24 de mai. de 2019

Não Seja um Olavete - Porque a Manifestação do dia 26 vai Afundar o Presidente


Quando a miopia política atinge parcela expressiva da população, mas, sobretudo o próprio presidente, normalmente é quando as emoções falam mais do que o senso estratégico, então se faz necessário pontuar de forma clara e detalhada não apenas o atual cenário político como também os desdobramentos, no futuro, de determinadas atitudes. Sem modéstia alguma afirmo que não teve analista ou "guru" algum que previu nos últimos 5 anos o cenário da política como eu previ (com alta porcentagem de acerto) e exatamente por isso me sinto na obrigação de alertar, de forma ainda mais clara, porque as manifestações do dia 26 serão um desastre político para o presidente. 

Ao leitor que acompanha o que escrevo há alguns anos ou o que está conhecendo minhas análises políticas pela primeira vez preciso informar, brevemente, que desejo o sucesso do governo Bolsonaro, não apenas pelo político honesto sem condenações ou inquéritos por corrupção que ele é como pelo time que ele montou no governo com um economista de viés liberal (Paulo Guedes), um estrategista para combater a corrupção (Moro) e uma cúpula ministerial de base militar com os quadros mais moderados que a direita poderia produzir. Previ no início de 2014 que teríamos um escândalo maior que o mensalão (poucos meses depois veio a Lava Jato) previ que gente graúda seria presa, que Dilma cairia, que Lula seria preso e outras previsões que soaram surreais na época. Previ que os militares ascenderiam ao poder até 2018 ainda durante o ano de 2014. Lutei com afinco desde essa época contra o petismo e soube, desde 2014, que o caminho do Brasil para tirar o petismo do poder e colocar os militares estava traçado. Enquanto alguns "analistas" previam que o Brasil estava fadado ao comunismo eterno após a eleição de Lula e que os militares não impediriam a ascensão total da esquerda como ocorrera na Venezuela eu sempre expus exatamente o contrário, mostrando que o guru da Virgínia não tinha razão. Então (desculpem pelo longo parágrafo) sinto a obrigação de compartilhar o que se desenha para o futuro próximo, mais uma vez transmitindo sob o auxilio dos guardiões superiores que desde 2014 tem ajudado de forma mais próxima esse trabalho de tentar desvelar com a maior clareza possível o que se desenha no horizonte da geopolítica brasileira

O primeiro ponto que devemos considerar quanto a essa manifestação é que ela não foi espontânea. Quando o presidente soltou a mensagem no whatsapp falando da incapacidade de conseguir governar o país e de um Congresso dominado por interesses escusos os grupos ideologicamente mais próximos do olavismo (os olavetes, a ala radical da direita) já estava avisada e pronta para começar a mobilização. O segundo ponto é que essa mobilização, motivada exatamente por esse texto do presidente não foi a pauta das reformas ou pacote anticrime mas sim contra o centrão, contra o Congresso corrupto. Os principais grupos organizadores, que se reconhecem claramente como olavetes e os principais influenciadores do youtube ideologicamente ligado ao olavismo deixaram isso bem claro, em vídeos, nos banners e tweets ainda que exista um pequeno verniz para tentar transmitir a imagem de que é uma manifestação pelas reformas. Não, essa é uma manifestação organizada por olavetes e com a pauta principal se manifestar contra o centrão. Esse é o motivo pelo qual, muitos membros moderados da direita como os generais Santos Cruz e Paulo Chagas, Janaina Paschoal, Joice Hasselman, parte da bancada do PSL, Lobão, Rodrigo Constantino, Arthur e demais membros do MBL e do Vem Pra Rua, além de parte expressiva do empresariado que apoiou Bolsonaro e os liberais da direita, como Marcel Von Hattten colocaram posição de não comparar a manifestação

A ala olavete é a verdadeira responsável pela crise de governabilidade que o presidente vem passando, exatamente pela total falta de senso estratégico e de articulação política, que começou exatamente no caso da comitiva do PSL que foi pra China e que foi achincalhada pelo guru da Virgínia (que poderia ter conservado de forma privada ou se manifestado de forma educada), isso sem falar no ataque direto a cúpula de militares escolhida pelo próprio presidente de forma anticristã, anticonservadora, com vocabulário que nem um filósofo de botequim usaria  e por motivos dos mais pueris como entrevista para o Bial (que o próprio guru também concedeu) ou fotos com membros da esquerda (sendo que o próprio Olavo afirmou que trabalharia com Suplicy e já tirou foto sorridente com Gilmar Mendes) tudo isso culminando com ataques das hostes olavistas contra outros membros da direita que lutaram de forma ostensiva para derrubar o petismo e pela divulgação das idéias da direita, como o caso da Janaina e do Arthur entre tantos outros.

Enquanto a ala olavete e os discípulos olavetanos não forem formalmente afastados e rechaçados pelo presidente (que ao contrário tem se aliado cada vez mais a esse grupo) será impossível formar qualquer aliança política mais sólida dentro do Congresso, pois os olavetanos enxergam os parlamentares do centrão (e alguns até mesmo o Congresso inteiro) como ilegítimo, corrupto. Como esperar que o governo firme uma aliança, uma base de votos dentro do Congresso e dentro da própria direita com uma ala histriônica que ataca todo mundo da própria direita porque acreditam que direita é apenas quem segue de joelhos o que Olavo diz ou ensina? É claro que não tem como dar certo. Por esses primeiros pontos a manifestação em si já seria um desastre do ponto de vista político, pois automaticamente dificulta ainda mais que o governo forme uma base política dentro do Congresso e dentro da direita, pois transmite a mensagem que o presidente pretende continuar alimentando a aliança pessoal com o olavismo.

Mas calma, ainda estamos no começo. Tem mais. Só existem três situações de mobilização popular que causam movimentação ou apreensão no Congresso.   

1) Em época próxima de eleição (os deputados ficam mais sensíveis ao clamor das ruas porque desejam a reeleição) e devemos considerar que os parlamentares estão com menos de 6 meses de mandato

2) Se a vontade popular expressa uma situação política já consolidada (exemplo: impeachment da governanta, ela já contava com alta rejeição dentro do Congresso e somado a isso o forte apoio popular pelo impeachment apenas acelerou a vontade da maioria do Congresso, inclusive porque boa parte dos parlamentares viu uma clara chance de acabar com a hegemonia petista)

3) O temor das forças armadas (o Congresso sabe que somente o Exército é capaz de mudar o sistema constituído, seja por vontade própria como foi no processo de abertura nos anos 80 ao ouvir a população ou por uma ameaça institucional, como foi nos anos 60 com a ameaça comunista)

Como o Congresso não está nem em época de eleição e muito menos há o temor que as forças armadas apóiem uma revolução popular para derrubar o poder Legislativo, não há qualquer temor por parte do Congresso, mesmo se que se coloque um milhão, três milhões de pessoas na rua, isso apenas vai aumentar a percepção do Congresso que Bolsonaro não deseja fazer política e que deseja alimentar o nós contra eles (ou seja, seus apoiadores mais radicais que são as olavetes contra o Congresso) 

Aqui é importante um adendo: como expliquei no post "Olavo versus militares" (deixarei o link ao final) Olavo não apenas lutou para derrubar o marxismo ou combater o marxismo cultural ( o que nesse ponto o colocou como aliado pontual da direita para eleger Bolsonaro) mas o seu objetivo vai além disso: ele acredita que somente um Executivo forte, na imagem de um imperador quase absolutista ou com poderes moderadores (algo que só existe hoje nas monarquias do Oriente Médio) aos moldes do absolutismo monárquico da Idade Média em estrita aliança com a Igreja Católica (a volta da Santa Inquisição funcionando como o novo STF) seria a única forma de se estabelecer um governo conservador e próspero (inclusive linkei no post todos os vídeos que ele mesmo afirma isso) o que explica não apenas a crença do guru de que a Idade Média era melhor do que a Renascença, o Iluminismo e o que veio depois (ou seja, as democracias modernas) como também explica a repulsa do "filósofo" ao heliocentrismo (óbvio, pois Galileu fora condenado pela "Santa" Inquisição) e a cientistas como Darwin, Newton e Einstein que trouxeram comprovações científicas que colocaram por terra conceitos bíblicos, o que obviamente um amante da Idade Média absolutista católica jamais toleraria. O olavismo acredita que é possível uma revolta popular que derrube os poderes constituídos e que permita a criação de um governo messiânico absolutista, acreditam inclusive que podem manobrar a população para realizar essa revolução e que conseguiriam sobrepujar até mesmo o Exército (que obviamente não permitiria a escalada de uma insanidade dessas). Por isso o esforço do olavismo em atacar os generais da cúpula do governo, pois na cabeça deles sem colocar o povão contra os militares não tem como se fazer revolução popular messiânica. 

