2 de set de 2015

Lua de Sangue e Final da Shemita em Setembro de 2015, Jubileu, Elenin 2 em 2024

Eclise lunar em setembro de 2015, lua vermelha em 2015

Para saber, além da questão do jubileu, sobre as profecias envolvendo a questão da lua de sangue em 28 de setembro, a visita do papa as Américas em final de setembro (profecia de Parravicini sobre um grande evento quando o papa estivesse nas Américas) e o final da shemita (iniciada em setembro de 2014 e que termina na última semana de setembro de 2015), acesse esse link aqui com vários textos e links sobre os temas descritos neste parágrafo:


Recebi essa pergunta interessante em um dos posts do blog sobre a questão do Yovel (Jubileu):

“Além da contagem do ano de shemitá, de sete em sete anos, existe a contagem do yovel - o jubileu, que ocorre a cada cinqüenta anos, no ano seguinte ao término de 7 anos sabáticos.

Para um agricultor judeu, é muito difícil não trabalhar os campos e pomares durante um ano inteiro, não podendo dispensar-lhes os cuidados adequados. Que dirá então o quão difícil é para ele não trabalhar a terra por dois anos seguidos! O sétimo ano de Shabat Shemitá e o seguinte, do jubileu.

Na época do Templo isto era exatamente o que acontecia a cada cinqüenta anos. Atualmente, não se guarda o Yovel.

O Yovel caracterizava-se por três obrigações, que recaíam sobre a nação inteira:

1. Abstenção de qualquer trabalho agrícola, exatamente como em Shemitá.
2. Liberdade incondicional para todo escravo hebreu.
3. A devolução de todos os campos aos seus proprietários originais.

A cada ano de Yovel, em Yom Kipur, o San'hedrin (Tribunal Superior) tocava o shofar. A seguir os judeus em Israel, tocavam o shofar. O som podia ser ouvido em Israel inteira, anunciando: "Chegou a hora de libertar todos os escravos judeus. Todos os que possuem escravos judeus devem libertá-los e enviá-los à suas casas."

Gostaria de saber se há alguma razão específica em não ter comentado sobre o Jubileu, ou se a análise do mesmo passou desapercebida.

Gratidão!”

Resposta: Vamos começar pelo básico: primeiramente, como foi mencionado no próprio texto, o povo judeu não observa mais a contagem do jubileu e faz tempo (desde a construção do segundo templo em 516 AC). E qual o motivo? Segundo o rabi Baruch Davidson existem várias questões para que o jubileu não seja observado já há algum tempo em Israel.

O primeiro motivo é que segundo a lei judaica mostrada na Torá (Pentateuco do Velho Testamento Bíblico), o Yovel ou Jubileu deve ser observado apenas quando todas as 12 tribos de Israel estiverem vivendo em solo judeu, ou seja, em Israel. Foi exatamente com a destruição do segundo templo (ano 70) e a dispersão do sanhedrin (juízes do tribunal superior) que a marcação do jubileu foi cessada. Segundo o rabi, a última vez que os requisitos legais descritos na Torá para a observância do jubileu ocorreram nos 150 anos antes da destruição do primeiro templo por Nabucodonosor e o exílio ou cativeiro na Babilônia, antes que Ciro quase 50 anos depois permitisse a volta dos judeus a sua terra. Como o primeiro templo foi destruído em 423 AC segundo o rabi e crença de boa parte dos judeus não poderíamos ter um jubileu antes de 573 AC. Ocorre que aqui temos mais um fator de complicação para o cálculo, pois segundo a história oficial, o primeiro templo foi destruído por Nabucodonosor em 587 AC e dessa forma teríamos um espaço até 737 AC (150 anos antes) no qual a contagem do jubileu poderia ser realizada. Ou seja, em algum momento após 737 AC ocorreram dois ou três jubileus, sendo que a partir da destruição do primeiro templo (587 AC) e mesmo após a construção do segundo templo (516 AC) os requisitos para a contagem do jubileu não foram preenchidos (tanto que desde a época do segundo templo a contagem do jubileu não é feita pelos judeus).

Como a contagem da shemita não depende da presença das doze tribos em solo judeu, ela continuou existindo mesmo após a destruição do primeiro templo, tanto que ela é observada oficialmente até hoje, com registros históricos dentro do povo judeu desde a shemita de 68-69, um ano antes da destruição do segundo templo (pois normalmente o ano novo ou rosh hashná ocorre entre final de setembro e início de outubro).

