9 de nov de 2018

Júpiter - Entrada em Sagitário - Primeiras Análises 2019

Júpiter Sagitário previsões 2019

Ontem, dia 08 de novembro, mais especificamente às 10h39min, Júpiter adentrou no signo de Sagitário que é regido exatamente por esse astro. Poucas horas depois, por volta das 17 horas, a Lua Nova fez uma conjunção exata com Júpiter. Até o final de novembro de 2019, Júpiter permanecerá em Sagitário antes que adentre no signo de Capricórnio quando então teremos o grande evento astrológico de 2020 (descrito amplamente no livro “Brasil o Lírio das Américas” lançado no ano de 2014, página 285) 

Júpiter demora 11 anos e 315 dias para completar uma volta ao redor do Sol, ou seja, seu ciclo astrológico é de aproximadamente 12 anos e aproximadamente 12 meses para cada signo. Júpiter representa no mapa de uma pessoa a busca pelo sentido da vida, a conexão com a sua jornada pessoal, ou seja, como a pessoa busca filosoficamente compreender e vivenciar a vida.

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, representa o impulso primordial à ação, a boa sorte, tem profunda influência cultural no enriquecimento mental de uma pessoa, ele mostra onde a pessoa encontra felicidade e sentido pra própria vida, em suma, a busca filosófica pela própria missão de vida.

Por esses motivos Júpiter é considerado um astro benéfico ou de boa sorte no mapa, um facilitador, pois sua função no mapa é apontar em qual assunto (casa que está domiciliado) a pessoa encontrará sentido para a sua vida, encontrará a sua jornada e de qual forma (segundo o signo) ela buscará essa jornada e esse sentido filosófico para a sua existência.

Sagitário por sua vez é conhecido pelo dilema entre a razão e o instinto simbolizado no centauro que representa o signo: o lado racional impulsiona o conhecimento filosófico, o lado instintivo busca a aventura para descobrir na prática o que foi aprendido na teoria. Por isso que Sagitário rege, ao mesmo tempo, a busca pelo conhecimento filosófico, os grandes centros acadêmicos, as universidades e, ao mesmo tempo, rege as viagens, o contato com outras culturas e países.

O lado mais humano do centauro busca o conhecimento, mas ao mesmo tempo necessita da adrenalina da jornada, do aprendizado prático. Por esse motivo Sagitário, diferente do seu oposto (e complementar) Gêmeos não busca apenas o conhecimento, a troca intelectual, mas sim a compreensão dos sistemas que regem a vida e de que forma povos, culturas e filosofias compõe esses sistemas, e de que forma ele Sagitário pode fazer parte desse mundo no seu sentido mais amplo de compreensão e vivência prática.

Outro ponto importante que precisamos compreender é que a fama de “boa sorte” de Júpiter representa, na verdade, a capacidade para atingir um alvo, ter uma meta, determinar-se em uma direção. Tanto o astro Júpiter (representação romana de Zeus) como o signo por ele regido, Sagitarius (do latim sagitta que significa flecha, seta) são representados por seres (tanto Zeus como o centauro) que levam nas mãos uma arma de longa distância (Zeus segura um raio e o centauro as flechas para atirar com o arco).

Júpiter demarca o assunto (dependendo da casa que estiver localizado no mapa) que dará sentido para a vida da pessoa, onde ela buscará alcançar suas principais metas, enquanto que o signo de Sagitário demarcará em qual assunto (a casa na qual estiver localizado) ela encontrará o sentido da sua vida. Por exemplo: alguém com Júpiter na casa 07 (casa das associações com outra pessoa, seja um casamento ou sociedade na vida profissional) e com Sagitário na casa 11 (grupos que unem pessoas com um ideal comum, o trabalho em grupo por um objetivo social) buscará boas associações, pois é sua meta principal, o que dá sentido para a sua vida, mas na verdade esse será um caminho para chegar a casa 11, casa na qual realmente encontrará o sentido para a sua vida (pois Sagitário está nessa casa).

Obviamente um Júpiter em Leão será diferente de um Júpiter em Peixes (o primeiro sempre buscará a liderança a qualquer custo, o segundo estará mais disposto a sacrifícios, renúncias e a se adaptar ao grupo ou associação que estiver inserido) e obviamente os aspectos envolvendo tanto Júpiter como Sagitário no mapa da pessoa devem ser considerados, pois quanto maiores forem as tensões (quadraturas, oposições, quincúcios) mais árido será o caminho de realização desse Júpiter, enquanto que facilitadores (sextis, trígonos ou conjunções envolvendo astros “benéficos” como por exemplo com Sol e Vênus) mostram que será um caminho de despertar mais rápido ou com menos sobressaltos.

