1 de jul de 2016

Especial Astrologia (Parte III de III) – Os Astros Afetam a Personalidade Humana? A Trilha Sonora do Zodíaco




Parte II:

Pergunta que recebi pelo email do blog sobre o tema Astrologia (a dúvida primordial sobre como a Astrologia realiza o seu estudo sobre a personalidade humana):

Pergunta: "Vc poderia me informar se os astros realmente afetam a personalidade dos homens. Sei que vc tem conhecimentos  astronômicos/astrológicos..os 'signos do zodíaco' e os astros do universo podem efetivamente afetar a personalidade dos homens desde a data (dia/mês/ano) que eles nascem?"

Resposta: Os astros não influenciam a personalidade das pessoas, eles apenas demarcam características comuns as pessoas que nascem sob a influência de determinado astro. Por exemplo: os nascidos com Mercúrio bem aspecto em Gêmeos tendem a ter ótima comunicação, mas isso não é porque Mercúrio ajuda na comunicação, mas sim porque um grande número de pessoas nascidas com essa influência apresenta boa comunicação, ou seja, o planeta nesse signo demonstra um arquétipo de bons comunicadores.

Em outras palavras é como se várias pessoas fossem a um restaurante vegetariano e se alguém fosse pesquisar o que as pessoas comem nesse restaurante descobririam que quase todos são vegetarianos, mas não porque o restaurante tenha influencia na opção de alimentação das pessoas, essas pessoas não são vegetarianas por causa do restaurante, são porque não gostam de carne ou outros motivos.

Com os astros é o mesmo: Mercúrio bem aspectado em Gêmeos não faz com que você goste de vegetais e não goste de carne, Mercúrio bem aspectado em Gêmeos nessa metáfora é como o restaurante que reúne aqueles que não gostam de carne, só que no zodíaco tende a reunir aqueles que manifestarão uma boa comunicação.

Planetas e signos são como um restaurante: reúnem pessoas sintonizadas com aquela “alimentação”, mas não é o restaurante que faz a pessoa preferir determinado tipo de alimentação. Alguém que é tímido e que nasce com um Mercúrio bem aspectado em Gêmeos, por exemplo, é como um carnívoro que será levado ao longo da vida várias vezes a um restaurante vegetariano, ou seja, várias situações ao longo da vida serão criadas para que ele tenha estimulada a boa comunicação, mas essas situações não são pela ação planetária de Mercúrio em Gêmeos, mas sim porque o espírito precisa naquela encarnação desenvolver a boa comunicação, necessidade que é exposta na leitura do mapa pelo arquétipo de um Mercúrio bem aspectado em Gêmeos, que apenas demarca tal situação, facilitando a leitura da situação que a pessoa precisa desenvolver ou em outros casos superar.

É dessa forma que a Astrologia estuda o comportamento humano, utilizando o arquétipo de astros e signos, além das casas, para compreender os diversos tipos de comportamentos e acontecimentos ao longo de uma vida.

Signos e planetas representam, explicam comportamentos e acontecimentos e não, como muitos pensam, são os responsáveis por agir energeticamente para que aquele comportamento seja produzido ou realizado. 

Os signos e os planetas são como marcadores, representações de qualidades e defeitos, potenciais e dificuldades que a pessoa traz consigo, coisas que se originam na pessoa e não por uma influência planetária ou zodiacal.  

A crença de que os astros afetariam a personalidade das pessoas advém da antiga Astrologia, que basicamente estudava, além dos arquétipos, a influência biológica do Sol e da Lua, que influenciam fisicamente diversos ciclos biológicos ligados, por exemplo, as marés, aos líquidos no interior do corpo e a própria luz (do Sol).

A partir dessa percepção surgiu a idéia de que os astros também influenciariam a personalidade das pessoas, ocorre que essas influências sobre a natureza (do Sol e da Lua) são astronômicas e não astrológicas e como na Antiguidade a astronomia e a astrologia eram estudadas juntas, surgiu essa confusão que a influência biológica do Sol e da Lua aconteceria também na personalidade em um nível astrológico, quando na verdade a Astrologia estuda os arquétipos e não os efeitos biológicos, ainda que compreenda o movimento astronômico (como explicado no primeiro dos três textos) e a influência biológica dos astros nos ciclos vitais da Terra e das pessoas, baseando a construção dos arquétipos exatamente nessas influências.

