24 de ago de 2018

Altos Tributos, Luxos e Corrupção - Quais as Possíveis Soluções


A piada (triste) e recorrente é que o Brasil cobra impostos como os países nórdicos e oferece serviços e retorno ao povo padrão África. O problema não é se o imposto é alto ou baixo ou se o Estado de bem estar social é grande ou pequeno, mas sim se os recursos obtidos pelos impostos são geridos adequadamente (ou seja, um Estado eficiente e com baixa corrupção). Se o Estado cobra alta carga tributária e não oferece serviços públicos de qualidade o motivo é má gestão e corrupção, exatamente o caso do Brasil. Essa é a verdadeira discussão.


Atualmente o Brasil gasta dezenas de bilhões para manter luxos e privilégios nos três Poderes que retiram dinheiro que deveria ser empregado em serviços públicos, luxos como 4 mil funcionários aspones no Congresso, 15º salários, altas verbas de gabinete, auxilio moradia e por aí vai. Pra complicar um pouco mais há a corrupção que desvia os recursos que deveriam ser utilizados para escolas, hospitais e etc. No caso do Brasil há uma corrupção sistêmica tanto a nível macro (o mega esquema da propinocracia vermelha envolvendo políticos e grandes empresários, como também pequenas prefeituras e governos com corrupção entre políticos e agentes públicos). Ou seja, já temos dois grandes gargalos (luxos/privilégios e a corrupção) que "comem" bilhões do que foi arrecadado com altos impostos. Mas há um terceiro problema: a dívida acumulada.

Como os governos (em especial os 13 anos do governo vermelho) gastam mais do que arrecadam, criam a dívida e pior ainda, em um cenário de taxa alta de juros. Então o governo ainda precisa destinar parte (grande) do dinheiro arrecadado para pagar os juros da dívida (veja bem, os juros, sem conseguir diminuir o montante de dívida). Vale lembrar que os juros são altos porque o custo do dinheiro é alto, ou seja, os investidores que desejam investir nos mercados mundiais não investiriam no país devido a insegurança jurídica (tema amplamente explicado por Douglas North e pontuado no livro “Brasil o Lírio das Américas) e portanto só o fazem mediante alta remuneração, ou seja, emprestam dinheiro para o banco em troca de um ganho (juro) alto que é repassado quando o banco vai emprestar esse dinheiro (isso sem falar no spread altíssimo, pois como temos poucos bancos no país a concorrência é baixa e o banco põe o preço que quer no dinheiro, o spread, que a diferença entre aquilo que ele paga a quem bota o dinheiro no banco e o que o banco cobra para quem vai pegar dinheiro emprestado). Dito isso temos praticamente mapeados todo os principais problemas econômicos e estruturais do país. Sim, basicamente é “apenas” isso.

Como começar a solucionar isso? Primeiramente abrir a concorrência bancária (mais bancos), regras mais claras no âmbito jurídico para as empresas que desejam investir no país. Isso vai atrair recursos externos (investimento) e diminuir o custo do dinheiro. Juros menores e spread menor representam custo menor para a dívida que o país tem com os agentes do sistema financeiro

Segundo ponto é atacar o tamanho da dívida, pois uma dívida grande demais também afasta investidores externos. A solução pra esse problema, já mostrada por Paulo Guedes (economista da escola de Chicago e futuro ministro da economia de Bolsonaro) é privatizar, diminuindo os custos de gerência do Estado e gerando receita a ser usada para pagar a dívida e conseqüentemente a médio prazo cada vez menos custos com a rolagem dos juros da dívida.A venda de várias estatais cabide de empregos e de imóveis do governo que não são usados podem amortecer grande parte da dívida e a curto prazo o custo com os juros da dívida (ver o vídeo ao final com a entrevista dele na globonews)

Terceiro ponto é simplificar a arrecadação com no máximo 3 ou 4 impostos e não os impostos em cascata que o país paga. Quanto mais alto um governo cobra de impostos, menos ele arrecada como foi mostrado de forma clara e irrefutável na curva de Laffer: se o governo cobra 90% a 100% de imposto as pessoas preferem morrer à trabalhar para dar tudo que produzem para o governo, enquanto que se o valor fica entorno de 15%, 20% (o limite seria 33% quando a curva de arrecadação começa a cair) a maioria aceita contribuir e dessa forma a arrecadação é mais eficiente (vale aqui lembrar que saídas defendidas por Ciro Gomes e Piketty como taxar grandes fortunas ou taxar o lucro das grandes empresas não funcionam na prática, pois em um mercado globalizado esses agentes em um cenário assim simplesmente deixam de investir no país ou transferem cidadania para outro país com impostos mais amigáveis, então é utopia, furada).