Estão entendendo o que realmente está por trás da idéia que os olavetes têm dessa manifestação? 

Dito isso, o centrão não apenas está despreocupado com o tamanho da manifestação do dia 26 (por saber que as eleições ainda estão distantes e não há o perigo de uma intervenção militar) como já traçou a estratégia para anular o presidente Bolsonaro, independente que ele estimule mais duas, três ou dez manifestações nos próximos meses.  A estratégia é muito simples: Maia aproveitou o vácuo de poder político deixado pelo presidente para tomar conta do Congresso. Enquanto o presidente e a cúpula do governo tinha que se preocupar com crises internas desencadeadas pela cúpula olavista (contra Bebiano e depois contra os militares) deixou a articulação de lado, ou seja, não formou uma base parlamentar no Congresso.

E aqui é preciso dizer claramente: isso aconteceu porque o presidente se recusou a dialogar. O partido do presidente elegeu 55 parlamentares, a bancada liberal sempre apoiou a maioria das reformas (como vimos na votação da mp 870 e sobretudo do coaf) assim como boa parte da bancada ruralista, evangélica e da bala. Até mesmo dentro do chamado centrão (um grupo de mais ou menos 200 deputados que reúne gente de paridos pequenos do "baixo clero" bem como deputados do dem, mdb, pp e outros) o presidente contava no inicio do mandato com votos favoráveis, tanto isso é verdade que mesmo sem articulação alguma a votação do coaf rendeu 210 votos ao governo (sendo que o governo precisa de uma base de 310-320 votos) o que por si só ja anula a tese de Congresso corrupto ou centrão corrupto. A própria característica fisiológica de boa parte dos parlamentes do centrão é obter decretos e liberação do orçamento que estão perfeitamente de acordo com as regras republicanas de política. Bolsonaro simplesmente se recusou a fazer política, acreditou que bastaria ordenar e o Congresso obedeceria e que assim o país andaria, o que está longe de ser o regime presidencialista, no qual Executivo e Legislativo precisam dialogar.  

Maia se aproveitou desse vácuo político deixado pelo presidente e se elegeu com folga para presidente da Câmara em primeiro turno, conseguindo ele próprio formar maioria para votar o que quiser dentro do Congresso. O DEM, partido de Maia, conta não apenas com a presidência das duas casas, como um ministro importante no governo (Onyx) e controle do Congresso. Maia percebeu a partir desse ponto que por imprudência, Bolsonaro concedeu as ferramentas políticas necessárias para o DEM se cacifar não apenas como uma direita liberal moderada, mas também como o partido fiador das reformas econômicas. Não é segredo que DEM e PSDB planejam a fusão de forças e até mesmo dos partidos com vistas as eleições de 2022 para a presidência e governos. Então qual a estratégia adotada? Ninguém quer assumir em 2022 um país quebrado ao mesmo tempo que sangrar politicamente o presidente apenas causaria maior agitação do eleitorado (afinal ele foi eleito com quase 60 milhões de votos) então Maia decidiu que a estratégia seria isolar politicamente Bolsonaro, ou seja, impor sucessivas derrotas no Legislativo e ao mesmo tempo fazer com que o próprio Congresso proponha as leis e projetos, como aconteceu nessa semana com a reforma tributária e mesmo dentro da própria reforma da previdência. Isolar politicamente o presidente mostrando para a nação que ele não tem poder algum de gestão política e que todas as reformas pelo bem do país estão sendo criadas e conduzidas apenas pelo Legislativo. Um presidente que fique sem força política dentro do Congresso por quatro anos e um conjunto de parlamentares mostrando serviço aprovando uma série de reformas econômicas é a estratégia de Maia para cacifar o DEM para as eleições presidenciais de 2022, algo que para Maia seria mais interessante do que paralisar economicamente o governo ( o que a não aprovação do crédito suplementar de 250 bi faria), pois isso apenas atrasaria o protagonismo do Congresso na retomada do crescimento do país e ao mesmo tempo uma eventual pedalada ou processo de impeachment contra Bolsonaro apenas insuflaria agitações sociais e a subida de um general (Mourão) a cadeira presidencial)

Essa é a estratégia de Maia que sabe que mesmo não consiga derrotar Bolsonaro em 2022 através de um candidato (provavelmente Dória) mesmo assim poderá agir da mesma forma por mais 4 anos. Outro ponto nessa variável é que dificilmente os militares apoiariam a reeleição de Bolsonaro caso ele insista até 2022 em permanecer aliado do olavismo e sem formar uma base política no Congresso. Naturalmente nomes como Guedes e em especial Moro seriam os escolhidos para representar uma direita mais moderada, enquanto cada vez mais o presidente, nesse cenário, estaria isolado politicamente dentro do Congresso e cada vez mais identificado com o olavismo.

Ou seja, em todos os cenários possíveis essa manifestação e a insistência de Bolsonaro em não formar uma base política no Congresso e continuar alinhado ao grupo dos olavetes vai deixá-lo cada vez mais imobilizado na presidência, restando insistir em chamar as pessoas para as ruas o que tende a gradualmente enfraquecer, sobretudo se o Congresso conseguir passar as reformas econômicas que deseja

A única, única saída do presidente é TRABALHAR, fazer POLITICA dentro do regime presidencialista, parar de atiçar as ruas e de dizer que não pode governar, aceitar o jogo democrático como ele é, formar uma maioria simples no Congresso e começar a governar, qualquer tentativa fora disso ou que estimule algo fora disso é um tiro no pé e que só vai atrasar a capacidade política do presidente de governar

Não há como governar pelo twiter ou achar que as ruas farão a articulação política que ele não tem feito na sua base. Já falei aqui, tem que por a Joice na articulação com o Congresso, pacificar o PSL, negociar homem a homem com os elementos da bancada ruralista, da bala, dos evangélicos e procurar atender, dentro dos limites republicanos, as demandas da bancada mais fisiológica que é o centrão, visto que o único grupo que realmente não tem como o governo tirar da oposição é o grupo de 140 parlamentares do pt, psol e satélites marxistas.

Se o presidente joga o centrão todo no colo do Maia e não forma nem uma base com aqueles que ele ajudou a eleger, então como ele espera aprovar as coisas no Congresso? Na base do grito, do xingamento, com os pitbulls de twiter? Com a seita olavetana que acha comunista qualquer um que discordar uma vírgula do guru desbocado da Virginia?