Por tudo isso a Astrologia criou a divisão dos signos, seus arquétipos e a mitologia rica de significados para cada signo e os planetas, tão somente uma leitura filosófica que busca compreender e auxiliar o autoconhecimento da personalidade humana, tudo isso baseado na observação da influência biológica dos astros e no movimento da Terra em relação ao Sol e as constelações, simbolizando os grandes ciclos planetários (como a precessão dos equinócios) e os ciclos planetários menores (como a translação) exatamente através dos arquétipos, como por exemplo, a divisão em 12 signos e 12 meses do ano, baseada no arquétipo solar e sua ligação com a contagem das eras (2160 anos) e ciclos menores (36 anos). 

Completando o tema, em um antigo texto da fanpage eu expliquei um pouco sobre esse tema ao analisar como a Astrologia enxerga a questão dos irmãos gêmeos:



A TRILHA SONORA DOS SIGNOS

Vamos conhecer agora um pouco mais dos arquétipos de cada signo. Quem já estudou outros textos aqui do blog sobre o tema e possui algum conhecimento sobre Astrologia, reflita sobre o significado de cada uma das músicas e seus videoclips a seguir sobre o seu signo solar (reparem nas letras e nos vídeos em si):


Áries:

Touro:

Gêmeos:

Câncer:

Leão:

Virgem:

Libra:

Escorpião:

Sagitário:

Capricórnio:

Aquário:

Peixes:



E para aqueles de todos os signos eu indico o vídeo abaixo, um vídeo que homenageia os animais (simbolismo do Zodíaco) e a necessária busca de cada um em se reconectar com a sua criança interior, o primeiro passo para realmente iniciar a busca por uma consciência superior (religare):



Clique nos banners abaixo e conheça um pouco mais sobre os livros que lancei até o momento e o próximo livro que será lançado em julho de 2016:

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8 de jun de 2016

Projeção Astral - A Experiência mais Importante de Todas



Adiantando-se a uma possível pergunta, Jeremias esclareceu:

– Trata-se de uma linha tripla sobre a América do Sul, localizada no astral superior que está sobre cidades do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil, reunindo diversas colônias ligadas às falanges do Cristo. Seus vértices estão sobre as cidades de Valparaíso, Mar Del Plata e Brasília.

Após aquelas reveladoras informações, seguimos em comitiva por uma das rampas verticais, em direção ao centro do edifício. Alguns médicos e enfermeiros circulavam por ali, ligados às falanges socorris­tas e todos, sem distinção, prestavam calorosa reverência a Frei Fabiano. Em sua encarnação na Terra como frade, ele havia traba­lhado quase por 40 anos em benefício dos doentes como um incansá­vel enfermeiro, era um verdadeiro exemplo para as almas dedicadas daquele lugar, mostrando verdadeiramente que quanto mais evoluída moralmente é a alma, mais ela é dedicada em ajudar sinceramente e desinteressadamente o seu próximo.

Ao chegarmos ao centro do prédio, uma espécie de enorme pavi­lhão com vista aberta para as rampas, observei muitos leitos e algumas salas. Frei Fabiano explicou-me: – Normalmente utilizamos essas salas para alguma conversa mais pessoal com o paciente, principal­mente para ajudar em certos distúrbios de ordem psicológica. Em alguns casos trazemos encarnados em projeção consciente, semi-consci­ente ou até mesmo inconsciente para diversos tratamentos no grande pavilhão.

Tive uma dúvida e compartilhei com o paciente frei: – Mas não seria mais simples ajudar um encarnado, durante o sono, em alguma das colônias superiores do plano espiritual da Terra?

Fraternalmente frei Fabiano respondeu a minha dúvida:

– Esse edifício, assim como alguns postos socorristas em diversas naves ao redor do satélite lunar estão em uma zona intermediária do mundo espiritual e, além disso, estão livres da opressão dos desequilíbrios da magnetosfera terrestre. Seria muito difícil levar um paciente durante as poucas horas de sono para uma colônia supe­rior do mundo astral, praticamente impossível devido ao desequilíbrio vibratório e, ao mesmo tempo, em muitos dos postos socorristas do astral inferior os “chamamentos” e “tentações” exercem forte atração sobre essas almas em desequilíbrio, dificultando o tratamento a longo prazo.