Tanto na contagem do shabat como da shemita temos 6 dias/6 anos de trabalho seguido por um dia/ano de descanso para que então se inicie um novo ciclo de 7 dias/7 anos. Seguindo essa contagem, teremos no calendário hebraico a shemita entre setembro de 2014 e setembro de 2015.

Observando as 7 shemitas (considerando que o ano novo se inicia em final de setembro ou início de outubro)  até 2035-2036 temos:

1986-1987 -
1993-1994 -
2000-2001 - Queda das Torres Gêmeas
2007-2008 - Crise imobiliária nos Eua
(setembro)2014 - (setembro)2015 - ???
2021-2022 - ???
2028-2029 - Primeira passagem do Apophis
(outubro)2035- (outubro)2036 - Queda do Apophis

Se nesse espaço tivéssemos o intervalo de um jubileu (Yovel) teríamos um entre setembro de 1987 a setembro de 1988 e depois outro a partir de outubro de 2036 a outubro de 2037.

De qualquer forma, o embasamento que o rabi Jonathan Kahn utiliza para apontar um jubileu a partir de setembro de 2015 (início do ano seguinte ao fim da shemita atual) até setembro de 2016 como o 70º jubileu desde Moisés (a promulgação da lei descrita em Levítico) é errada, primeiro porque em boa parte do período de Moisés até os dias de hoje não tivemos os requisitos para o cumprimento do jubileu (tanto que há muito tempo os judeus não o observam, simplesmente porque não possuem os requisitos legais ou mitzvot para cumpri-lo) e o segundo motivo é que simplesmente não se sabe a época exata do período que Moisés esteve no deserto (com variações de 100 a 150 anos dependendo do estudo histórico).

Por tudo isso qualquer análise sobre a contagem dos jubileus é muito hipotética, sendo que os próprios judeus consideram atualmente apenas a contagem da shemita e não contam, desde a época do segundo tempo em 516 AC os jubileus. Sendo assim, nem em 2015,2016 ou 2017 teremos jubileu  

 E se não teremos Jubileu em 2015,2016 ou 2017, teremos Nibiru???

Nibiru chegando, Neil Tyson meme

A resposta é retórica e óbvia: claro que não!!! Falei sobre isso nos dois links abaixo e em seguida respondendo a pergunta de um leitor da fanpage questionando se o cometa “Elenin 2” seria Nibiru:



Pergunta: “Estamos vendo na net, muitos sites a falar sobre NIBIRU, e tbm um que fala sobre uma estrela anã magnética lá por 2024, será verdade sobre isso tudo? Essa estrela anã magnética, fala lá no site, que é o Elenin 2, e já se tem matérias que fala em problemas no sistema solar, causados por essa estrela, em outros sites e tbm até um vídeo da tv cultura sobre anomalias no sistema solar. O que acha vc ?”

Resposta: Acho que é informação sem base científica e que fere postulados elementares da Astronomia. Infelizmente muitas pessoas não gostam de pesquisar e embarcam em canoas furadas do tipo "Nibiru vai passar em 2013, 2014, 2015" ou "o sistema solar gira ao redor de Alcyone" heresias que ferem postulados elementares das leis da Física.

Sobre Nibiru eu não preciso falar além do que já tem disponível aqui no blog e na fanpage (dois links acima) se alguém ainda crê nas teorias do Sitchin ou qualquer outro tipo de site que apóie a idéia de Nibiru como um astro invasor é uma escolha pessoal que não tem qualquer respaldo cientifico ou astronômico, mas cada um crê no que quiser (desde que não diga que existe alguma base cientifica, da NASA ou de qualquer astrônomo para tal crença em Nibiru como um astro invasor, pois trata-se apenas do planeta Júpiter segundo a maioria dos estudiosos de línguas semíticas e das tábuas sumérias apontando, que diga-se de passagem não concordam em sua grande maioria com o trabalho do Sitchin).