Tá na hora do presidente escutar os militares e a ala sensata da direita e começar a trabalhar, parar de fazer "nós contra eles" com o Congresso e começar a unir a sua base e iniciar um grande dialogo de conciliação com o Congresso e com o povo pelas reformas como foi feito na época do plano real, sem isso o governo vai naufragar nas mãos de um parlamentarismo branco, pois se o presidente abre um vácuo de poder, o Legislativo toma conta e não adianta gritero na rua e twet malcriado ou se achar enviado de Deus que isso não vai mudar a posição dos parlamentares.

Por isso eu e vários outros da direita não apoiamos essa manifestação do dia 26, manifestação essencialmente organizada por olavetes e que em nada vai contribuir para a harmonia dos poderes e para o governo do presidente, pelo contrário, vai enfraquecer ainda mais o presidente diante do Congresso.

Bolsonaro tem tudo para fazer um bom governo, não é difícil unir uma base de 310 parlamentares, sendo que 210 já se mostraram dispostos a participar do governo. Mas isso só vai acontecer com dialogo e política dentro do Congresso e não com griteiro contra o centrão ou maluquices messiânicas antidemocráticas de gente que nunca foi cristã ou conservadora, mas essencialmente marxistas de direita.

Essa manifestação do dia 26 apenas vai ajudar a afundar politicamente o presidente dentro do Congresso. O que realmente vai fazer com que ele consiga governar é formar uma base política no parlamento, romper formalmente com a seita olavetana e começar a tomar pra si o protagonismo político para o qual foi eleito, não porque seja um messias ou um enviado para ser o imperador do Brasil, mas pelo voto de milhões para exercer um mandato dentro do regime democrático e dentro dos protocolos republicanos permitidos. Qualquer coisa fora disso é afundamento político.

Olavo versus militares - Vamos entender o que está acontecendo:



O projeto absolutista olavista versus os militares:



As previsões trazidas desde 2014 sobre a geopolítica do Brasil cumpridas nos últimos anos:



18 de mai. de 2019

Bolsonaro e o Futuro Próximo do Brasil – Como o Presidente pode Evitar o Impeachment


Hoje o tio Zé trará noticias alvissareiras para os leitores que estão em cólicas com os últimos acontecimentos. Sem panos quentes, sem dourar a pílula, mas mandando a real e mostrando que temos um bom caminho de salvação do Brasil, nem tão difícil assim e que permitirá que o presidente cumpra seu mandato. Tá curioso? Então lá vem textão 

Muita gente perguntando se Bolsonaro vai chegar ao final do mandato e como será o futuro próximo do país. Então vou recapitular exatamente o que previ (com boa medida de acerto diga-se de passagem) até aqui e quem quiser conferir busque ler os posts que serão citados

Primeiro de tudo: previ lá em 2014 que teríamos a queda definitiva e a ascensão dos militares. Está escrito em pormenores no livro "Brasil o Lírio das Américas". E mais ainda: um cenário de duas grandes possibilidades com os militares no poder: um de união pelas mudanças e outro de revolução, confrontos, em especial a partir de 2020 (essa parte inclusive eu linkei no texto com a imagem do Paulo Guedes sobre os 3 principais pilares econômicos que precisamos aprovar nas próximas semanas). Ou seja, deixei bem claro: ascensão dos militares.

Em texto de 06 de dezembro de 2018 publicado aqui na fanpage falei amplamente sobre alguns delírios das olavetes. Quando os ataques mais abertos contra os militares começaram deixei ainda mais claro que só existia governo Bolsonaro se fechado com os militares. Isso está claro em vários textos em especial a partir de 2019

Dentre esses textos mencionei também que na queda de braço entre militares e os filhos do presidente, os militares venceriam, como tem vencido, mas que ainda assim teríamos problemas até o final do ano por insistência dos filhos. Ao mesmo tempo afirmei que teríamos a aprovação da reforma da previdência (essas informações estão nos texto de 15 de fevereiro e 21 de fevereiro)

No texto de 22 de dezembro de 2018 deixei claro o caminho necessário para o desaparelhamento do Congresso e do STF: um profundo processo de união do governo com os militares e a população debatendo reformas e já preparando a população para um plebiscito (semi constituinte) em 2020 se as reformas fossem barradas no Congresso. Nada disso foi feito, nem articulação com a população, nem qualquer diálogo estratégico com o Congresso e o pior ponto: permitir que gente da direita xingasse os militares, a alta cúpula do governo sem a devida resposta do presidente. Inclusive o inicio dessa crise, com a demissão do Bebiano que iniciou todo o processo de tentativa de fritura dos militares por conta das olavetes foi previsto no post do dia 04 de fevereiro

Portanto os alertas foram feitos com antecedência, assim como as previsões dos cenários que estavam por vir caso os caminhos corretos não fossem tomados. A partir do momento que o presidente escolheu os rumos que escolheu é óbvio que ele se aproxima muito mais do cenário revolucionário de 2020 descrito no livro que lancei em 2014 (Brasil o Lírio das Américas).

Ainda dá pra salvar o governo e evitar todo esse cenário, mas como disse nos dois últimos posts: não há tempo para meias medidas. E sinceramente eu não sei se o presidente está disposto a romper com o olavismo e fechar 100% com os militares, seguindo os conselhos destes de iniciar um profundo diálogo e conciliação com o Congresso, uma profunda campanha junto a população e ao Congresso como aquela feita para o plano Real. 

Sinceramente eu não vejo essa disposição no presidente, ao contrário, ele não aproveitou o capital político dos primeiros 3 meses de governo no qual deveria ter estreitado laços com o Congresso e com a população, ao contrário, crises internas dentro da própria direita foram alimentadas assim como discursos de fechamento do Congresso. Como esperar que o Congresso trabalhe por reformas se o governo não busca diálogo e ainda estimula sua base de eleitores a achincalhar o Congresso como símbolo da "velha política", colocando todo mundo (inclusive a base aliada eleita) no mesmo balaio de corruptos da velha política contra o país? O governo conseguiu a proeza de não formar sequer a base coesa no próprio partido com mais de 50 parlamentares (e em boa parte pelas críticas intestinas do olavismo contra os deputados). Bolsonaro contava com vários parlamentares simpáticos as reformas econômicas no início do mandato, desde os liberais do novo e mbl, passando pela bancada ruralista, da bala e evangélica e ao invés de unir essa base ele simplesmente achou que ia ordenar e todo mundo iria obedecê-lo sem contestação, sem diálogo? Bolsonaro deu as costas para o diálogo com a sua própria base, sequer formou uma base no Legislativo deixou um vácuo de comando aberto que obviamente não ficaria vazio, entregou de mão beijada o controle de todo o Congresso nas mãos do presidente da Câmara. 

O QUE MAIA E O CENTRÃO DESEJAM?

Maia deseja protagonismo, se colocar como uma opção moderada contra o petismo e menos histriônica do que o olavismo, por isso tem feito questão de dizer que "vai aprovar as reformas sem o governo ou apesar dos sobressaltos internos do governo", pois ele quer ganhar tutano político junto com o Congresso em cima da briga entre governo / militares versus ala olavista. Pra isso Maia tem usado, ou melhor, manipulado a seu favor o interesse da banda podre do centrão (parlamentares de oposição e também gente suspeita ou enrolada com a justiça) juntamente com o grupo dos insatisfeitos com a postura agressiva do governo de dizer que é tudo culpa do Congresso corrupto. Maia deseja cacifar o DEM para as próximas eleições, tanto nas prefeituras como nos governos, por isso tem reafirmado que a reforma da previdência vai passar e tem dado continuidade a reforma tributária. Esse é o objetivo e estratégia de Maia: mostrar protagonismo do Congresso, que estão trabalhando e que quem está tumultuando e batendo cabeça é o governo. 