Com a entrada de Júpiter em Sagitário (assim como a entrada de Kiron em Áries) teremos coletivamente uma preocupação em atingir metas muito claras para o futuro próximo, maior debate sobre questões filosóficas e valores éticos e morais, ao mesmo tempo em que a população terá grande disposição para iniciar uma nova jornada com disposição para enfrentar os desafios e aventuras nessa nova trajetória. Isso representa um ponto positivo para o novo governo, pois no geral a população estará atenta às questões políticas, cobrando combate firme à corrupção e tendo metas muito claras, projetando prazos para os objetivos traçados.

Um deles que posso adiantar diz respeito às reformas (previdenciária, política, tributária entre outras): caso o governo não consiga até os idos de final de 2019/começo de 2020 passar as reformas que deseja, uma semi-constituinte via plebiscito com algumas emendas será realizado nas eleições de 2020 como uma espécie de “base” ou “gênese” de uma constituinte mais ampla que deverá ser realizada a partir da eleição do novo presidente ao final de 2022.

As mudanças que se iniciarão agora no início de 2019 no sentido de elevar os valores éticos e filosóficos do país na política, sobretudo no combate à corrupção encontrarão seu apogeu ao longo de 2020 quando Saturno e Plutão e depois na companhia de Júpiter, todos em Capricórnio, definitivamente “passarão a foice” em tudo aquilo que está carcomido nas instituições e valores não republicanos.

Curiosamente no ciclo anterior de Júpiter em Sagitário (2006-2007) tivemos o julgamento do mensalão na Câmara (o julgamento no STF só ocorreria em 2012), porém naquela época estávamos sob o grande ciclo do Sol (1981-2016) então tivemos “apenas” o grande esquema antiético e corrupto sendo exposto, iluminado, vindo às claras para todo mundo, só que agora o grande ciclo é de Saturno (2017-2052), a grande foice de chumbo retirando tudo aquilo que não presta e, para ficar ainda mais interessante ao longo de 2019 teremos a regência de Ogum (Marte) então os corruptos que se preparem, pois a caçada do super Moro aos corruptos será implacável (nas últimas vezes que tivemos a combinação Saturno – Marte na regência de grandes ciclos e ciclos menores, tendo Marte como o regente de ciclo, foi exatamente o período das duas grandes guerras)         

Júpiter Sagitário novembro


Júpiter adentrará Sagitário na casa 11 e estará nessa casa na companhia de Sol, Lua e Mercúrio no próximo dia 08 de novembro, sendo que o trânsito do Sol nesse dia fará uma conjunção exata com o Meio Céu do mapa da Independência, realçando o mesmo movimento coletivo de libertação do povo na busca por uma transformação profunda (nada mais escorpiônico afinal o grito de “independência ou morte” foi dado com o MC em Escorpião e com Marte no mesmo signo). A depuração das mais altas instituições do país, simbolizadas no MC do mapa da Independência serão levadas a cabo pela união coletiva de um grupo unido por uma causa social/humanitária (a maioria que elegeu Bolsonaro) alavancando uma transformação profunda, a quebra de antigos hábitos enraizados (corrupção) nas entranhas do poder. 

Poucas horas depois os mesmos astros (Sol, Lua, Júpiter e Mercúrio) estarão todos na casa 08 só que agora a conjunção exata Júpiter + Lua Nova, tendo Saturno e Plutão (ambos em Capricórnio no topo do mapa) como podemos observar na imagem abaixo:

Júpiter Sagitário 2019


A casa 08 fala do poder, controle, jogos de poder nos bastidores, transformações, regeneração, renascimento, tudo isso potencializado por essa conjunção de Júpiter com a Lua Nova.