O Irmão 23 completou: – Se em condições razoáveis de equilíbrio energético já seria difícil levar um encarnado até uma colônia espiri­tual superior como, por exemplo, a Atlântida, imagine alguém so­frendo graves dramas interiores.

Jeremias ainda concluiu com o característico humor: – Além do mais as naves das equipes socorristas são bem rápidas, em poucos segundos podemos trazer um espírito em projeção durante o sono. Mais prático, eficiente e com menos risco de problemas nesses casos específicos.

Percorremos tranquilamente aquele pavilhão até chegarmos a um leito. Pensei que encontraria uma cama pairando sobre o ar ou uma moderna cápsula, mas ao observar vi uma cama simples, de ferro com um colchão velho. Bondosamente frei Fabiano explicou-me: – O paci­ente deitado na cama desencarnou recentemente. Com o objetivo de proporcionar maior conforto, analisamos suas lembranças mais felizes e constatamos que essa cama simples, quando ele ainda era um jovem saudável e alegre, era a que trazia mais conforto e melhores recorda­ções.

Enquanto acariciava a cabeça do homem, aparentemente dormindo, ou em algum estado de relaxamento espiritual semelhante ao sono dos encarnados, o iluminado frade constatou:

– Desde que iniciamos mais ações com o objetivo de trazer a tona faixas de passado felizes, positivas dos pacientes em recuperação, os resultados têm sido muito animadores para todo o hospital.

Notei que o homem naquela cama, aparentando uns 60 anos, estava com boa parte do corpo enfaixado. As faixas emitiam pulsos de luzes e também um cheiro agradável. Gabriel então esclareceu: – Muitos dos remédios utilizados no hospital são plantas, ervas, que após recebe­rem uma carga adequada de fluido universal, através do grande símbolo da vida no centro deste prédio, liberam poderoso remédio com cheiro bem agradável.

– Mas porque tantas faixas? Inclusive cobrindo boa parte da cabeça – Perguntei

– Elas ajudam a cicatrizar mais rapidamente as feridas do corpo espiritual. O paciente morreu de metástase. Em alguns casos, mesmo com boa vontade da alma em recuperação, são necessários anos, às vezes décadas, para uma total recuperação. 

Observei que um médico alto, com o rosto arredondado e barba aparada, aproximou-se da nossa comitiva e também do paciente com mais alguns enfermeiros. Com o sotaque alemão inconfundível e um sorriso no rosto, ele me perguntou:

– Vamos trabalhárr com a querrido paciente?

Olhei para o simpático médico e balbuciei: – Dr. Fritz...

– Sim, sêrr eu mesmo. É muita bom um encarrnado vir para ajudarr a gente, ainda mais quando sêrr da família.  

Olhei para os lados e vi Jeremias, Gabriel, Irmão 23 e os enfermei­ros formando um círculo envolta do paciente. Completei o círculo, colocando minha mão esquerda para cima e minha mão direita para baixo, unidas em corrente energética com os demais amigos espiritu­ais. No centro da formação circular, o Dr. Fritz começou a atender o paciente, transmitindo primeiramente passes magnéticos nos centros de força e em seguida trocando as faixas do paciente. Enquanto ele realizava essa ação, frei Fabiano permanecia levitando sobre o círculo, em profunda oração.

Uma grande energia luminosa começou a circular pela corrente, cada vez mais intensamente. Frei Fabiano entoava com profunda fé uma oração, fazendo com que a energia circulasse com cada vez mais intensidade e brilho: – Glória a Deus nas alturas e paz na Terra a todos os homens de boa vontade, Jesus. Permite Senhor, que em seu augusto nome possamos ajudar o nosso irmão em recuperação. Concede a misericórdia da tua benção sobre ele, que a Tua luz traga a paz reconforta­dora e o amor infinito do Nosso Pai maior.