Dito isso não é muito complicado estrategicamente para o governo reverter isso, pois assentando e pacificando a própria base (sobretudo o próprio partido) o governo rapidamente retomará o controle da maioria que precisa e pode assim dividir o protagonismo com o Congresso (algo que Bolsonaro estava tentando fazer antes que a crise envolvendo o nome de Santos Cruz viesse a baila por parte da ala olavista), pois o interesse de Maia (eleito por ampla maioria do Congresso em primeiro turno) e do centrão (a maioria de bancadas simpáticas ao programa do governo e anti petista) não é ser um novo pt mas sim um grupo com protagonismo político e que exatamente por isso tem reagido impondo tantas derrotas ao governo, pois não aceita a postura do governo de condenar todo o Congresso como corrupto ou contra o Brasil e ao mesmo tempo se aproveitam da falta de coesão do governo (ataque da direita histriônica contra os militares) para ganhar musculatura dentro do Legislativo sobre o Executivo.

Por tudo isso não é difícil para o governo conciliar os interesses do Executivo com o Legislativo, o ponto central é que pra isso a ala histriônica da direita (olavismo) precisa ser afastada, pois está claro para o Legislativo que é ela que estimula o discurso mais agressivo contra o Congresso   

O TRUNFO PARA VENCER AINDA DENTRO DA DEMOCRACIA

O caminho para solucionar esse imbróglio está nos dois textos que escrevi recentemente (linkarei ao final), mas resumindo: a ÚNICA saída para Bolsonaro é fechar com os militares em prol da união com o povo e com o Congresso por um grande pacto entorno das 3 ações/reforma econômicas para reerguer a economia, pois se continuar permitindo olavistas atacando o governo (sem que de uma resposta dura) ou estimular caneladas contra o Congresso por parte dos seus eleitores, aí é que não sai apoio algum no Congresso. É preciso também pacificar o PSL, unindo os políticos da base aliada com os militares deixando claro para ambos que não será mais aceita interferência olavista no governo, um compromisso pessoal do governo que o olavismo será retirado do governo e que nenhum ataque de qualquer olavista contra o governo ficará sem uma dura resposta do presidente.

Essa é a única saída, pois sem esse apoio político e dos militares nada impedirá Bolsonaro de ser impichado, visto que sem crédito suplementar ele terá que pedalar para pagar salários e aposentadorias e outras despesas da União e não terá apoio político para escapar de um impeachment. Mais ainda: sem esse apoio ou pacto com os militares, os militares não terão motivo algum para fechar Congresso ou impedir o processo de impeachment, pois terão um vice (Mourão) muito mais alinhado com o Alto Comando e com a base política simpática as reformas pronto para assumir. Então só há esse caminho para Bolsonaro não ser impichado, união total com os militares, foco em congregar a base e o Congresso e fundamentalmente limar o olavismo do governo, um pacto formal com todos esses atores políticos.

Caso faça isso Bolsonaro e o governo terão o discurso claro de união e de apoio popular pelas reformas colocando o ônus da aprovação nas costas do Congresso, ao mesmo tempo que contarão com a simpatia daqueles que desejam as reformas mas que não desejam ser colocados no mesmo balaio de petistas e parlamentares investigados. Ou seja, o governo precisa parar de afastar os aliados em potencial e pra isso precisa mudar a postura na articulação como expus aqui.

Se mesmo assim tudo isso não der certo, Bolsonaro terá ainda o apoio dos militares e poderá tentar uma cartada no caso do crédito suplementar não ser aprovado: um plebiscito pela aprovação de algumas reformas, pois pelo art 18 da CF basta apenas metade mais um voto no Congresso para esse tipo de decreto pelo Legislativo. Por isso ele precisa se unir aos militares e criar uma mínima base coesa dentro do Congresso, pacificar os ânimos. Essa é a forma de burlar, democraticamente, um Congresso que porventura tenha um número alto de parlamentares que não deseja trabalhar pelas reformas, apenas com metade dos parlamentares o governo pode governar por  plebiscito (isso ocorre muito na Suíça e já foi até dado como exemplo por Paulo Guedes em entrevistas) nas questões que não forem passíveis de decreto presidencial.

O grande “pulo do gato” nessa questão é que, pela lei, não existe uma definição constitucional apontando se o resultado do plebiscito precisa ser cumprido imediatamente pelo Congresso ou se seria apenas uma “consulta” que ainda assim precisaria de 3/5 dos votos no parlamento para ser aprovada (o que não faz sentido, afinal o plebiscito é exatamente para mostrar a opinião direta da maioria popular acima do Legislativo, escolhido pela mesma maioria popular). O grande pulo do gato é já colocar no plebiscito uma lei que legisle sobre o tema, ou seja, o resultado da votação do plebiscito deve ser de implementação imediata. Com esse artifício o governo que conta com amplo apoio popular mas limitações de negociação com o Congresso tem uma forma mais fácil de aprovar medidas importantes sem que precise de 3/5 dos votos mas sim apenas a metade dos votos mais um, tanto do Congresso como da população

Todas essas estratégias são caminhos melhores do que uma intervenção militar pelo artigo 142. Até porque no caso da maioria do Congresso aprovar o plebiscito e a maioria da população apoiar determinada medida do governo isso facilitaria muito mais uma resposta dos militares (art 142) contra qualquer barreira colocada pela presidência da Câmara ou no STF, com uma prova clara que o Legislativo estaria se recusando a cumprir a vontade da maioria. Essa é a brecha que Bolsonaro tem para acelerar o processo de reformas. 

Com o mínimo de coesão política com sua base e os militares Bolsonaro pode plenamente governar, pois mesmo que não tenha 2 terços do Congresso ele conta com metade além do apoio da população e pode dar essa "pedalada" no Congresso, dentro da lei e dentro da democracia. O ideal seria fazer isso apenas nas eleições de 2020, mas se a coisa toda se precipitar de forma intensa como tem se desenhado no horizonte, então ainda em 2019 isso pode ser feito. É um trunfo que Bolsonaro tem para negociar positivamente com o Congresso, pois todo mundo sabe do poder que ele tem nas redes e que se entrarem em um acordo, o Congresso pode evitar a exposição ao voto popular mostrando claramente que o Legislativo agiu contra o interesse da maioria da população caso não aprove alguma das reformas.

O caminho mais uma vez está ai presidente, não é difícil, mas não há mais tempo pra erros e meias medidas 

Os três pilares econômicos:


O caminho para sair da crise:


Por fim é importante que eu retifique dois erros no meio desses acertos: a grande guerra que se aproximava não era apenas em relação ao STF e a banda podre dentro do Congresso (não o Congresso inteiro), mas em relação a própria ala olavista e apesar de ter visto essa guerra no horizonte próximo (o texto foi publicado em final de março) não vislumbrei de forma clara que a ação do olavismo seria tão daninha ao governo:


"O STF e a banda podre do Congresso sabem que Bolsonaro precisa do apoio do Congresso para aprovar a fundamental reforma da Previdência e por isso ele não pode agora governar por medida provisória ou decreto. Exatamente por isso eles estão endurecendo o jogo, tanto com o acordão para dificultar a investigação dos crimes de corrupção pela Lava Jato como dificultar a aprovação do pacote anticrime de Moro. O objetivo é testar o novo governo, testar a capacidade de reação política e saber ate onde Bolsonaro, Moro e os militares estão dispostos a ir para combater a corrupção.

O governo precisa juntar os aliados para aprovar as duas reformas juntas, Previdência e pacote anticrimes (que na prática cria uma lei e põe abaixo o acordão feito pelo STF) ao mesmo tempo que precisa anular a pec da bengala, pois só assim Bolsonaro poderá desaparelhar a corte. 