INDIVIDUALMENTE

Todo esse efeito de Júpiter, sobretudo fortalecendo, regenerando e aumentando a capacidade de renascimento de cada pessoa na busca por suas metas e sentido de vida será mais benéfico para aqueles que possuem Sol, Júpiter ou Ascendente natal em Sagitário (e receberão ao longo do ano a conjunção pelo trânsito de Júpiter no céu) como também aqueles que possuem Sol, Júpiter ou Ascendente em Leão (receberão trigonos pelo trânsito de Júpiter) ou em Aquário (receberão sextis). Os nativos que possuírem Sol, Júpiter ou Ascendente a menos de 5º ou acima de 20º em Libra ou Áries também serão beneficiados, assim como aqueles que possuírem Sol, Júpiter ou Ascendente entre o grau 5 e o grau 20 de Capricórnio (todos com essas posições terão em alguns momentos do ano a “sorte” favorecida, na realidade favorecido o caminho para aqueles que estão trilhando nos últimos meses a busca pela realização dos seus objetivos)

Para acompanhar a trajetória de Júpiter nos próximos 12 meses deixo a seguir uma tabela que mostra em quais graus o astro transitará mês a mês, lembrando que em 10 de abril ele inicia a retrogradação e em 11 de agosto volta ao movimento direto

Novembro – 0, 1, 2, 3, 4,5
Dezembro – 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11
Janeiro – 12, 13, 14, 15, 16, 17
Fevereiro – 18, 19, 20, 21
Março – 22, 23, 24
Abril – 23, 24
Maio – 23, 22, 21, 20
Junho – 20, 19, 18, 17
Julho – 16, 15, 14
Agosto – 15, 14
Setembro – 15, 16, 17, 18
Outubro – 18, 19, 20, 21, 22, 23
Novembro – 24, 25, 26, 27, 28, 29

Bem no início de dezembro, no dia 03, Júpiter adentrará em Capricórnio

Para complementar os assuntos abordados nesse post:

Urano Em Touro (2018-2026), Kíron em Áries, o grande ciclo de Saturno e a passagem de Saturno e Plutão em Capricórnio até final de 2020 (para acessar o link clique no banner abaixo):



24 de ago de 2018

Altos Tributos, Luxos e Corrupção - Quais as Possíveis Soluções


A piada (triste) e recorrente é que o Brasil cobra impostos como os países nórdicos e oferece serviços e retorno ao povo padrão África. O problema não é se o imposto é alto ou baixo ou se o Estado de bem estar social é grande ou pequeno, mas sim se os recursos obtidos pelos impostos são geridos adequadamente (ou seja, um Estado eficiente e com baixa corrupção). Se o Estado cobra alta carga tributária e não oferece serviços públicos de qualidade o motivo é má gestão e corrupção, exatamente o caso do Brasil. Essa é a verdadeira discussão.


Atualmente o Brasil gasta dezenas de bilhões para manter luxos e privilégios nos três Poderes que retiram dinheiro que deveria ser empregado em serviços públicos, luxos como 4 mil funcionários aspones no Congresso, 15º salários, altas verbas de gabinete, auxilio moradia e por aí vai. Pra complicar um pouco mais há a corrupção que desvia os recursos que deveriam ser utilizados para escolas, hospitais e etc. No caso do Brasil há uma corrupção sistêmica tanto a nível macro (o mega esquema da propinocracia vermelha envolvendo políticos e grandes empresários, como também pequenas prefeituras e governos com corrupção entre políticos e agentes públicos). Ou seja, já temos dois grandes gargalos (luxos/privilégios e a corrupção) que "comem" bilhões do que foi arrecadado com altos impostos. Mas há um terceiro problema: a dívida acumulada.

Como os governos (em especial os 13 anos do governo vermelho) gastam mais do que arrecadam, criam a dívida e pior ainda, em um cenário de taxa alta de juros. Então o governo ainda precisa destinar parte (grande) do dinheiro arrecadado para pagar os juros da dívida (veja bem, os juros, sem conseguir diminuir o montante de dívida). Vale lembrar que os juros são altos porque o custo do dinheiro é alto, ou seja, os investidores que desejam investir nos mercados mundiais não investiriam no país devido a insegurança jurídica (tema amplamente explicado por Douglas North e pontuado no livro “Brasil o Lírio das Américas) e portanto só o fazem mediante alta remuneração, ou seja, emprestam dinheiro para o banco em troca de um ganho (juro) alto que é repassado quando o banco vai emprestar esse dinheiro (isso sem falar no spread altíssimo, pois como temos poucos bancos no país a concorrência é baixa e o banco põe o preço que quer no dinheiro, o spread, que a diferença entre aquilo que ele paga a quem bota o dinheiro no banco e o que o banco cobra para quem vai pegar dinheiro emprestado). Dito isso temos praticamente mapeados todo os principais problemas econômicos e estruturais do país. Sim, basicamente é “apenas” isso.