Poderosa energia começou a ser atraída, da formação circular, na direção de frei Fabiano, o iluminado frade permanecia ajoelhado, levitando sobre todos nós e, com as duas mãos, concentrou aquela energia multicolorida e brilhante sobre o seu chacra cardíaco. A ener­gia foi ficando cada vez mais violeta, de um brilho e cor que eu nunca tinha visto antes. Quando ela atingiu pleno fulgor, espargindo faíscas de luz, o Dr. Fritz ergueu sua mão esquerda e pegou cuidadosamente aquela esfera de luz e aplicou por todo o corpo do paciente. Algo inusitado acontecia, senti que conhecia aquele paciente, mas não era possível, estávamos em 2013, fazia tanto tempo...

Naquele instante, surgiu uma intensa luz vinda do Oriente que ilumi­nou toda a sala e ao longe, em um céu muito superior, enxerguei a imagem de Jesus com os braços abertos e ao redor do seu corpo luminoso, duas grandes energias em forma de infinito, cruzando-se exatamente sobre o seu chacra cardíaco.

Comecei a sentir algo diferente, como se o tempo e o espaço tives­sem mudado, então todos os mentores amigos desapareceram, menos o Irmão 23, que falou para mim: – Desde que nossa comitiva cruzou a região central do símbolo da vida, adentramos em outro tempo, poucas semanas depois do desencarne do seu pai, o paciente que estávamos ajudando.

Eu ainda estava cambaleante e muito emocionado. Estávamos eu e o Irmão 23 no mesmo pavilhão, mas eu estava com uma aparência mais jovem. O bondoso amigo olhou-me com carinho e disse: – Precisá­vamos proporcionar essa intensa lembrança emocional positiva para permitir que você relembrasse de outros eventos espirituais impor­tantes.

– Porque meu amigo? Eu estou tremendo até agora, se existe infarto por excesso de emoções no mundo espiritual eu estou prestes a ter um.

Sorrindo fraternalmente, o querido amigo tocou com uma das mãos o meu chacra cardíaco e disse olhando no fundo dos meus olhos: – Veja

De repente os arquivos do Akasha relativos àquele local surgiram intensamente. Nítidas imagens, mostrando as mesmas cenas de uma projeção astral consciente que eu tinha vivenciado pouquíssimos me­ses após o desencarne do meu pai. Ao lado do Irmão 23 eu via de forma realística as cenas relativas àquela projeção consciente ocorrida há mais de dez anos atrás. Já sem faixa alguma, mas não totalmente consciente, ele aproximou-se e deu um longo abraço. Suave luz, como se estivéssemos no alvorecer de um dia qualquer na Terra, iluminava o lugar. Ele disse poucas palavras, ainda não totalmente lúcido: – Obrigado por ter sido um dia o meu avô, eu ainda lembro

O Irmão 23 comentou comigo: – São lembranças de encarnações pregressas, querido amigo. Tudo isso fez parte do processo de recuperação, pois nos dias finais antes da passagem o câncer havia atingido o cérebro.

Prostrei-me no chão daquele pavilhão, chorando copiosamente, enquanto contemplava aquelas imagens. Mesmo passados mais de dez anos ainda era difícil relembrar de forma tão vívida tudo aquilo. Ainda ajoelhado no chão e com os olhos cobertos de lágrimas, novas cenas apareceram. Lembrei daquelas imagens, pois não as tinha vivido em projeção consciente, mas sim acordado. O Irmão 23 ajoelhou-se do meu lado e disse: – Essa é uma lembrança de quatro dias antes do desencarne dele.

– Sim, eu lembro querido amigo, foi a última vez que o encontrei ainda consciente, horas depois ele entrou em coma e dias depois faleceu.

O quarto daquele hospital ficava em frente a uma grande janela com ampla varanda e logo pela manhã era possível enxergar o nascer Sol, praticamente em frente ao quarto. Eu passei aquela noite, sentado em uma cadeira, do lado da cama, e cochilado apenas algumas poucas horas. Ao acordar, observei que ele estava contemplando a belíssima vista do nascer do Sol. Naquele instante imaginei o que ele poderia estar pensando, mas devido ao avanço do câncer no cérebro, nos últimos dias ele não conseguia mais falar. Irmão 23 tocou com uma das mãos a minha fronte, enquanto eu enxergava aquelas cenas. Consegui então captar seus pensamentos: – Eu pensei que teria mais tempo. Ainda há tanto por ser feito.


