser se aprofundar no tema dos misseis hipersônicos aconselho esse longo
texto:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5e35p9py1o
TECNATO
AMERICANO - PRIMEIRA BARREIRA DE RETAGUARDA
O
tecnato americano ou movimento tecnocrático surgiu nos EUA na década de 30 como
uma tentativa de encontrar soluções para a quebradeira econômica generalizada
que aconteceu em 1929 com a grande depressão. De forma resumida (deixarei um
ótimo link explicando em maiores detalhes) a idéia seria criar um Estados
Unidos autossuficiente energeticamente e ao mesmo tempo imune às disputas
comerciais e econômicas que se alastravam pelo mundo em um cenário de disputas
pelas riquezas da África (o que levou tanto à primeira guerra como também à
segunda guerra). Com o recente plano de Trump (exposto desde 2025) de anexar
Canadá e Groenlândia e ao mesmo tempo controlar a Venezuela o tema do tecnato
americano voltou a tona, já que esses territórios são apontados como essenciais
para que os EUA consigam autonomia energética.
Deixarei a seguir o texto sobre o tema e aconselho que o leitor leia
antes de prosseguir com o que escreverei na sequência:
A
utopia tecnocrata (o que é a tecnocracia) e o sonho de Ellon Musk:
https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63962239
Muito
provavelmente Trump se inspirou, ao menos em parte, em algumas das idéias desse
movimento, não porque esse seja o objetivo final dos EUA, mas sim porque é uma
estratégia para lidar com o primeiro cenário de uma guerra atômica: o dia D
atômico.
Apesar
das riquezas energéticas da Venezuela, Canadá e Groenlândia, o ponto principal de
buscar o caminho imperialista de anexar territórios próximos tem um sentido
muito mais prático: criar uma rede de proteção antiaérea tanto no Canadá como
na Groenlândia que permita uma margem maior de segurança para interceptar
misseis hipersônicos vindos da China e Rússia pelo estreito de Behring
(Pacífico norte) e pelo Atlântico norte, o que na prática criaria uma rede
muito mais eficiente de apoio terrestre para interceptar misseis e ao mesmo
tempo criar bases de apoio para equipamento marítimo, permitindo uma
mobilização mais ágil em caso de ataque ao território americano
"original". Nesse cenário, caso os EUA conseguissem derrotar Rússia e
China em um cenário de destruição mútua assegurada, interceptando a maioria dos
misseis atômicos e ao mesmo tempo atingindo de forma significativa os
adversários do Oriente, o dia seguinte seria de devastação na Europa e na Ásia
(hemisfério ocidental) enquanto que boa parte do território americano estaria
preservado e com autonomia para lidar com as próprias necessidades levando em
conta que a maioria das cadeias produtivas do resto do mundo no hemisfério
norte estaria comprometida.
Em
um cenário mediano de desastre (para os EUA), onde parte da estrutura americana
fosse afetada e ao mesmo tempo boa parte da estrutura territorial de China e
Rússia fosse afetada, o dia seguinte ao dia D seria de confronto tradicional,
sem armas atômicas, pelas zonas de retaguarda, sendo que a região mais visada
seria exatamente a América do Sul (especialmente o Brasil, pela riqueza de
água, comida além de demais riquezas naturais), pois as potências buscariam os
territórios não atingidos pelo armamento atômico e ao mesmo tempo distantes dos
efeitos das bombas nucleares nos territórios do hemisfério norte que mesmo em
grande quantidade não seriam suficientes para criar um inverno nuclear global,
basta comparar a capacidade de energia gerada pela explosão de todas as bombas
atômicas do planeta com a energia gerada pelas maiores explosões vulcânicas que
geraram inverno vulcânico global por um ou mais anos: todo o arsenal atômico da
Terra não seria suficiente para gerar um inverno nuclear global, mas sim centralizado
no hemisfério norte, especialmente com efeitos radioativos nas regiões
territoriais atingidas pelo ataque.
Mesmo
nesse cenário, a anexação prévia de territórios ao norte da América do Sul
(como Venezuela e Colômbia) permitiria um caminho mais rápido para os EUA no
dia seguinte ao confronto atômico, tanto para levar sobreviventes para a
América do Sul (através desse corredor pela Venezuela e Colômbia) como um
reagrupamento mais rápido de forças de defesa e ocupação, tanto para ocupar o
Brasil e restante da América do Sul como também para se defender de ataques e
invasões marítimas que viriam pelo Atlântico.
Por
tudo isso algumas das idéias do movimento tecnocrático que estão sendo
aproveitadas no governo Trump não visam colocar a essência desse movimento em
prática, mas sim aproveitar algumas das estratégias ali apontadas que possam
garantir um cenário de maior defesa e autonomia, tanto no cenário de guerra
atômica no hemisfério norte como, no caso de fracasso dessa primeira barreira,
em um cenário mais favorável para enfrentar o cenário seguinte, de disputa
pelas zonas de retaguarda. Os EUA não pretendem colocar o movimento
tecnocrático em prática, mas tão somente adotar algumas das estratégias ali
apontadas como mecanismos de segurança para enfrentar os dois cenários que se
desenham para os próximos dez anos, de um inevitável confronto atômico entre as
nações......obviamente se um asteroide não vier e evitar essa conflagração
atômica.
Na prática a guerra atômica ainda não aconteceu (e com
alguma segurança não acontecerá nos próximos 10 anos) porque China e Rússia
possuem apenas um (mísseis hipersônicos) dos 3 pilares (os outros dois são
marinha e defesa aérea balística) superiores aos EUA (precisariam de pelo menos
2) enquanto os EUA estão se mobilizando para, nos próximos 5 a 10 anos,
anularem o único dos 3 pilares no qual são inferiores à China e Rússia. O tempo
está cada vez mais curto, mas ainda acredito que vamos segurar os próximos 10
anos e evitar uma conflagração atômica até 2036.
O
futuro da América do Sul após a queda de Maduro:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/o-futuro-da-america-do-sul-e-do-mundo.html
A
profecia de 2036 - Um asteróide evitando uma guerra atômica:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2025/09/fim-do-mundo-hoje-profecia-de-2036.html