Melhorando a arrecadação o governo bota mais dinheiro em caixa, mas ainda tem aqueles dois problemas iniciais que abordei (luxos/privilégios e corrupção) para resolver, pois ele precisa gerir o melhor possível o dinheiro que entra para depois fazer uma escolha importante que abordarei ao final do texto.

Muito se debate sobre o tamanho da máquina (estatal) mas o ponto central é que a compreensão geral do brasileiro sobre "trabalhar para o Estado" está errada. A maioria enxerga o funcionalismo público como a solução financeira da vida buscando um cargo público não por dom ou talento, mas simplesmente porque paga bem e traz estabilidade, só que isso em um Estado produtivo de verdade não existe; o funcionário que trabalha para o Estado deveria servir ao Estado e não se servir do Estado, Estado não é lugar para ninguém enriquecer, Estado não é para garantir estabilidade de emprego mas sim atrair aqueles que já possuem uma vida financeira estável e dom para aquela determinada tarefa como por exemplo ocorre no parlamento sueco sem regalias.

É surreal que existam vereadores no Brasil com a remuneração que possuem, surreal que exista 15º salário e tamanha verba de gabinete e auxílios financeiros adicionais, bem como que o funcionalismo público ganhe salários superiores aos da iniciativa privada. Enquanto os salários do funcionalismo público não forem indexados aos da iniciativa privada e dentro das carreiras do funcionalismo público não houver um limite claro (por exemplo, o maior cargo pode ganhar no máximo 10 salários mínimos ou 10 vezes o valor do salário inicial/mínimo para quem entra no funcionalismo público) enquanto não houver isso a farra vai continuar (e pra mudar isso é necessário fazer uma Constituinte).

Outro ponto importante é que existe um número de cargos públicos e de confiança que precisam ser cortados (os famosos aspones) isso sem falar em cortar metade do numero de deputados, senadores e vereadores (já há várias pecs nesse sentido, uma inclusive famosa do falecido Clodovil) permitindo que inclusive parte desses recursos economizados seja usada para melhorar as condições dos serviços públicos.

Por fim falta a principal medida: combater a corrupção. De nada adianta arrecadar mais, cortar os luxos/privilégios se os agentes públicos e políticos desviam dinheiro. Sem dúvida há uma corrupção sistêmica no país e muito disso é decorrente do aparelhamento do Estado desde o nível municipal até o federal: sindicatos, filhos de pessoas influentes, parentes de políticos, todo mundo consegue uma boquinha em algum cargo ou secretaria. Diminuir apenas salários não vai coibir a corrupção nesses casos, pois há as verbas de orçamento, superfaturamento de obras então somente duas saídas radicais podem resolver o problema: vedação total a qualquer parente de político eleito ou parente de pessoa concursada de trabalhar para o Estado e em segundo lugar quem trabalhar para o Estado precisa estar em um regime tributário diferenciado: sigilo bancário totalmente aberto para os órgãos de investigação enquanto for funcionário do Estado e vedação total a qualquer ente do Estado (eleito ou concursado) de possuir dinheiro seu ou de familiar depositado no exterior, seja em offshore, empresa ou qualquer tipo de negócio.

Tais medidas visam obviamente permitir que somente os honestos e que não querem se servir financeiramente do Estado procurem trabalhar para o Estado. Regiões como o nordeste onde o coronelismo na política é profundamente enraizado rapidamente expurgariam o problema da corrupção. A estrutura fabulosa da receita federal que já existe e funciona muito bem conseguiria fiscalizar isso tranquilamente.