Continuei observando aquelas lembranças tão reais nos arquivos akáshicos. Ao vê-lo contemplando o belo nascer do Sol me aproximei e fiz um afago na sua cabeça. Com alguma dificuldade ele conseguiu se movimentar o suficiente na cama para conseguir ficar sentado, então olhou carinhosamente nos meus olhos e deu um longo abraço. Naquele instante eu sabia que ele partiria em breve. Ficamos assim em silêncio, por um minuto, talvez mais. Novamente consegui ler seus pensamentos através dos arquivos do Akasha: – Eu prometo que irei me recuperar logo e, de algum jeito, cumpriremos a missão.

Ao ver aquelas imagens me levantei, no impulso instintivo de tentar tocar aquele holograma, de tão real, como se talvez, quem sabe, fosse possível retornar ao passado. Naquele instante o Irmão 23 levantou-se, foi em minha direção, colocou uma das mãos sobre o meu ombro e disse: – Vamos voltar para a Terra, lá está o final da nossa jornada.

Assim que terminou de proferir essas palavras, fomos teletransportados em um átimo de segundo, na velocidade do vigoroso pensamento do querido mentor. Estávamos agora em um apartamento, o local que eu tinha vivido praticamente toda a infância, dos quatro anos até aos quatorze de idade. Novas imagens dos arquivos da memória universal começaram a surgir. Enxerguei o extenso corredor que percorria boa parte do apartamento e uma mulher, de cabelos escuros, aparência serena, em frente a uma espécie de barreira magnética branca, cobrindo o espaço entre o corredor e a sala principal.

Eu havia vivenciado aquela projeção astral em 2001, aproximadamente 13 meses após o desencarne do meu pai e novamente relembrava aquelas cenas. A mulher perguntou se eu estava realmente pronto para aquele encontro e eu fiz um sinal afirmativo. Ela então desfez a barreira magnética e eu segui, caminhando, em direção da porta. Ao abri-la, vi do outro lado meu pai, completamente lúcido e recuperado, com a aparência dos seus 40-45 anos, pleno de saúde e com um grande sorriso no rosto. Fiquei muito feliz de vê-lo tão bem, compartilhamos um caloroso abraço e uma grande energia foi produzida pelo encontro dos dois centros de força cardíacos. A emoção havia sido muito intensa e, instintivamente, o cordão de prata tracionou o meu corpo espiritual de volta ao corpo físico. Ao abrir os olhos, com a vidência ainda aberta por não ter acoplado totalmente o chacra frontal ao corpo material, pude enxergar do lado da cama um aparelho de alta tecnologia com letras em um idioma que eu desconhecia. Aproveitando aquelas imagens, o Irmão 23 esclareceu: – Utilizamos essa tecnologia para garantir que as lembranças daquele encontro em projeção astral consciente, ficassem plenamente arquivadas no seu cérebro físico, pois sabíamos que mais de 10 anos depois, agora, toda essa experiência seria de grande valia no desenvolvimento do seu livro.

As imagens desapareceram e permanecíamos, eu e Irmão 23 naquele local, muito parecido com o apartamento no qual vivi por quase dez anos. Perguntei ao querido instrutor:

– Estamos na contrapartida astral do apartamento físico que eu vivi há quase vinte anos atrás?

Tranquilamente o paciente instrutor me respondeu: – Não, querido amigo. Estamos em uma colônia espiritual, mais precisamente na residência que o seu pai mora atualmente. Na verdade ele, seus dois avôs e mais alguns amigos de longa data, pois o apartamento é bem grande.

Percorri algumas peças, muitos dos móveis e da decoração eram bem semelhantes ao período que havíamos vivido lá no passado quando ele ainda estava encarnado. Ao captar meus pensamentos, Irmão 23 concluiu: – Ele plasmou esse local com as melhores lembranças da vida em família, da atividade espiritual, com tudo aquilo que pudesse manter vivo o elo com um tempo tão feliz e produtivo. Você não consegue enxergá-lo agora, mas ele está aqui, junto com todos os demais amigos nessa sala e muito felizes por você ter conseguido superar tantos obstáculos e chegar, finalmente, a conclusão do primeiro passo de uma longa jornada.