Como começar a solucionar isso? Primeiramente abrir a concorrência bancária (mais bancos), regras mais claras no âmbito jurídico para as empresas que desejam investir no país. Isso vai atrair recursos externos (investimento) e diminuir o custo do dinheiro. Juros menores e spread menor representam custo menor para a dívida que o país tem com os agentes do sistema financeiro

Segundo ponto é atacar o tamanho da dívida, pois uma dívida grande demais também afasta investidores externos. A solução pra esse problema, já mostrada por Paulo Guedes (economista da escola de Chicago e futuro ministro da economia de Bolsonaro) é privatizar, diminuindo os custos de gerência do Estado e gerando receita a ser usada para pagar a dívida e conseqüentemente a médio prazo cada vez menos custos com a rolagem dos juros da dívida.A venda de várias estatais cabide de empregos e de imóveis do governo que não são usados podem amortecer grande parte da dívida e a curto prazo o custo com os juros da dívida (ver o vídeo ao final com a entrevista dele na globonews)

Terceiro ponto é simplificar a arrecadação com no máximo 3 ou 4 impostos e não os impostos em cascata que o país paga. Quanto mais alto um governo cobra de impostos, menos ele arrecada como foi mostrado de forma clara e irrefutável na curva de Laffer: se o governo cobra 90% a 100% de imposto as pessoas preferem morrer à trabalhar para dar tudo que produzem para o governo, enquanto que se o valor fica entorno de 15%, 20% (o limite seria 33% quando a curva de arrecadação começa a cair) a maioria aceita contribuir e dessa forma a arrecadação é mais eficiente (vale aqui lembrar que saídas defendidas por Ciro Gomes e Piketty como taxar grandes fortunas ou taxar o lucro das grandes empresas não funcionam na prática, pois em um mercado globalizado esses agentes em um cenário assim simplesmente deixam de investir no país ou transferem cidadania para outro país com impostos mais amigáveis, então é utopia, furada).

Melhorando a arrecadação o governo bota mais dinheiro em caixa, mas ainda tem aqueles dois problemas iniciais que abordei (luxos/privilégios e corrupção) para resolver, pois ele precisa gerir o melhor possível o dinheiro que entra para depois fazer uma escolha importante que abordarei ao final do texto.

Muito se debate sobre o tamanho da máquina (estatal) mas o ponto central é que a compreensão geral do brasileiro sobre "trabalhar para o Estado" está errada. A maioria enxerga o funcionalismo público como a solução financeira da vida buscando um cargo público não por dom ou talento, mas simplesmente porque paga bem e traz estabilidade, só que isso em um Estado produtivo de verdade não existe; o funcionário que trabalha para o Estado deveria servir ao Estado e não se servir do Estado, Estado não é lugar para ninguém enriquecer, Estado não é para garantir estabilidade de emprego mas sim atrair aqueles que já possuem uma vida financeira estável e dom para aquela determinada tarefa como por exemplo ocorre no parlamento sueco sem regalias.

É surreal que existam vereadores no Brasil com a remuneração que possuem, surreal que exista 15º salário e tamanha verba de gabinete e auxílios financeiros adicionais, bem como que o funcionalismo público ganhe salários superiores aos da iniciativa privada. Enquanto os salários do funcionalismo público não forem indexados aos da iniciativa privada e dentro das carreiras do funcionalismo público não houver um limite claro (por exemplo, o maior cargo pode ganhar no máximo 10 salários mínimos ou 10 vezes o valor do salário inicial/mínimo para quem entra no funcionalismo público) enquanto não houver isso a farra vai continuar (e pra mudar isso é necessário fazer uma Constituinte).

Outro ponto importante é que existe um número de cargos públicos e de confiança que precisam ser cortados (os famosos aspones) isso sem falar em cortar metade do numero de deputados, senadores e vereadores (já há várias pecs nesse sentido, uma inclusive famosa do falecido Clodovil) permitindo que inclusive parte desses recursos economizados seja usada para melhorar as condições dos serviços públicos.

Por fim falta a principal medida: combater a corrupção. De nada adianta arrecadar mais, cortar os luxos/privilégios se os agentes públicos e políticos desviam dinheiro. Sem dúvida há uma corrupção sistêmica no país e muito disso é decorrente do aparelhamento do Estado desde o nível municipal até o federal: sindicatos, filhos de pessoas influentes, parentes de políticos, todo mundo consegue uma boquinha em algum cargo ou secretaria. Diminuir apenas salários não vai coibir a corrupção nesses casos, pois há as verbas de orçamento, superfaturamento de obras então somente duas saídas radicais podem resolver o problema: vedação total a qualquer parente de político eleito ou parente de pessoa concursada de trabalhar para o Estado e em segundo lugar quem trabalhar para o Estado precisa estar em um regime tributário diferenciado: sigilo bancário totalmente aberto para os órgãos de investigação enquanto for funcionário do Estado e vedação total a qualquer ente do Estado (eleito ou concursado) de possuir dinheiro seu ou de familiar depositado no exterior, seja em offshore, empresa ou qualquer tipo de negócio.