E qual a escolha que o governo precisa fazer agora? A escolha é o tamanho do Estado de bem estar social, ou seja, quais serviços serão públicos (não gratuitos, pois foram pagos pelo povo na forma de impostos, não existe almoço grátis). No caso do Brasil quanto mais rápido conseguir pagar a dívida toda, mais rapidamente terá maiores condições de investimentos vindos do exterior e também de maior dinheiro para investir em infra estrutura, então acredito que o caminho seria diminuir um pouco o valor destinado a serviços públicos e mesmo assim teríamos um serviço público melhor, pois o dinheiro seria investido de forma mais eficiente e além disso o cidadão teria mais dinheiro no bolso por pagar menos impostos e poderia eventualmente recorrer a serviços privados em lugares ou épocas que o serviço público não conseguisse suprir a demanda.

Acredito também que no orçamento deveria ser investido maior volume de recursos para a educação, por vários motivos. Primeiramente o escola sem partido e escolas militares para áreas violentas, pois é preciso quebrar a ação do tráfico sobre as crianças, bem como a ação do marxismo cultural. E isso é um trabalho de médio e longo prazo que precisa ser feito. Além disso um país com pessoas mais preparadas intelectualmente permite que sejam mais autônomas para planejar a vida econômica, oferecer uma mão de obra melhor para o país.

Não adianta pensar em impulsionar o empreendedorismo se não tivermos pessoas capacitadas pra isso, por isso a educação é fundamental e merece maiores recursos. O mesmo vale para a saúde (criar uma carreira para o médico facilitando melhores condições de medicina em pequenas cidades) e segurança (valorizar a carreira do policial, dar boas condições e segurança jurídica para sua atuação, em especial o fortalecimento da policia militar)

COMO FAZER POLITICAMENTE TUDO ISSO

Agora vem o ponto principal: como colocar tantas mudanças em prática?  Acredito que temos 3 pilares fundamentais para que tudo isso possa ser feito. Primeiro de tudo é mudar o sistema de eleição, que precisa ser distrital misto. Isso impede que puxadores de voto e partidos escolham os representantes do povo e que o povo realmente escolha quem vai ser o seu representante no Congresso. Isso facilita que não apenas o povo possa eleger um presidente sintonizado com essas pautas descritas no texto como também parlamentares igualmente sintonizados.

O segundo passo é uma constituinte mudando vários princípios constitucionais que permitam a implementação dessas medidas. O terceiro ponto ou pilar é acabar com a quarta instância, deixando a justiça com apenas 3 instâncias e com súmulas vinculantes como regra clara para os julgamentos, deixando que a suprema corte apenas debata e discuta sobre alguma súmula que precise ser alterada em caso de algum acontecimento relevante que motive a mudança. Teríamos uma justiça muito mais próxima do que é nos EUA hoje, na qual não existe muita interpretação da lei, lei clara, a pessoa sabe que se faz algo é condenada e rapidamente vai cumprir a pena, sem o excesso de recursos protelatórios e penduricalhos jurídicos que existe hoje.  Leis mais rígidas contra a corrupção, lei que permita presos construindo presídios seriam mais algumas mudanças que ajudariam a combater a questão da corrupção, da impunidade e da morosidade do sistema jurídico brasileiro, além é claro da manutenção da prisão em segunda instância.

Muitos desses temas já foram abordados no livro "Brasil o Lírio das Américas" de 2014 com o valioso auxílio da equipe do guardião Jeremias e acredito que constituem um caminho possível para as necessárias mudanças que o país precisa realizar.

Entrevista Paulo Guedes:





Previsões cumpridas desde 2014 sobre a transformação do Brasil:




Como adquirir os livros (clique na imagem abaixo):




8 de ago de 2018

Experiências Projetivas Recentes - A Realidade Recente do Astral


Alguns leitores têm perguntado por que nos últimos meses não tenho trazido mais os relatos projetivos. O que acontece é que atualmente estou trabalhando em três frentes junto aos amigos espirituais. 