Quanto a pergunta sobre o Elenin 2 (cometa que é conhecido como P/2011 NO1), trata-se de um cometa que periodicamente visita as imediações da Terra, a cada 11-13 anos, na última vez que passou em 2013 foi a 14 milhões de quilômetros da Terra, só a termo de comparação Vênus está a 40 milhões de quilômetros quando fica no ponto mais próximo da Terra, ou seja, se o Elenin 2 fosse um planeta gigante ou uma anã marrom, ele seria visto por qualquer astrônomo amador. Em 2024 ele passará a 200 milhões de quilômetros, ou seja, bem mais longe do que passou em 2013, quando não causou estrago algum. Estimativas iniciais apontam que ele é um cometa comum, ou seja, com um núcleo do tamanho médio de um cometa, com 3 a 4 km, bem menos que os 13 mil km de diâmetro da Terra ou os 140 mil km de diâmetro de Júpiter e bem longe de uma estrela anã, que não possui menos do que 150 mil km. Portanto se você ler, ver ou ouvir alguém dizendo que Elenin 2 é nibiru, um planeta gigante, uma estrela ou que tem 10 mil vezes o tamanho da Terra, mande a pessoa ou blog que escrever isso catar coquinhos e estudar mais antes de sair divulgando besteiras na net. Abraço

A Bíblia no 3º Milênio e Brasil o Lírio das Américas em promoção até o dia 07 de setembro no Clube dos Autores:



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21 de ago de 2015

O Jogo Político nos Tempos de Jesus na Palestina - Noções do Código Moral e Ético do Cristo nos Dias Atuais na Política do Brasil

Jesus histórico e a política nos tempos da palestina


Os dois textos anteriores que servem como base para os temas que serão abordados aqui, a política nos tempos de Jesus e o Jesus histórico, podem ser lidos no seguinte link: AQUI 

O capítulo 12 do livro “A Bíblia no 3º Milênio” aborda em detalhes, ao longo de quase 70 páginas, toda a vida do Jesus Histórico. Quem quiser o pdf com esse capítulo, basta enviar um email para profecias2036@gmail.com que eu envio gratuitamente este pdf do livro. Vamos então compreender um pouco do contexto político e religioso da Palestina nos tempos de Jesus:

Jesus viveu em uma época que a Palestina (nome dado pelos romanos a região que corresponde hoje à Israel) não apenas sofria com a opressão dos romanos sobre o povo hebreu, como também uma clara divisão entre dois grandes grupos religiosos.

O grupo do Sinédrio era conhecido pela autoridade romana como a autoridade religiosa dos hebreus e era composto por fariseus e saduceus, nome dado às duas classes sociais mais proeminentes e ricas no seio do povo hebreu. Entretanto, havia um outro grupo, que não era reconhecido pela autoridade romana e nem pelo Sinédrio, que era o grupo dos Essênios ou Essayas, grupo religioso que atuava em algumas localidades, em especial no rio Jordão, próximo a Qumran, local que João Batista, primo de Jesus, realizava batismos.

Se o Sinédrio possuía seu Sumo Sacerdote, os Essênios possuíam o seu Mestre da Justiça, cargo que Jesus assumiu ao ser batizado por João Batista, quando se tornou Jesus Cristo (Christo, que significa ungido, exatamente por ter sido consagrado como o Mestre da Justiça dos Essênios). Tal informação é confirmada na Bíblia em Hebreus 6:20 ao informar que Jesus é o Sumo Sacerdote Eterno da ordem Melquisedec, enquanto que nos manuscritos do Mar Morto (manuscrito 11Q13) afirma que o ungido é o rei Melquisedec dos Essênios.

Os Essênios contavam com o apoio das classes mais humildes, entre elas os ebionitas (ebionim = pobres) e os zelotes (ou zeladores) que era o grupo mais radical na luta pela independência da Palestina em relação ao domínio romano e que quase 30 anos após a crucificação de Jesus organizaram um grande enfrentamento contra os romanos na batalha de Massada. Essa parcela mais humilde da população hebraica enxergava Jesus como um líder revolucionário que viria libertar a Palestina do jugo romano. Entretanto, o reino que Jesus desejava implantar era de natureza espiritual.

Naquela época existia a escola rabínica de Hillel e a escola rabínica de Shamai, ambas formavam os doutores da lei (rabis) que poderiam pregar nas sinagogas. A maioria dos fariseus era formada na escola de Shamai (legalistas) enquanto que Jesus formou-se na escola de Hillel, tanto que Jesus pregava dentro das sinagogas, algo que somente um rabi legítimo poderia fazer.