Fechei meus olhos e respirei fundo. Um flash de incontáveis imagens começou a vir à tona na minha memória, todos os acontecimentos mais importantes da atual encarnação, algumas lembranças vivas de encarnações pregressas, percorrendo rapidamente todo o meu campo mental. Quando abri os olhos, finalmente consegui enxergar todos os presentes no aconchegante apartamento. Meus dois avôs, meu pai, Dr. Fritz, frei Fabiano de Cristo, Gabriel, Irmão 23, o amigo Franciscano, Jeremias, o homem da túnica azul que ostentava um símbolo astrológico, o gigante vermelho da Atlântida, entre outros amigos encarnados, alguns em projeção consciente e outros projetados inconscientemente. Abracei calorosamente cada um deles, até chegar, por último, a frei Fabiano e ao meu pai.

Carinhosamente segurei a mão do bondoso frade, coloquei um dos joelhos no chão e pedi: – Peço a sua benção frei, que eu possa ter forças para ajudar e consolar as pessoas que buscam auxílio espiritual e honrar a sua confiança em mim.

Fraternalmente frei Fabiano também ajoelhou-se e disse olhando profundamente nos meus olhos: – Quando as forças faltarem querido amigo, ora com fé que estaremos por perto para impulsioná-lo a um bom caminho. Quando as forças sobrarem, ora também com fé, que estaremos por perto para direcioná-lo um bom caminho. Mas acima de tudo, procura sempre orar e vigiar com fé em Deus, pois a fé suaviza qualquer caminho.

Beijei as mãos do amigo iluminado pensando comigo mesmo “um dia terei um centésimo da sua fé.” Levantei-me e vi meu pai, novamente, com a mesma aparência saudável daquele distante encontro em 2001. Com o largo sorriso no rosto ele colocou uma das mãos num dos lados do meu rosto e olhou profundamente nos meus olhos: – A vida jamais termina. Por mais difícil que sejam as separações daqueles que amamos, elas são apenas temporárias. Quando existe o amor verdadeiro, mesmo as mais longas distâncias entre as dimensões são superadas.

Coloquei uma das minhas mãos sobre o lado direito do seu rosto e disse: – Ah meu pai, eu gostaria de verdade que as pessoas pudessem ter essa certeza, a mesma certeza que eu tive há quase dez anos, quando nos reencontramos e você estava totalmente recuperado.

Ele então se aproximou e me concedeu um longo abraço, dizendo: – Eu também espero meu filho, por isso que toda a nossa equipe espiritual, com as bênçãos de frei Fabiano, possibilitou este nosso bonito reencontro: para mostrarmos a infinita misericórdia divina, sempre reunindo aqueles que nutrem sincero amor entre si. Veja você mesmo.

Na ampla janela da sala, ele apontou uma grande quantidade de cenas que começavam a surgir, ao longe, próximas do céu. Atentamente observei, abraçado ao seu lado e com os demais amigos espirituais ao redor. Nas cenas surgiam vários pequenos quadros, como telas de televisão mostrando diferentes imagens. Em todas elas, famílias eram assistidas por um ou mais espíritos familiares que já estavam desencarnados e recebiam permissão de retornar às famílias ainda encarnadas, para ajudar com boas intuições e apoio aos espíritos protetores. Meu pai então concluiu: – O amor verdadeiro meu filho, ele nunca termina, tudo pode superar. É o verdadeiro milagre da vida, que pode impulsionar as mais belas façanhas do ser humano. Foi esse amor que permitiu a minha rápida recuperação, o restabelecimento da minha saúde após a grande provação que eu vivenciei nos anos finais da existência física e assim pudesse retornar, com tantos outros amigos, para ajudar os amigos queridos e familiares ainda encarnados no mundo das formas. Silenciosamente, mesmo muitas vezes não sendo plenamente percebido, por causa do véu que separa os dois mundos (físico e espiritual) eu permaneci velando você e toda a nossa família, pois a verdadeira família unida pelos laços de amor vai muito além dos laços físicos: ela prossegue eternamente, pois é unida pelos laços espirituais do amor, seja qual for a distância. 

Contemplei os queridos amigos do astral, a família espiritual ali reunida no confortável apartamento, feliz pela experiência e pela chance de transmitir em palavras àquele reencontro a todos os leitores dessa obra, mostrando que a vida jamais termina e o verdadeiro amor une e reúne todos que viveram juntos um dia. (A Bíblia no 3º Milênio – trecho final do capítulo 25)

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