A primeira e principal delas é o trabalho para materializar a primeira obra das cinco sobre a Atlântida: como o livro já está escrito do lado de lá, fruto das pesquisas que realizei em conjunto com vários amigos espirituais que viveram os acontecimentos da narrativa do livro (pouco antes da formação da última Era de ouro atlante) o trabalho é trazer com o maior número de detalhes esses relatos que já estão no meu inconsciente. Então durante algumas noites os amigos espirituais ajudam, com algumas experiências projetivas, a trazer esse conteúdo mais para o limiar do subconsciente com o consciente e é assim que aos poucos eu vou trazendo o conteúdo.

Apesar da demora extra, ao menos dessa forma o conteúdo vem mais detalhado e posso refinar as pesquisas através do Akasha e isso requer mais tempo, pois definitivamente não é em alguns dias ou semanas que se escreve uma obra com essa profundidade e menos ainda quando o médium abre mão de horas de sono para escrever "na correria" de madrugada ...normalmente nesses casos o conteúdo da obra sai bem truncado e não pega nem 5% do que foi planejado pelos espíritos superiores.

A segunda frente de trabalho envolve o trabalho que tem sido feito pelas equipes de guardiões superiores para a eleição presidencial e envolve, ainda, eventos diretamente ligados às bases trevosas russas. Como eu já estou bem visado, inclusive por outros médiuns de viés marxista e inconformados com a plena realização do cronograma mundial dos guardiões trazido em 2014 e pelas próprias entidades umbralinas atentas a realização do cronograma eu tive que realizar essa segunda frente de trabalho de forma disfarçada ocultando minha identidade energética. Dessa forma posso soltar uma informação aqui e outra acolá, mas sem maiores detalhes, pois isso comprometeria a minha identidade, inclusive no trabalho de espionagem sobre alguns grupos espiritualistas de viés marxistas que serão desmantelados nos próximos meses por estarem em desacordo com o cronograma dos guardiões superiores. Todo esse trabalho eu apenas poderei revelar em detalhes em uma obra futura, que dará continuidade a linha de acontecimentos abordada nos livros “Brasil o Lírio das Américas” e “Armagedoom 2036”.

A terceira frente de trabalho tem sido conduzida de forma mais próxima pelo amigo guardião Jeremias e diz respeito a um projeto diretamente ligado a ele de mostrar a realidade astral da superfície e das zonas umbralinas mais próximas a superfície física dos encarnados, ou seja, como funciona o dia a dia no mundo espiritual nessas localidades e seu intercâmbio com o mundo físico. Segundo o guardião Jeremias há uma visão muito romanceada e distorcida por alguns médiuns do que realmente está ocorrendo atualmente, em especial com relação ao trabalho que os guardiões tem feito nessas regiões e que por isso essa obra se faz necessária e deve sair entre o terceiro e quarto volume da saga atlante, provavelmente em mais um ano e meio

No livro Brasil Ordem em Progresso foi relatado que existem campos de cultivo de alimentos nas colônias astralinas e que eles são mantidos através de uma certa quantidade de ectoplasma levada pelos encarnados durante o sono que visitam essas colônias. Se ainda tem gente que não acredita em colônias astrais é preciso ainda dizer que não apenas existem como existem diversos processos de manutenção intimamente ligadas ao intercâmbio com os encarnados, sobretudo enquanto dormem no corpo físico.

Centros de estudo tecnológico sobre esse intercâmbio, universidades sobretudo voltadas para o uso do poder da mente para diversos trabalhos realizados no astral, trabalhos voltados ao campo, ao auxilio de encarnados ligados às famílias espirituais, hospitais de atendimento, ministérios da justiça que cuidam das fichas kármicas de encarnados e desencarnados, guardiões que militam junto a esses ministérios, um mundo enorme onde não falta trabalho e que constitui uma realidade muito mais ampla do que a realidade do mundo físico

O mesmo trabalho que os espíritos superiores buscam realizar nas regiões superiores e próximas da superfície para manter a ordem e a paz também é feito nas regiões umbralinas e nas regiões de superfície, que nos últimos anos estão cada vez mais tomadas pelas entidades umbralinas desencarnadas (há vasta informação sobre o tema no livro Brasil o Lírio das Américas assim como nas experiências projetivas relatadas no blog desde 2012).

Um desses trabalhos bem interessantes aconteceu algumas noites atrás. Eu estava junto a um grupo de aproximadamente 7 pessoas entre homens e mulheres, todos na faixa de 25-40 anos, todos encarnados e médiuns de efeitos físicos.