Jesus era, portanto, um rabi legitimamente formado em uma escola rabínica e mais ainda, era o Sumo Sacerdote (Mestre da Justiça) dos Essênios, a corrente religiosa majoritária entre os hebreus mais humildes e que não aceitava o Sinédrio como o representante religioso dos hebreus, exatamente por concentrar apenas a casta mais abastada financeiramente e socialmente falando da Palestina.

A luta de Jesus não era pessoal contra os fariseus, tanto que ele possuía amizade ou pelo menos um contato amigável com dois fariseus segundo os relatos bíblicos (Nicodemos e José de Arimatéia), a luta de Jesus era em verdade contra a estrutura mercantilista do Sinédrio, transformando a religião dos hebreus em um grande jogo de política para fortalecer o poder das classes mais abastadas financeiramente e socialmente e assim exercer poder sobre as classes mais humildes. Seria, como nos dias de hoje, se um político legitimamente eleito, condenasse a ação de um governo que estivesse utilizando o poder social e econômico em benefício próprio, em detrimento do povo, e ao mesmo tempo estivesse (o governo) utilizando um discurso de justiça e cumprimento das leis, quando o próprio governo não estivesse cumprindo para si o discurso que pregava. A condenação de Jesus a hipocrisia de tal classe religiosa e política (Sinédrio) no famoso sermão aos fariseus (Mateus 23:1-39 e Lucas 11:37-54) é a mesma condenação que seria feita a classe política que prega "justiça social" ou uma "sociedade mais justa e fraterna" mas que não abre mão de uma única vírgula de suas regalias e benefícios materiais muito acima daquilo que defendem como justo para a sociedade. Essa é a essência da crítica de Jesus a política da sua época.  

Quando Jesus fez seus longos sermões contra os fariseus, condenando o materialismo e a vaidade destes ele não estava na posição do homem que ensinava o Evangelho de amor, mansuetude e fraternidade, mas sim na posição de um líder espiritual e político, legitimamente eleito por uma parcela expressiva dos hebreus, pois além de Rabi era o Supremo Sacerdote dos Essênios. Era essa autoridade moral, mas sobretudo política e legítima, que o autorizava a condenar a postura dos doutores da lei de forma tão veemente. 

Considerando isso é um erro imaginar um Jesus “guerreiro” ou “justiceiro”, pois estas não eram características do Messias, mas sim a postura que era exigida de um líder político e espiritual de parte expressiva do povo hebreu e que condenava, na posição de líder político e espiritual, a postura do grupo (Sinédrio) que não exercia de forma adequada a representação religiosa do povo hebraico. 

Dessa forma podemos compreender como o Jesus que ensinava o amor, a mansuetude e a fraternidade, pôde agir de forma tão veemente contra os fariseus, pois não agiu nesses casos na condição pessoal, de homem, mas sim na condição de um político legitimamente constituído e que tinha autoridade constituída para representar parcela expressiva da população hebraica, sobretudo a mais humilde. Devemos compreender isso para que não nos arvoremos em tentar justificar uma atitude guerreira, agressiva ou condenatória com base nessas passagens bíblicas as quais Jesus condena os fariseus, pois elas não foram feitas em um contexto pessoal e sim em um contexto político, por ele ser um líder político legitimamente constituído condenando outros líderes políticos legitimamente constituídos

A luta pessoal de Jesus era na verdade mostrar a toda população da Palestina que existia apenas um único Deus, acima do Sinédrio e do Império Romano, um Deus misericordioso, justo e espiritual, pelo qual valia à pena lutar, não uma luta armada ou bélica, mas uma perseverança na fé e na prática do amor ao próximo, por isso o exemplo de Jesus que ao invés de organizar um levante pela independência do povo da Palestina contra o Império Romano (e poderia ter feito isso, pois era visto como um líder) preferiu aceitar a crucificação e mostrar a vida após a morte quando se materializou por 40 dias após seu desencarne, pois sabia no seu íntimo as perseguições e guerras que a humanidade vivenciaria ainda por longos séculos após sua vinda a Terra, sabia que a verdadeira resistência era a fé e a certeza na vida após a morte, a certeza que somente a prática do Evangelho (a paz, a mansuetude, a humildade, a caridade e a fraternidade) poderiam livrar o homem das correntes kármicas seculares do ódio e da vingança. Sabia como disse no Evangelho, que os escândalos deveriam vir, mas ai daquele que trouxesse os escândalos (pois haveria de responder pela violência que praticasse).