Só que para juntar os aliados, Bolsonaro precisa de ARTICULAÇÃO o que falarei a seguir"

Texto completo:


E o segundo erro foi superdimensionar a aprovação das medidas econômicas (como a Previdência que acredito sim será aprovada entre junho e julho como previsto) e minimizar a capacidade de geração de crise do governo, o que resulta numa avaliação improvável de crescimento de 5% para o final desse ano. Se fizermos os 3 pilares citados nesse texto dá pra buscar uns 3% mas realmente, os 5% está fora do horizonte para esse ano de 2019

As previsões cumpridas desde 2014 sobre o futuro próximo do Brasil (clique na imagem abaixo):



13 de mai. de 2019

As Previsões para Maio, Junho e Julho de 2019



No decorrer desse texto trarei um panorama dos próximos três meses com as previsões astrológicas para o período analisando os efeitos da prolongada quadratura Netuno (em Peixes) e Júpiter (em Sagitário) assim como o eclipse que acontecerá no começo de julho e os efeitos sobre o Brasil na questão da reforma da previdência. Ao final trarei um rápido e simplificado estudo com base na Astrologia sobre o próximo grande tsunami

QUADRATURA NETUNO EM PEIXES COM JÚPITER EM SAGITÁRIO – CHUVAS, TORNADOS E PROBLEMAS PARA A IGREJA

Essa quadratura ficará ativa entre os dias 24 de maio e 14 de julho (grau de variação da quadratura de até 3 graus) com ambos os astros muito fortes em seus signos arquetípicos como já ficou no início do ano por algumas semanas. Como explicado no texto sobre o atentado no Sri Lanka essa quadratura potencializa os períodos de chuvas e tornados nas épocas que esses fenômenos costumam acontecer, como por exemplo a temporada de tornados no leste dos EUA e Caribe que se inicia em 1º de junho. Igualmente por Peixes estar muito associado a Igreja Católica poderemos ter novos atentados ou depredações envolvendo ataques as Igrejas ou ao mundo católico no geral. A questão foi explicada aqui:




BRASIL – REFORMA DA PREVIDÊNCIA VAI PASSAR

O eclipse do dia 02 de julho confirma o texto que publiquei no dia 21 de fevereiro:


O eclipse do dia 02 de julho estará exatamente sobre a América do Sul, será um eclipse total do Sol. O eclipse (Sol e Lua em conjunção exata) fará um sextil exato sobre o Saturno natal do Brasil que está em Touro (mapa da independência) ao mesmo tempo que o trânsito de Marte nesse dia no grau zero de Leão fará um trígono exato com o Plutão natal do Brasil e também teremos Júpiter em trânsito fazendo um sextil muito forte com o Ascendente do mapa da Independência do Brasil. Todas essas posições apontam de forma amplamente favorável para a aprovação da reforma de independência, pois o único aspecto tenso está no limite de 3 graus de variação (uma quadratura entre o trânsito de Marte e o Marte natal do Brasil).

Como expliquei em setembro de 2016 há uma ação do eclipse a nível coletivo: "Na Astrologia os eclipses demarcam a explosão de situações que já estavam em ponto de ebulição, ou seja, acelera processos, precipita a resolução de situações que já eram esperadas ou a ponto de ocorrer. Por envolver os dois luminares age com grande influência sobre a população e questões de ordem governamental." (o exemplo utilizando na época é que horas antes do eclipse no início de setembro Temer assinou o termo de posse apos o impeachment de Dilma e dias depois o MP denunciou Lula pela primeira vez)

Devido aos trânsitos positivos, em sua maioria, do eclipse sobre o mapa do Brasil a reforma não apenas passará mas passará em boa medida, com algo na casa dos 700-800 bilhões de economia para os próximos 10 anos, aquilo que o governo ja mais ou menos aguardava como uma boa reforma da Previdência

REGRA DAS QUADRATURAS

Como já expliquei anteriormente o método que utilizo se baseia na identificação de quadraturas com até 3 graus de variação que envolvam entre si os astros Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Netuno, Urano e Plutão, ou seja, não consideramos quadraturas que apresentem Lua, Vênus ou Mercúrio como marcadores, mas tão somente as quadraturas envolvendo os 7 astros citados e com no máximo uma variação de 3 graus. Esse método é responsável por identificar a maioria (mais de 80%) dos eventos envolvendo grandes atentados, grandes terremotos com potencial destrutivo, desastres aéreos ou de ordem natural (fortes chuvas, tornados). O método como tenho mostrado mensalmente desde fevereiro (links ao final) tem sido bem eficaz. Mas faltam os outros 20% para deixar o método de previsão ainda mais acurado: são os poucos eventos que não se encaixam na regra citada acima. Qual a regra para identificar essa minoria de eventos? Basicamente oposições (também de até 3 graus) que envolvam apenas Urano, Marte, Júpiter e Saturno entre si, ou seja, Marte-Júpiter, Saturno-Júpiter, Saturno-Marte (se bem que na maioria desses casos normalmente Júpiter está presente se opondo a um dos outros três astros) ou uma posição que reforce uma quadratura de até 4 graus (fortalecendo a tensão no céu) como, por exemplo, uma das oposições citadas aqui ou uma conjunção de até 1 grau de um astro, ascendente ou meio céu com estrelas “maléficas” como, por exemplo, Algol. Esse método simples e eficaz contempla praticamente 100% dos principais eventos destrutivos de grande porte e dessa forma permite uma boa previsibilidade sem exercícios mirabolantes como, por exemplo, considerar sesquiquadratura, quintil, conjunção com estrela variando 10 graus e outros métodos que não apresentam detalhamento e porcentagem de acertos pois acabam funcionando como “ah, durante 25-27 dias do mês teremos trânsitos tensos com possibilidade de algo acontecer”. Aí vira chutometria prever que a cada 25-27 dias de um mês pode acontecer um terremoto ou um grande acidente.

Vejamos alguns exemplos dos principais eventos nos últimos anos que comprovam a eficácia do método:

Terremoto do Haiti em 12 de janeiro de 2010 - quadratura com menos de 1 grau de variação entre Saturno e Plutão

Terremoto de 6,7 que sacudiu o Acre em 26 de novembro de 2015 - quadratura exata entre Saturno e Netuno com o agravante que Saturno estava fortalecido pela conjunção com o Sol

Terremoto de 7,7 nas ilhas Salomão em 8 de dezembro de 2016 - oposição com 2 graus de variação entre Urano e Júpiter, ao mesmo tempo que Júpiter estava quadraturando com Plutão

Tsunami na Groenlândia em 18 de junho de 2017 - quadratura com 3 graus de variação entre Marte em Câncer e Júpiter em Libra

Grande terremoto no México em 19 de setembro de 2017 - oposição com variação de 2 graus entre Júpiter e Urano

Terremoto de 6,7 no Japão que matou 11 pessoas em 6 de setembro de 2018 - quadratura Marte e Urano com menos de 3 graus (com o agravante que Marte estava em um grau crítico, o 29)

Tsunami de Sunda na Indonésia em 22 de dezembro de 2018 - quadratura com 3 graus de variação entre Júpiter em Sagitário e Netuno em Peixes (a mesma que está se repetindo muito esse ano de 2019 pelo movimento retrógrado de Júpiter)

Terremoto de 7,2 em papua nova guiné dia 06 de maio de 2019 - oposição exata entre Marte e Júpiter

Dito isso vamos ao que interessa: as profecias com o método que realmente funciona dentro da Astrologia.