Estávamos em uma zona umbralina mais densa semelhante a um deserto de pedras devido a paisagem árida, com o céu bem escuro (como é típico dessas regiões, quase que como uma noite eterna) e pelo chão ressequido e escuro havia algumas pequenas poças de água.  Algumas das pessoas ali projetadas pareciam assustadas sem compreender o que estava acontecendo, enquanto isso Jeremias se comunicava mentalmente comigo:

– Oriente os demais a ficarem alguns segundos em cima das poças de água. – falou de forma atenta e serena.

Uma das moças já estava sobre a poça d água e parecia não estar muito consciente, tanto que em sua tela mental começaram a surgir sons semelhantes a um "funk" tocando e a mulher começou a dançar animadamente sobre a poça d’água. Fenômeno parecido acontecia com outros 3 dos jovens e adultos ali projetados, enquanto eu observava aquilo tudo tentando conter o riso ao mesmo que sentia certo desconforto pela atmosfera umbralina. Então novamente Jeremias se comunicou mentalmente aproveitando que eu estava relativamente lúcido:

– Trouxemos o grupo para doar ectoplasma, José. A maioria está projetado aqui de forma insconciente e por isso são mais suscetíveis a vibração do lugar, que por estar localizado nas zonas umbralinas do RJ busca hipnotizar e alienar as pessoas que chegam a essa região com o tradicional alarido comum por essas bandas – disse em tom ameno buscando diminuir a minha apreensão com aquela situação.

Enquanto eu observava aquela cena pitoresca dos encarnados projetados de forma inconsciente dançando hipnotizados sobre as poças de água, reparei que uma das jovens estava mais assustada e estava mais lúcida no lugar. Olhei nos olhos dela e disse para que ficasse tranqüila que já iríamos sair dali, então comecei a reproduzir pra ela as palavras que Jeremias falava comigo: "como estamos no final de semana de sábado para domingo, as hostes trevosas e desencarnados ainda profundamente ligados aos vícios da matéria estão em sua maioria se refestelando na superfície, junto aos inferninhos e demais locais de vicio, permitindo que essas regiões mais umbralinas fiquem um pouco mais vazias e permitam o trabalho que estamos realizando agora"

Questionei ao guardião qual seria o trabalho e ele então explicou novamente:

– Estamos aqui para doar ectoplasma José. Normalmente as regiões umbralinas mais inóspitas que recebem o suporte de um hospital astral e de uma base de segurança dos guardiões são locais visados pelas milícias umbralinas que buscam desvitalizar esses locais com o intuito de enfraquecer a participação dos representantes da justiça divina nessas paragens. Então com freqüência realizamos esse trabalho de vitalização que ao mesmo tempo proporciona as primeiras experiências projetivas com alguns lapsos de lucidez para muitos encarnados, em especial aqueles que antes de encarnarem se propuseram a realizar algum tipo de atividade"

Um líquido viscoso de cor acinzentada com alguns traços avermelhados fluía dos encarnados como um suor exsudado pelos poros do corpo astral revestido de uma suave camada de ectoplasma, já que boa parte do duplo etérico permanecia amalgamado ao corpo físico. O líquido fluía em direção aquelas poças de água e o cenário ao redor, antes quase morto como um deserto petrificado começava a apresentar um suave brilho, como se um sopro de vida começasse a circular pela superfície do lugar.

Depois de trabalhar naquela noite nas zonas mais umbralinas meu trabalho no dia seguinte seria retratar um acontecimento interessante que era comum no final das madrugadas da superfície terrestre, na contrapartida astral que interpenetra o mundo dos encarnados através dos seus prédios, pontes e ruas. Andando pela calçada próxima a uma movimentada avenida do bairro de Copacabana notei que era por volta de 5 horas da madrugada, o céu ainda estava escuro, mas um intenso facho de luz iluminava a rua. Observei que próximo a uma encruzilhada havia algumas velas ainda acesas e resto de comida, parecia fígado moído de galinha misturado com farofa. O “despacho” já estava desvitalizado, certamente havia sido colocado algumas horas antes e já havia sido sugado pelos rueiros (kiumbas) que se prestam a caçar os “inimigos figadais” para colocá-los debaixo da terra nas arriadas feitas perto da meia noite nas “encruzas” Porém sempre os guardiões e exus superiores (e não os rueiros disfarçados de exu) trabalham pelo bem. Olhei mais atentamente e vi um homem de quase dois metros de altura, vestido todo de branco do lado das velas e dos restos de comida, mentalmente potencializando a luz daquela vela e a direcionando por toda a rua e calçada fazendo com que “dobrasse a esquina”. Achei aquilo muito estranho, mas decidi seguir o rastro da luz.


Ao dobrar a esquina caminhando desdobrado naquele lugar, observei que o rastro de luz terminava na porta de um restaurante e que muitos desencarnados estavam entrando ali. Mentalmente o guardião Jeremias pediu que eu entrasse também. Quando adentrei o recinto vi várias pessoas se alimentando no local: um grupo de alguns poucos guardiões servia alguns alimentos para os desencarnados que lotavam o lugar. Jeremias então explicou mentalmente de forma simples:

– Aproveitamos que o local é neutro (*), ou seja, não está sob o controle de alguma milícia trevosa e utilizamos todas as madrugadas, enquanto o local físico não funciona, como um ponto para dar alimento aos desencarnados, utilizando do ectoplasma liberado durante o dia na feitura de carnes e da própria circulação dos clientes. Com esse ectoplasma energizamos formas pensamento que servem de alimento para essas almas que, por estarem em um restaurante, mais facilmente aceitam a forma do alimento que plasmamos. Ao mesmo tempo aproveitamos para convidar aqueles que estejam dispostos a trabalhar nas colônias do astral intermediário.

(*) Muitos locais são controlados por milícias e funcionam como pontos de vampirização, o tema foi abordado aqui:




Pensei comigo mesmo que tal relato faria muitos espíritas, em especial refratários a obra de André Luiz e Emanuel, arrancarem os cabelos (alguns rasgarem a peruca). Enquanto isso, mentalmente Jeremias pediu que eu saísse do restaurante e observasse com maior atenção o topo dos prédios enquanto o Sol começava a nascer. Olhei atentamente e então vi algo ainda mais curioso: cada prédio contava com 3 ou 4 andares extras, além de prolongamentos laterais, ou seja, estruturas astrais construídas sobre as estruturas físicas. Enquanto refletia sobre aquela visão, o guardião novamente comunicou-se comigo:

– Devido ao grande número de espíritos umbralinos que nos últimos anos começaram a freqüentar de forma mais constante a superfície, por conta do maior desequilíbrio dos encarnados envolvidos com drogas e violência, desequilíbrio esse que proporciona maiores oportunidades de vampirização, os guardiões precisaram aumentar o número de bases para combater essa verdadeira invasão na direção da superfície astral. Por conta disso construímos em vários prédios alguns “puxadinhos astrais” permitindo não apenas maiores pontos de apoio e fiscalização como também locais mais seguros para aqueles espíritos desencarnados que trabalham ajudando encarnados membros da sua família espiritual (*) e que precisam de proteção para circular entre as zonas umbralinas e intermediárias.  

(*) O suporte de espíritos ligados a família astral foi explicado nesse texto:




Com a grande quantidade de encarnes que ocorreram nos últimos 20 anos, em especial de espíritos que não encarnavam há séculos, exilados em potencial dos eventos de 2036 mas que possuíam o direito a uma derradeira encarnação na Terra antes do grande dia do julgamento, a superfície terrestre foi invadida por almas profundamente sintonizadas com posturas bárbaras de comportamento, não apenas pela violência intrínseca mas também pela dificuldade em aceitar regras e normas sociais, não compreendendo, em suma, o sentido de coletividade e humanidade. Esse grande contingente de encarnados em desequilíbrio proporcionou que milicias umbralinas outrora mais ativas no umbral agora também agissem de forma cada vez mais ostensiva na superfície, em especial na coleta de ectoplasma através de profundos processos obsessivos.