Tais medidas visam obviamente permitir que somente os honestos e que não querem se servir financeiramente do Estado procurem trabalhar para o Estado. Regiões como o nordeste onde o coronelismo na política é profundamente enraizado rapidamente expurgariam o problema da corrupção. A estrutura fabulosa da receita federal que já existe e funciona muito bem conseguiria fiscalizar isso tranquilamente.

E qual a escolha que o governo precisa fazer agora? A escolha é o tamanho do Estado de bem estar social, ou seja, quais serviços serão públicos (não gratuitos, pois foram pagos pelo povo na forma de impostos, não existe almoço grátis). No caso do Brasil quanto mais rápido conseguir pagar a dívida toda, mais rapidamente terá maiores condições de investimentos vindos do exterior e também de maior dinheiro para investir em infra estrutura, então acredito que o caminho seria diminuir um pouco o valor destinado a serviços públicos e mesmo assim teríamos um serviço público melhor, pois o dinheiro seria investido de forma mais eficiente e além disso o cidadão teria mais dinheiro no bolso por pagar menos impostos e poderia eventualmente recorrer a serviços privados em lugares ou épocas que o serviço público não conseguisse suprir a demanda.

Acredito também que no orçamento deveria ser investido maior volume de recursos para a educação, por vários motivos. Primeiramente o escola sem partido e escolas militares para áreas violentas, pois é preciso quebrar a ação do tráfico sobre as crianças, bem como a ação do marxismo cultural. E isso é um trabalho de médio e longo prazo que precisa ser feito. Além disso um país com pessoas mais preparadas intelectualmente permite que sejam mais autônomas para planejar a vida econômica, oferecer uma mão de obra melhor para o país.

Não adianta pensar em impulsionar o empreendedorismo se não tivermos pessoas capacitadas pra isso, por isso a educação é fundamental e merece maiores recursos. O mesmo vale para a saúde (criar uma carreira para o médico facilitando melhores condições de medicina em pequenas cidades) e segurança (valorizar a carreira do policial, dar boas condições e segurança jurídica para sua atuação, em especial o fortalecimento da policia militar)

COMO FAZER POLITICAMENTE TUDO ISSO

Agora vem o ponto principal: como colocar tantas mudanças em prática?  Acredito que temos 3 pilares fundamentais para que tudo isso possa ser feito. Primeiro de tudo é mudar o sistema de eleição, que precisa ser distrital misto. Isso impede que puxadores de voto e partidos escolham os representantes do povo e que o povo realmente escolha quem vai ser o seu representante no Congresso. Isso facilita que não apenas o povo possa eleger um presidente sintonizado com essas pautas descritas no texto como também parlamentares igualmente sintonizados.

O segundo passo é uma constituinte mudando vários princípios constitucionais que permitam a implementação dessas medidas. O terceiro ponto ou pilar é acabar com a quarta instância, deixando a justiça com apenas 3 instâncias e com súmulas vinculantes como regra clara para os julgamentos, deixando que a suprema corte apenas debata e discuta sobre alguma súmula que precise ser alterada em caso de algum acontecimento relevante que motive a mudança. Teríamos uma justiça muito mais próxima do que é nos EUA hoje, na qual não existe muita interpretação da lei, lei clara, a pessoa sabe que se faz algo é condenada e rapidamente vai cumprir a pena, sem o excesso de recursos protelatórios e penduricalhos jurídicos que existe hoje.  Leis mais rígidas contra a corrupção, lei que permita presos construindo presídios seriam mais algumas mudanças que ajudariam a combater a questão da corrupção, da impunidade e da morosidade do sistema jurídico brasileiro, além é claro da manutenção da prisão em segunda instância.

Muitos desses temas já foram abordados no livro "Brasil o Lírio das Américas" de 2014 com o valioso auxílio da equipe do guardião Jeremias e acredito que constituem um caminho possível para as necessárias mudanças que o país precisa realizar.

Entrevista Paulo Guedes:





Previsões cumpridas desde 2014 sobre a transformação do Brasil:




Como adquirir os livros (clique na imagem abaixo):