MAIO

Do dia 02 ao dia 09 tivemos a oposição entre Júpiter (no signo de fogo Sagitário que rege as viagens) e Marte (no signo de ar Gêmeos) demarcando o desastre aéreo na Rússia que vitimou mais de 40 pessoas, assim como os testes de mísseis na Coréia do Norte (Marte que simboliza a guerra, armamento e Gêmeos, elemento ar, combinando com o elemento fogo de Sagitário expandido pela presença de Júpiter, posição clássica para eventos destrutivos e explosivos do céu ao solo

Dia 15 – Teremos uma boa aspectação no céu envolvendo Sol em Touro com Plutão em Capricórnio, Saturno em sextil com Netuno e Marte praticamente em sextil com Urano que pode trazer algum avanço positivo ou significativo em questões como o conflito da Venezuela, as reformas no Brasil ou ainda a questão envolvendo o Afeganistão e os Talibãs (acordo que os americanos vem tentando algum tempo). Outra questão que pode se encaminhar ou pelo menos diminuir de intensidade é a guerra econômica entre EUA e China pois apesar da conjunção Plutão Saturno (os dois astros mais poderosos na destruição juntos no militar Capricórnio mostrando o embate atual que temos visto entre as duas superpotências) nesse dia teremos muitos bons aspectos no céu que influenciarão diretamente as tensões dessa conjunção, então a partir do dia 15 alguma novidade positiva pode vir nesse tema.

Dia 24 - ao fim de maio (quadratura júpiter e netuno). Período que poderemos ver novamente problemas envolvendo a Igreja, ciclones/furacões na região dos EUA e Caribe e inundações no geral (desde a possibilidade de fortes chuvas a tsunami, ainda que a data mais provável para um grande tsunami eu esclareça ao final desse texto quando e por que.


JUNHO

Dia 09 e 10 de junho (ativa entre os dias 07 e 11) – Teremos a quadratura bem forte de Júpiter e Netuno que estará ativa entre os dias 24 de maio e 14 de julho e junto com ela a quadratura Netuno e Sol, ou seja, teremos uma grande quadratura envolvendo Netuno, Júpiter e Sol e mais especificamente nas primeiras horas do dia 10 no Brasil devido ao movimento da Lua ela fará uma quadratura ao mesmo tempo com Sol e Júpiter, ou seja, teremos uma grande cruz no céu. (Um mês depois da grande quadraturado dia 09 de junho teremos no dia 09 de julho uma outra grande quadratura. No dia 10 da grande cruz no céu teremos ainda Marte em oposição a Saturno. Nesses dias entre 07 e 11 mas especificamente nos dias 09 e 10 e mais ainda no dia 10 poderemos ter algum grande evento de ordem natural (forte terremoto, explosão vulcânica) e questões ligadas a grandes confrontos como por exemplo a guerra comercial envolvendo EUA e China, a questão da Venezuela ou algum atentado político. Locais conhecidos pelo turismo mundial como por exemplo Paris, Londres ou Berlim podem passar por alguma tentativa de terrorismo portanto é aconselhável cuidado nesses dias, nesses locais, em especial no metrô, aeroporto ou grandes pontos turísticos. 

12 a 15 de junho - oposição exata Marte com Saturno envolvendo os signos de água e terra (Câncer e Capricórnio) ao mesmo tempo que a quadratura Netuno, muito forte em Peixes (também elemento água) estará quadraturando com Júpiter e especialmente no dia 12 a Lua (regente de Câncer) estará exatamente sobre Spica, o que pode demarcar entre outras coisas um forte deslizamento/desabamento, choque de navio, problemas com pontes sobre rios e exatamente no dia 12 o desencarne de alguma personalidade (a imagem do homem velho característica quando Capricórnio recebe muita tensão e ao mesmo tempo temos a Lua brilhando em Libra, indicativo de reconhecimento, pessoa reconhecida)

20 de junho a quadratura júpiter e netuno estará potencializada por uma uma oposição exata entre marte e plutão. Apesar de não considerar a oposição Marte-Plutão como marcador de eventos sem dúvida ela fortalece a quadratura de Jupiter e Netuno o que demarca classicamente fortes terremotos, possibilidade de vulcanismo ou incêndio envolvendo explosões, além de demarcar no âmbito militar mais um possível teste com armamento nuclear ou divulgação de nova tecnologia atômica 

JULHO

07 de julho - 14 de julho - Urano Touro em quadratura com Marte em Leão, Jupiter em Sagitário quadraturando com Netuno em Peixes. Metade dos astros em movimento retrogrado e se não bastasse isso tudo as tensões no céu serão fortalecidas por uma oposição do Sol (em Câncer) primeiro com Saturno e depois com Plutão. Período bem delicado para novos desastres aéreos que podem inclusive envolver prédios ou vias movimentadas com aeronave ou helicóptero de pequeno porte, pois Urano combusto com Marte normalmente desencadeia acidentes sérios com veículos e explosões. Período para redobrar o cuidado nas viagens por ruas e avenidas. Igualmente essas posições astrológicas favorecem grandes focos de incêndio e repentino tsunami (ou seja formação muito próxima da costa) ou repentino desabamento de estruturas com pouca estrutura para receber um forte terremoto (como o acontecido há poucos anos no Nepal)

28 – 30 de julho – Quadratura sol em leão e urano em touro. Metade dos astros em movimento retrogrado. As mesmas indicações do trânsito anterior podem acontecer nesses três dias, com a diferença que esse trânsito é um pouco menos tenso, pois Urano estará quadraturando com o Sol e não com Marte e ao mesmo tempo não teremos oposição do Sol com Saturno ou Plutão que não estarão em conjunção em Capricórnio. Além do que já foi dito podemos ter especificamente alguma manifestação nas ruas (seja alguma greve ou a população se reunindo pela reforma da previdência)

Reparem que pelo método temos em média de 09 a 11 dias em um mês (30-31 dias) como as datas mais sensíveis para eventos de grande porte, o que significa que o método normalmente age em 30% dos dias de um mês e com alto grau de acerto (pois nos 70% restante do mês praticamente não temos eventos de grande porte) por isso funciona tão bem e não simplesmente apontando catástrofes para o mês inteiro (o que repito, seria chutometria ou leitura fria)


REGRA DE ANÁLISE ASTROLÓGICA PARA O PRÓXIMO GRANDE TSUNAMI

Os dois eventos sísmicos mais fortes da história dos últimos 150 anos foram o tsunami de Valdivia no Chile e o tsunami na explosão do Krakatoa. Em ambos não apenas tivemos uma forte quadratura envolvendo astros (sempre desconsiderando Mercúrio, Vênus e Lua, apenas quadraturas de até 3 graus entre os outros 7 astros) como foram quadraturas especificamente envolvendo Sol e Plutão e signos do elemento terra e ar.

Nos outros 3 tsunamis mais mortíferos em seqüência: Sumatra, Japão 2011 e Chile 2014 em todos eles tivemos uma quadratura envolvendo Plutão (com um dos outros seis astros) a exceção do tsunami de Sumatra que envolveu uma quadratura Urano e Marte. O que isso significa? Que não apenas os maiores sismos com tsunami tendem a ter a participação de Plutão quadraturando até 3 graus com outro dos seis astros (Netuno, Urano, Sol, Júpiter, Marte, Saturno) como na única vez que Plutão não esteve nos 5 tsunamis mais mortais dos últimos 150 anos esteve presente o outro regente de Escorpião: Marte. Nada mais óbvio, afinal representa a morte e o renascimento, Plutão as profundezas (forças tectônicas mais poderosas) simbolizando a ação nesses grandes desencarnes coletivos.

Considerando esses dados meramente estatísticos (através dos mapas que você pode conferir nos links ao final desse texto) é muito provável que o próximo grande tsunami aconteça envolvendo uma quadratura de até 3 graus entre Plutão e um dos seis astros citados, com uma atenção maior para quadratura Plutão - Sol envolvendo os elementos terra e ar (e sendo assim como Plutão estará ainda alguns anos em Capricórnio, temos que observar as passagens do Sol pelo signo de Libra com variação de até 3 graus) e mais ainda quando tivermos um período muito longo (acima de 3 meses) sem um sismo de 7 graus ou acima (acumulação de muita energia). Essas são as coordenadas mais próximas para um grande tsunami que buscarei observar nas previsões mensais/bimestrais que divulgo na fanpage.