Após aquela experiência projetiva no restaurante, Jeremias propôs que na noite seguinte eu o acompanhasse, juntamente com uma equipe de guardiões, para “estourar” uma base de vampirização por drogas e prostituição que existia em um grande edifício da zona sul carioca próximo de um morro. Naquele edifício diversos apartamentos eram ocupados por prostitutas e outros por distribuidores de drogas, uma espécie de “teleentrega” do tráfico na região. O astral do edifício era conectado com uma zona umbralina profunda que controlava a superfície, controle feito por um assecla de um mago negro, assecla esse que era o “gerente” daquela área, uma de muitas controladas pelo mago negro responsável em última instância por controlar todas as milícias trevosas que atuavam junto ao trafico, a milícia além de empresários e políticos poderosos ligados a tais atividades. Dessa forma iríamos estourar apenas um grande centro de vários que compunham o cenário dantesco do umbral carioca, jocosamente chamado pelo guardião Jeremias de “hell de janeiro”

Após estourarmos o lugar em uma batalha que envolveu uma nave dos guardiões contra helicópteros e armamento pesado dos umbralinos, os guardiões capturaram dois milicianos diretamente ligados ao assecla do mago que havia fugido: um homem e uma mulher, ambos vestidos de modernas roupas pretas (pareciam saídos do filme Matrix). Observei algo curioso: os guardiões retiraram cinco casulos, brancos como resina e textura semelhante à pérola de dentro do edifício, casulos com tamanho aproximadamente de 1,80m. Com os casulos colocados sobre macas que foram trazidas pelos espíritos socorristas que ajudavam os guardiões, algo interessante começou a acontecer: os socorristas derramavam uma espécie de água muito brilhante e transparente que lentamente ia diluindo aqueles casulos. Perguntei a Jeremias o que era aquilo tudo e ele pacientemente tentou explicar de forma sintetizada:

– Temos aqui autênticos vampiros José. Os milicianos e seres trevosos escolhem almas profundamente viciadas em drogas ou em grandes desequilíbrios sexuais e as utilizam como verdadeiras esponjas de ectoplasma. Esses vampiros sugam indiscriminadamente todo e qualquer ectoplasma próximo e entram em um processo de alienação da realidade tão grande que o campo energético deles ou aura se transforma em uma verdadeira “rede” que cada vez mais atrai ectoplasma que gradativamente vai formando esse casulo, que nada mais é do que o campo magnético impregnado de ectoplasma. Esses seres são levados em grandes locais onde há ampla oferta de ectoplasma, seja pelo sexo descontrolado ou pelo consumo de drogas e funcionam como tanques vivos de ectoplasma, dando a origem à imagem que existe no ideário popular de vampiros dentro do caixão. – concluiu com pesar ao observar a triste condição que aquelas almas “vampiro” se encontravam   

Logo que Jeremias concluiu aquela explicação, algo ainda mais insólito aconteceu. Observei que os guardiões ficaram em posição de alerta com suas armas ao redor dos dois milicianos capturados (já algemados com uma espécie de algema magnética), enquanto os dois milicianos baixaram a cabeça em sinal de resignação, ao mesmo tempo que a miliciana mostrava certo ar de pavor no rosto. De repente como se surgida do nada, uma grande pantera negra pulou na direção da miliciana e a arranhou o rosto. O rosto da mulher antes de aparência jovial ficou todo enrugado e acinzentado ao mesmo tempo que seus olhos escureceram, enquanto ela expelia pela boca uma espécie de liquido verde. O próprio mago negro, aproveitando-se da ligação mental com a miliciana havia tratado de puni-la projetando um ataque diretamente no seu campo mental, tornando praticamente impossível qualquer medida de contenção dos guardiões, que a levariam para um hospital do astral com maiores proteções a outros ataques mentais que ainda ocorreriam, pois o mago negro não desejava que ela contasse aos guardiões o que sabia ou que fizesse qualquer tipo de acordo.

Por aquelas noites estava de bom tamanho, já que nos dias seguintes eu precisaria cuidar de uma forte sinusite e uma conjuntivite, alguns dos resquícios físicos que eventualmente apareciam depois dessas batalhas. Lembrando do rosto daquela mulher eu pensei comigo mesmo, enquanto me recuperava, que podia ter sido bem pior se estivesse escolhido o lado negro da força.  

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