Vale ainda relembrar a essência pacífica de Jesus:

"porque eu sou manso e humilde de coração" (Mateus 11:29)

"Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor". (João 15:10)

Além disso, vale lembrar o Sermão da Montanha (Mateus capítulo 5) no qual Jesus descreve toda a lei (como por exemplo, ser misericordioso, amar os inimigos, entre outras coisas que ele próprio como disse, também guardou e praticou)

Essa era a essência de Jesus, que em nada se coaduna com um homem agressivo que atacasse pessoalmente seus adversários. Nos episódios dos mercadores do templo e no sermão contra a hipocrisia dos fariseus, dois episódios que aparentemente contradizem essa índole pacífica do Messias, ele estava em verdade, falando como o líder dos essênios, combatendo as práticas religiosas e políticas dos fariseus e do Sinédrio e não em um confronto pessoal contra esses e em hipótese alguma por vaidade pessoal ou qualquer conotação de agressividade.

Além disso, há um outro motivo, explicado no capítulo sobre o "Jesus Histórico" da Bíblia no 3º Milênio: o Messias sabia que tinha pouco tempo de vida, seu corpo carnal não suportaria muito mais tempo e exatamente por isso ele precisava de um pretexto para ser preso e crucificado antes que o seu próprio corpo físico sucumbisse, pois somente com o exemplo da doação da sua vida pelo gênero humano e sua ressurreição, mostrando a realidade da vida após a morte é que ele poderia concluir sua missão.

Jesus, como bem alertou no Sermão Profético e no Apocalipse, sabia que a humanidade terrena, de expiação e provas, ainda vivenciaria 20 longos séculos de provações e expiações, guerras e lutas e justamente por saber disso, trouxe o exemplo à humanidade de não perder a fé mesmo diante de um grande sacrifício (sua própria crucificação ou ainda os cristãos perseguidos pelos romanos), de manter a fé em uma vida espiritual além do físico (sua ressurreição materializado em corpo glorioso) e, sobretudo manter a fé na prática da caridade, da mansuetude e da fraternidade (a cada um segundo suas obras). Jesus veio nos preparar para a guerra espiritual, mas não uma guerra de agressões ou violência, mas o bom combate que tem por objetivo o crescimento espiritual e a difusão do bem sobre o mal, ou de forma mais clara, aquilo que é correto sobre aquilo que é errado.

O bom combate, lutando pela purificação de instituições, identificando os valores e ações equivocadas, transformando comportamentos equivocados em comportamento positivos, o amor que busca educar ao invés de simplesmente condenar.

O correto e o errado independem de partido ou posição política, está na verdade acima de qualquer preferência político-partidária ou qualquer simpatia por determinado político. Aquilo que é correto é uma noção moral e ética e independente das preferências político-partidárias de uma pessoa, ela precisa ter maturidade para reconhecer quando, mesmo um partido ou um político com o qual simpatiza, está agindo de forma errada, pois do contrário estará colocando um partido ou um político acima do código moral e ético que deve pautar todos os políticos e partidos. Um exemplo claro e simples:

É correto um político prometer várias promessas em uma campanha e poucos meses depois fazer totalmente o contrário daquilo que prometeu em mais de uma dezena dessas promessas?

É correto um político ou um partido exaltarem regimes notadamente ditatoriais de outras nações?

É correto em uma campanha um político iniciar (ser ele a começar) ataques pessoais contra a moral do seu adversário ao invés de debater propostas?

É correto um político apoiar, se omitir ou não mostrar claro repúdio à discursos que incitem atos de violência com armas contra pessoas desarmadas?  

É correto um político não aceitar cumprir leis constituídas na Constituição?

É correto um partido manter em seus quadros um político condenado pela Justiça em última instância?

Uma noção mínima de moral e ética impede que qualquer pessoa de bom senso diga "sim" a qualquer uma das perguntas colocadas acima, independente de suas preferências por determinado partido ou determinado político.


Se desejamos estabelecer a Pátria do Evangelho aqui no Brasil, relembrando os ensinamentos no Evangelho do Jesus histórico, e colaborarmos com transformações positivas na política (acima de partidarismos ou políticos) precisamos reconhecer o correto e o errado, acima de qualquer paixão partidária ou preferência política. Que cada um possa refletir sobre as perguntas acima e identificar que tipo de político ou partido deseja para o Brasil. 

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