Esse período em 2019 acontecerá especificamente entre os dias 10 e 17 de outubro e mais especificamente ainda no dia 13 de outubro quando entraremos na Lua Cheia
 
Links dos mapas:

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Deixarei nos links a seguir os principais estudos e previsões cumpridas com base na Astrologia para que o leitor possa compreender o atual momento que estamos vivenciando e como é possível prever de forma detalhada e simples com base na Astrologia (e não na chutometria travestida de Astrologia) eventos futuros.

Ano dos desabamentos:





Previsões cumpridas abril: 




Previsões cumpridas março:




Previsões cumpridas fevereiro:




Saturno em Capricórnio e as mudanças coletivas no cenário brasileiro (texto de 2017 cumprida a risca):




Previsões feitas em 2014 sobre a ascensão dos militares e queda definitiva do petismo (a chegada de Saturno em Capricórnio trazendo os militares, nada de Saturno entrando em Sagitário):



9 de mai. de 2019

Bolsonaro, Moro, Militares e Olavetes – “Generais Ultimato” o Filme de 2019


Olavo deseja controlar o governo, por isso insiste nos constantes ataques aos generais que pertencem à cúpula do governo com as desculpas mais esfarrapadas (porque general deu entrevista pra Globo, porque general tirou foto com alguém da esquerda, porque general discordou de algo do presidente, tudo que ele próprio tem feito, sobretudo a se negar a cumprir o que Bolsonaro pediu de parar com as brigas, além de dar entrevista pra Bial e dizer que trabalharia junto com o Suplicy) 

E não, não existe essa história de imprensa jogando Olavo contra os militares e militares contra Olavo, os ataques são gratuitos, debaixo calão (palavrões ad hominem) e asquerosos (como o feito sobre o general Villas Boas) e sempre iniciados pelo Olavo. E não, o governo Bolsonaro não depende de Olavo pra existir, depende sim dos militares e da ala econômica liberal que trabalham em uníssono e que comungam de boa parte da pauta de costumes ou conservadora. Não adianta tentarem criar teorias conspiratórias que não existem, a verdade é que hoje o grande problema do governo chama-se Olavo de Carvalho

Olavo sabe que a presença dos militares no núcleo duro do governo, na cúpula impede que ele tenha a ascendência que gostaria de ter. Por isso os ataques de Olavo não vão parar, os militares respondam ou não, pois o pretexto ou desculpa esfarrapada para os ataques pouco importa

Olavo tem duas características que demonstrou de forma reiterada nos últimos anos e, sobretudo nos últimos dias: uma personalidade narcisista e pouco apreço pela democracia (instituições estabelecidas) o que expliquei amplamente no texto sobre o que deseja Olavo (link ao final). Olavo acredita que os constantes ataques e “argumentos” esfarrapados (na verdade xingamentos ad hominem) reunirão pressão popular para a saída dos militares do governo, inclusive do próprio vice, permitindo que assim Bolsonaro escolha uma nova equipe de governo, a dedo pela sugestão de Olavo e com esse apoio popular consiga uma revolução anárquica do povo sobre o Congresso para uma definitiva tomada de poder do povo resgatando a monarquia (só que absolutista) com rei e Igreja mandando no país, as forças armadas obedientes à vontade popular pois o “golpe” da República seria assim desfeito. Pena, para Olavo, que esse enredo jamais, jamé, nunquinha da silva vai se concretizar.

Bolsonaro sinceramente tem apreço por Olavo. Igualmente o presidente tem apreço pelos militares. Mas não entendeu (ou não quer entender) que só há uma saída para a crise: o rompimento total e irrevogável com o olavismo.

O olavismo não aceita os militares no poder, não aceita qualquer pensamento dentro da direita que não seja 100% alinhado com Olavo (acreditam que um milímetro discordante já é globalista fabiano), são em suma os petistas de direita, ou seja é impossível formar uma força ou partido político de direita realmente forte no país com o olavismo. Olavismo e olavetes são petistas de direita, são a extrema direita, não representam os valores conservadores de respeito a democracia e ao diálogo (não existe dialogo quando você já começa atacando alguém com palavrões), quando não apresentam o mínimo de respeito pela alta cúpula do governo escolhida pelo presidente eleito, quando pouco se importam com o momento do país na busca por aprovar uma reforma fundamental e focam em objetivos meramente pessoais de poder. O olavismo hoje é o verdadeiro inimigo do governo

A saída para a crise é óbvia. Não existe a opção de Olavo parar com os ataques contra a cúpula militar do governo. A partir desse ponto só existem dois caminhos: ou os militares permanecem no governo (e teremos o resto do mandato presidencial com fortes turbulências, sobretudo pela desconfiança dos parlamentares que avaliarão fraqueza no comando do presidente e, sobretudo falta de fidelidade para defender os comandados que ele mesmo escolheu diante dos ataques) ou os militares retirando apoio do governo e nesse caso, leia-se “retirar o apoio ao governo” a perda de total apoio político, pois Guedes e Moro jamais permaneceriam em um governo sem a base dos militares e pior ainda, com estes substituídos por indicados do olavismo. Pior ainda: o Congresso não negociaria com o novo governo, já tivemos uma pequena amostra do que foi o embate Carlos e Maia, parou tudo. Com Olavo e companhia pior ainda.

É importante ressaltar (e desculpem pelo texto longo) que o argumento de militares positivistas comunistas ou traidores no seio do governo é outra falácia do olavismo. Olavo, como ele mesmo reconheceu, só percebeu que existia uma guerra cultural nos anos 90 enquanto que os militares lutaram de forma árdua contra o comunismo esse tempo todo nos anos do governo militar. Em 1989 Olavo não fazia a menor idéia do que estava acontecendo, tanto que reconhece isso publicamente ao dizer que votou no Lula. O mérito de Olavo ter percebido, ainda que tardiamente, a guerra cultural (ver link ao final) não concede a ele o direito de desmerecer ou julgar os militares como fracos na luta contra o comunismo, pois ele mesmo durante o regime militar nada fez contra o comunismo. Da mesma maneira tal mérito não permite que tente inventar argumentos que não existem, como por exemplo, de traidores na alta cúpula do governo, sendo que o próprio pt reconheceu que não conseguiu aparelhar as forças armadas. Se a alta cúpula do exercito tivesse comunas já seriamos uma Venezuela faz tempo. Então por mais que existam méritos na análise sobre o marxismo cultural, a guerra cultural, isso não dá o direito a Olavo de tentar reescrever a história, desmerecer o papel dos militares e menos ainda utilizar de vocabulário chulo. Olavo definitivamente não tem razão, tanto não tem razão no julgamento que fez e faz dos militares que disse antes da eleição do Lula que o Brasil estava fadado a virar um país comunista de forma irreversível, analise totalmente míope exatamente porque ele não entende o papel fundamental que as forças armadas tiveram e tem no combate ao comunismo.  

Outro ponto é que não foi Olavo que elegeu Bolsonaro. Quem elegeu Bolsonaro foi o sentimento antipetista que se acentuou a medida que as negociatas foram expostas pela Lava Jato, iniciada em 2014 e a partir dai as grandes manifestações começaram. Sem Moro e sem Lava Jato não teria discurso de guerra cultural, pois não haveria a prova. Se há um responsável por mostrar as vísceras da corrupção petista esse responsável se chama Sérgio Moro. Bolsonaro inclusive somente começou a decolar nas pesquisas lá pelos idos de final de 2016-começo de 2017 quando adotou de forma clara a meta de uma economia mais liberal, atraindo boa parte do eleitorado tucano antipetista. Ao se posicionar claramente contra Lula (o que nenhum outro candidato fez), sendo um político livre de casos de corrupção e com um proposta econômica diametralmente oposta ao petismo e, sobretudo favorável a Lava Jato e aos militares é que Bolsonaro reuniu os votos para ser eleito. O petismo destruiu a segurança pública e a economia então obviamente que um discurso que não defendesse bandido vitima da sociedade e ao mesmo tempo enaltecesse a policia e novas leis para a posse de arma traria votos. Ao mesmo tempo a pauta contrária ao aborto trouxe votos, não porque Olavo tenha disseminado essa pauta, mas porque boa parte da população católica, evangélica e espírita é contra o aborto. Se muitos vloggers e blogs de direita prosperaram divulgando a questão da guerra cultural, prosperaram porque o sentimento antipetista foi fermentado por outras condições (descritas nesse parágrafo), ou seja, a divulgação da guerra cultural não foi o motivo para as pessoas votarem no Bolsonaro, foi o antipetismo e a identificação do povo do antipetismo em Bolsonaro que permitiu que essas mesmas pessoas começassem a ouvir sobre o tema da guerra cultural. Foi o antipetismo que permtiu que o assunto da guerra cultural viesse a tona e não o assunto da guerra cultural que fermentou o antipetismo. Por isso que é uma imensa falácia acreditar que sem Olavo o governo não sobrevive ou que sem Olavo o governo perderia as redes. Falácia!!! Bolsonaro, os militares e Moro são muito maiores do que Olavo que naturalmente pelo próprio narcisismo superestima o próprio papel que tem na política do país      

SEM MILITARES, IMPEACHMENT NO HORIZONTE

Postas as peças no grande tabuleiro e com as primeiras jogadas já vislumbradas pelos jogadores o cenário é simples. Para todos interessa a aprovação da reforma da previdência, pois sem ela não tem governo futuro, o país quebra. No cenário político a esquerda está morta: Lula não pode ser candidato, o petismo não tem um sucessor e aquele que seria o principal nome da esquerda (Ciro) briga com o petismo. E o antipetismo é muito mais forte do que os votos da esquerda.  A única saída para a esquerda ressuscitar seria o STF soltar Lula, mas isso somente seria feito caso o governo perdesse o apoio dos militares

Sobra a centro esquerda/centro (tucanos e dem) e a direita. Tucanos e democratas já estão enxergando o cenário que descreverei a seguir e planejam unir os partidos para conquistar a presidência (Dória) e os governos do RJ (Maia) e SP (Alckmin) tentando se apresentar como opção moderada entre as pautas da esquerda (bem estar social) e direita (economia liberal, privatização, fortalecimento da segurança e algumas pautas conservadoras) no vácuo do racha entre Bolsonaro/olavismo e os militares, pois nesse cenário um impeachment seria inevitável, mesmo sem qualquer motivo sustentável para impichar o presidente. O resultado disso? Dois possíveis: Mourão assumiria (caso não tivesse entregue o cargo de vice na retirada dos militares do governo) e ficaria até 2022 com a direita dividida entre militares e olavistas pulverizando votos e assim permitindo alguma chance para a aliança tucanos-dem. No outro cenário um impeachment a partir de janeiro de 2021 levaria Maia a presidência (caso Mourão renunciasse junto com a cúpula militar) o que levaria uma agitação ainda maior a população e que igualmente dividiria votos nas eleições de 2022 dentro da direita.

Mas Zé o que você acha que vai acontecer?

Acredito que Olavo não vai parar com os ataques aos militares e em breve Moro será o próximo alvo. Acredito que Bolsonaro vai continuar na estratégia de colocar panos quentes elogiando Olavo e os militares. Acredito que isso será um sinal de fraqueza política de Bolsonaro, pois o Congresso enxergará que ao não defender os militares que ele mesmo colocou no governo Bolsonaro não mostra liderança e fidelidade aos membros do governo e pior, se permite que xinguem desse jeito membros da Alta Cúpula sem rejeitar tais xingamentos de forma enérgica o que então permitirá no diálogo com membros da política que não são do governo. Por fim e o mais importante: os militares já deram o ultimato para o capitão e deixaram isso claro com a fala de Sérgio Moro hoje defendendo o general Villas Boas: ou Olavo é afastado do governo até o final do ano ou nós, os militares, ficaremos somente até o final do mandato (2022) apoiando um outro nome (Moro) para o próximo pleito presidencial e lavando as mãos no caso de um processo de impeachment. 


Mas Zé? Você acha que pode acontecer processo de impeachment?


Se Maia e o Congresso perceberem esse racha dentro do governo é fácil construir, infelizmente, um cenário de impeachment, mesmo com a aprovação da reforma da previdência. E esse cenário pode ser construído em 2019 (creio que não), mas em 2020 sem maiores problema. E infelizmente isso pode acontecer. O problema técnico está descrito nesse texto aqui:


E também no vídeo nos primeiros 09 minutos:


Qualquer um dos cenários com a saída dos militares do governo ou a manutenção dos militares sem o afastamento completo do olavismo será extremamente danoso para o governo. Torço sinceramente para que Bolsonaro tenha bom senso e compreenda que muitas vezes ser presidente é tomar decisões difíceis pelo bem maior da nação, decisões que muitas vezes são muito difíceis como ter que se indispor com um filho por conta de posicionamento político ou ter que romper com alguém que já foi um grande aliado político. O governo Bolsonaro não se sustenta sem os militares e não se sustenta se não romper com o olavismo. Quanto mais cedo Bolsonaro entender isso melhor para o governo e melhor para o país.

Alias sobre 2020 o livro “Brasil o Lírio das Américas” lançado em 2014 e que previu a queda do petismo e ascensão dos militares ao poder até 2018 traz informações relevante sobre o ano que vem em duas passagens (a informação foi reiterada):

"Conseguem compreender o significado de Saturno e Plutão, entre 2018 e final de 2020 no signo regido por Saturno e no grande período de 36 anos de Saturno? Resumo em uma palavra: Revolução." (página 284)

“De forma serena e ao mesmo tempo resoluta, Jeremias prosseguiu:

– Em 1820 ocorreu a revolução constitucionalista que expulsou a família real portuguesa do Brasil o que culminou com a Independência do Brasil em 1822. Lembra o que o homem da túnica azul Royal falou sobre os anos de Saturno, entre 2020 e 2022?

– Sim – respondi – Ele resumiu em uma palavra: revolução

O gigante guardião ponderou alguns segundos, sob o olhar atento de Anik e então continuou com o seu raciocínio:

– Revolução é a mudança do estado das coisas a partir da vontade da maioria da população. Se a mudança do status quo é realizada por uma minoria, sem apoio da maioria, então não é uma revolução e sim um golpe. Estamos, portanto, transmitindo para você, que a partir de 2020 teremos a aceleração de um processo, um anseio coletivo da maioria, pela implementação, de forma prática, de mudanças necessárias com o objetivo de trazer uma verdadeira e positiva mudança a nível político e social no país, fortalecendo a democracia, a fraternidade e combatendo chagas como a corrupção e a má distribuição de renda.” (página 294)

O filme “Generais Ultimato” já está em cartaz no Brasil. E é bom lembrar quem colocou o Thanos tupiniquim atrás das grades...   
      
Texto sobre Olavo e os militares (aconselho quem ler esse texto também assistir o restante do vídeo que deixei ao longo desse texto entre os minutos 09 e minuto 20):


As previsões que se cumpriram desde 2014 e como adquirir as obras que previram todo o atual cenário geopolítico brasileiro e mundial: