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17 de ago. de 2026

XADREZ MUNDIAL - OS TEMPOS PRÉ TRIBULACIONAIS

 

Em janeiro eu escrevi alguns textos sobre a geopolítica mundial (e como o Brasil geopoliticamente está ligado à esse cenário). Por isso eu aconselho fortemente àqueles que lerão as próximas linhas desse post que antes leiam (ou releiam) o que foi abordado naquele texto (tecnato da América e zonas de retaguarda) bem como os dois textos linkados ao final daquele texto (o futuro da América do Sul pós queda e Maduro e também o texto sobre a profecia de 2036). Apesar de serem textos enormes eles são essenciais para que o leitor compreenda a base do contexto geopolítico e profético daquilo que estamos vivenciando e vivenciaremos nos próximos anos, assim como são essenciais para que seja compreendido o contexto daquilo que escreverei nas próximas linhas. Eis o texto com os dois textos linkados:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/xadrez-mundial-e-guerra-atomica-tecnato.html

Considerando o estudo abrangente sobre geopolítica e profecias (trazido aqui há anos e resumido em boa medida no texto linkado acima com todo o seu conteúdo) estamos profeticamente falando no período pré tribulacional, ou seja, período muito próximo que antecede a Grande Tribulação ou Ápice da Transição Planetária, ápice esse cronologicamente demarcado para o ano de 2036 segundo as profecias, quando uma enorme pedra vinda do céu impedirá o extermínio atômico das nações na Terceira Guerra Mundial, apesar de alguns analistas de geopolítica acreditarem que já estamos dentro de uma Terceira Guerra ou em uma Terceira Guerra em formação, devido às semelhanças com a Segunda Guerra que começou também com uma série de conflitos entre países em vários continentes que depois escalaram para um conflito global, da mesma forma que a Segunda Guerra veio na esteira de um grande crash (1929), enquanto que o mundo não apenas passou por uma grande crise financeira (2020) como se encontra nos últimos meses em um cenário muito parecido com os meses que antecederam o crash de 1929: ações sendo negociadas muito acima do seu valor patrimonial e uma alavancagem financeira não apenas pior do que o período pré 1929 como incentivada e potencializada pelos próprios governos (especialmente nos EUA). 

UMA GUERRA HÍBRIDA, MAS SOBRETUDO ECONÔMICA 

Hoje vivemos não apenas um período no qual as principais potências do planeta se preparam para uma inevitável Terceira Guerra (que eu pessoalmente acredito que ainda não começou no sentido bélico de envolver a maioria das nações do mundo), como igualmente travam guerras em várias frentes, porém todas com um objetivo em comum (que expliquei profundamente no texto linkado): estar posicionado o melhor possível, nos próximos 10 anos, tanto para o "dia D atômico" como para o dia seguinte ao dia D atômico. Entender melhor esse cenário é compreender aquilo que se desenha no horizonte para os próximos meses e anos, inclusive aqui no cenário de eleições do Brasil (que eu também falarei). 

Hoje a principal guerra do mundo não é Irã e EUA, Israel e Palestina, Coréia do Norte contra Japão e nem Rússia x Ucrânia. A principal guerra é o confronto pela hegemonia econômica entre EUA e China.  Há poucas coisas que socialistas e liberais (na economia) concordam e uma delas é que o mercado/comércio é o principal gerador de riquezas do mundo. De um lado a China turbinou seu crescimento nas últimas décadas sendo a maior produtora de bens e mercadorias do planeta, aquela que produz em maior escala e com o menor preço. Do outro lado os EUA tomou pra si, após o final da Segunda Guerra, o controle monetário do planeta, ou seja, transformou o dólar em moeda hegemônica, primeiro com o acordo de Bretton Woods e depois com o acordo entre EUA e Arábia Saudita nos anos 1970, cotando e negociando a maioria dos negócio envolvendo petróleo em dólar, ocorrido na esteira do fim do padrão ouro, o que na prática permitiu ao longo das últimas décadas os Estados Unidos emitir cada vez mais papéis da sua dívida (convertidos em mais dólares para a base monetária americana) sem precisar de lastro em ouro e sem precisar controlar o tamanho da sua dívida, o que foi aceito e vem sendo aceito exatamente pela até então indiscutível hegemonia bélica dos EUA, especialmente direcionada para impedir que novos conflitos emergissem na Europa (desde a Segunda Guerra somente agora com a invasão russa na Ucrânia é que tivemos uma guerra envolvendo uma potência bélica) e para manter alguma estabilidade no explosivo Oriente Médio, tanto pela ligação dos EUA com Israel e os sheiks do petróleo, como o combate dos EUA à atores no Oriente Médio que tentassem desequilibrar essa ordem de poder, seja o Iraque no passado ou o Irá nas últimas décadas. 

Nesse cenário, a China que deseja se tornar a nova potência hegemônica, ser novamente o "Império do Meio", ela sabe que não apenas precisa se equiparar no poderio bélico dos americanos e seus aliados da OTAN (e por isso os chineses se aproximaram da Rússia, pelo seu poderio atômico) , mas especialmente colocar fim à ordem econômica mundial vigente (desde a Segunda Guerra e turbinada nos anos 70 com os petrodólares e fim do padrão ouro), ou seja, ela precisa colocar fim ao padrão dólar que existe atualmente e pra isso o caminho escolhido foi turbinar as redes de comércio global com todo o mundo, especialmente através da construção da Rota da Seda e a aquisição de várias terras na América do Sul. Exatamente por isso os EUA buscam preservar seu domínio de influência e hegemonia tanto na América do Sul como na Europa, pois enxergam na América do Sul uma zona de retaguarda importante e de autonomia alimentar e energética para um comércio próximo com a América do Sul (especialmente em um cenário de guerra onde a proximidade territorial facilitaria esse comércio e diminuiria a influência chinesa), como também na Europa, que funciona como um bloco coeso (União Européia e Zona de Euro) não apenas a nível militar (OTAN) para impedir a expansão do desejo da Rússia em resgatar um império soviético forte, como também conter o avanço da China no mercado europeu. 

Atualmente os aliados da China são Rússia, Irã e Coréia do Norte, além da Venezuela que era o outro aliado. Não por acaso, nessa guerra econômica pré tribulacional (ou seja, pré terceira guerra mundial) os EUA começaram primeiro com a Venezuela (o aliado chinês no quintal americano), depois com Cuba, depois Irã e intensificaram a ajuda, especialmente através da Europa, à Ucrânia. A ordem não foi por acaso: o objetivo claro era minar os aliados de Pequim, deixando por último a Coréia do Norte, não apenas pela questão contra o Irã ser mais imediata (proteger os aliados Israel e Arábia Saudita e sobretudo a rota de petróleo em Ormuz que sustenta o padrão petrodólar no mundo) , como igualmente ser mais importante para os americanos proteger sua influência na América do Sul e aguardar o desdobramento da questão em Taiwan (que os americanos esperam que vá acontecer em 2027 numa tentativa da China retomar a região) para aí sim partir para a defesa de Taiwan e provavelmente endurecer a batalha contra os norte coreanos. 

Há ainda mais uma variável nessa guerra híbrida: as estratégias de desestabilização. A recente onda de "imigrantes" marroquinos tentando invadir um território espanhol, o apoio nos últimos anos de Putin em favor de candidaturas anti zona do Euro (como o apoio a Le Pen na França ou partidos extremistas na Alemanha também anti zona do Euro), a recente onda de incêndios enormes na Europa (alguns deles comprovadamente já identificados como provocados deliberadamente, como por exemplo na França onde mais de 500 pessoas foram presas) ou ainda a própria sabotagem da rede de trens/metrô na França durante os jogos olímpicos em 2024. As próprias ações do governo Trump em taxar ou punir governos na América do Sul (como foi na Colômbia até pouco tempo com um governo de um ex-Farc e como tem sido com o Brasil) tem um objetivo muito claro: enfraquecer o poder de governos na América do Sul mais aliados com Rússia e China e ao mesmo tempo estimular desafios econômicos que impulsionem a população a escolher governos que sejam mais favoráveis aos EUA, como aconteceu na Argentina, como aconteceu recentemente na Colômbia e como os EUA querem que aconteça no Brasil). 

A recente saída de bilhões investidos na Bolsa de investidores externos (em sua maioria americanos e europeus), a deterioração do cenário fiscal, a quebradeira do setor varejista, além da própria carga do governo americano sobre o Brasil nas próximas semanas, tudo isso faz com que eu continue mantendo a percepção apontada ao final do ano passado: que nem Lula e nem Flávio devem chegar ao final da corrida eleitoral: o primeiro, por mais que ame o poder não vai querer encerrar a vida pública num quarto mandato tendo que aguentar 2 anos de Trump no cangote e lidando com a própria herança de descontrole fiscal e econômico gerado por ele mesmo, enquanto que ao mesmo tempo Flávio é visto pela Suprema Corte como peça central do projeto bolsonarista de utilizar o apoio de Trump  para enfraquecer a Suprema Corte e por isso acho muito improvável que ele consiga levar a candidatura até o fim. Acredito que tanto a mídia pró esquerda vai desencavar e potencializar denúncias que levam ao fim da candidatura de Flávio, como ao mesmo tempo os veículos pró direita (especialmente ligados aos EUA) trarão algo sobre a saúde de Lula tentando fazer movimento semelhante ao que aconteceu no período que precedeu a desistência de Biden. 

ELEIÇÃO BRASIL

Astrologicamente falando também não vejo como Lula se manter em mais um mandato, como já comentei em textos anteriores Plutão em trânsito estará na casa 12 do Brasil (encerramentos, no caso envolvendo poder máximo que é Plutão) quadraturando com Marte natal do Brasil no topo do mapa (novamente figura de poder e em ano de Marte), ao mesmo tempo que Saturno em trânsito estará sobre Áries (regente de Marte) do mapa do Brasil exatamente sobre o Kiron natal (ferida que não foi superada). Além do Marte natal do Brasil estar na mesma posição do Sol natal de Lula (que é Escorpião, portanto também co-regido por Marte e regido por Plutão nessa quadratura bombástica) há ainda outra posição relevante: Urano em trânsito (regente do Ascendente do mapa do Brasil) exatamente sobre Júpiter natal do Brasil em Gêmeos, que aponta mudança de direção na ideologia (Júpiter), então é muito, mas muito improvável que Lula consiga se eleger e mesmo que consiga (toc toc toc na madeira três vezes) não vejo como dar prosseguimento ao mandato, já que esse trânsito vai até o final de 2028 . 

Seja como for eu não vejo um bom cenário econômico para 2027: na melhor das hipóteses (menos pior das hipóteses) algum dos candidatos antipetistas assumiria e teria que arcar com uma duríssima reforma fiscal e corte de privilégios que nenhum deles está disposto a fazer, especialmente na redução de impostos: Caiado tem como vice um dos três principais líderes do Centrão, Flávio deve trazer alguém da equipe do Guedes  e o próprio quando foi ministro não reduziu a carga de impostos de forma permanente sendo que o único corte significativo (IOF e combustível) foi feito em ano de campanha (2022) pra tentar salvar a reeleição de Bolsonaro. Zema por sua vez tem até um plano fiscal bonito no papel mas na prática aumentou os salários do funcionalismo mineiro, então não adianta pregar economia fiscal fazendo isso e por fim o candidato do Missão/MBL que não tem qualquer condição de governar caso eleito (sem apoio do Congresso), não tem um projeto de redução da carga de impostos e pra piorar o partido tem como uma de suas inspirações doutrinárias um dos ideólogos mais radicais da extrema direita (quase um Alexander Duguin as avessas) que é o Curtis Yarvin, expoente da extrema direita americana que defende o fim do voto e defende a centralização de poder (leia-se autocracia). Em um cenário ainda pior seria a eleição de Lula mais uma vez, que seria um Lula 3 turbinado, com ainda mais impostos, mais gastança e implodindo definitivamente a economia fiscal do país, ainda mais refém do Centrão (que já trabalharia desde o primeiro dia de governo pela eleição de Tarcísio em 2030). 

Vai ter um monte de candidato querendo se colocar como o novo "Bukele-Milei" das Américas tentando surfar na onda do combate às facções patrocinado pelos EUA, algo que deu certo na eleição de Bukele em El Salvador, mas na prática nenhum deles (especialmente Lula que provou isso em três mandatos) quer realmente reduzir a carga de impostos (hoje beirando os 34%) e nem reduzir o excessivo gasto com os privilégios dos cargos mais elevados dos Três Poderes na Esfera Federal e financiamento bilionário de partidos. Acredito que nessas eleições esse é o grande tema que deveria ser tratado: já não basta mais simplificar impostos, tentar reduzir juros, cortar um pouquinho de penduricalhos no Judiciário ou um pouquinho dos privilégios da classe política. 

No atual estágio de deterioração fiscal do país somente uma redução drástica dos impostos e uma contenção profunda nos privilégios de Brasília trará alguma solução e o exemplo disso está exatamente nos países nórdicos (exemplo que tantos os liberais da direita como os sociais democratas da esquerda adoram): a reforma profunda feita na Suécia entre os anos 90 e 2000, reduzindo a burocracia para empreender, reduzindo drasticamente impostos sobretudo de empresas e empregadores e atacando ferozmente qualquer corrupção pública. Infelizmente não vejo nem a população engajada contra esse problema (a maioria ainda está na torcida por Bolsonaro, Lula, fãs da China ou fãs de Trump) e nenhum dos candidatos realmente engajado contra esse problema, a não ser soltando uma outra frase de efeito pra fazer populismo barato e tentar sair bem na foto. 

Acredito que o Brasil e o mundo viverão tempos turbulentos nos próximos 10 anos, não apenas na questão de fenômenos naturais (terremotos, enchentes, vulcanismo) mas especialmente na parte econômica, tanto pelos atuais conflitos de poder como pelo inevitável estouro da bolha americana que está sendo evitado “por aparelhos” há pelo menos 2 anos. Ainda assim acredito que seja de forma mais dolorosa ou menos dolorosa ainda conseguiremos, como nação, até 2029 realizar uma mudança completa com aquilo que vimos no Brasil em boa parte do terceiro milênio. 

Quem quiser se aprofundar ainda mais nessa questão geopolítica deixarei o texto a seguir também para leitura:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2024/06/xadrez-mundial-e-os-protocolos-do-fim.html


8 de jan. de 2026

XADREZ MUNDIAL E GUERRA ATÔMICA: "TECNATO DA AMÉRICA" E ZONAS DE RETAGUARDA

 

As cúpulas militares das principais potências do planeta identificam o mesmo cenário: um confronto atômico envolvendo as principais potências do mundo é inevitável para os próximos 10 anos, pois identificam uma série de movimentações, em execução ou em planejamento, que levam a um ponto de não retorno: a invasão da Ucrânia por parte da Rússia e um projeto da própria Rússia em tentar "resgatar" antigos territórios da União Soviética ao mesmo tempo que tenta desestabilizar a zona do euro apoiando candidatos extremistas na Alemanha e França para eleições futuras, na prática escalando um conflito potencial entre duas  das quatro potências nucleares principais do mundo (Rússia e OTAN européia). Ao mesmo tempo é identificado que em poucos anos a China buscará retomar Taiwan que hoje é o principal produtor de semicondutores e chips, essenciais para o desenvolvimento da I.A e da computação quântica, uma luta hegemônica que EUA e China travam, sendo que exatamente nessa região há uma outra nação com armamento nuclear (Coréia do Norte) que ameaça um dos principais aliados econômicos dos EUA, o Japão. 

Tendo essas e muitas outras informações que ainda não chegaram ao público, a cúpula militar americana tem dois cenários bem definidos: o que fazer para se proteger no início de um confronto atômico entre as principais potências do mundo (o G4 das 13 nações do planeta que possuem armamento nuclear, ou seja, EUA, Rússia, China e a OTAN européia) e também o que fazer no dia seguinte a esse confronto. 

São, portanto, dois cenários: o dia D atômico e o dia seguinte. Para cada um desses dois cenários há planos. 

Mas como assim "dia seguinte" Zé? Em um cenário de destruição mútua assegurada, com EUA e Rússia (que detém 90% do arsenal nuclear planetário) haveria dia seguinte? E a resposta é sim.  Para compreendermos isso é importante entender, afinal, o que é uma guerra atômica. 

GUERRA ATÔMICA 

Na prática somente as nações do G4 atômico (EUA, Rússia, China e OTAN européia) possuem poder atômico planetário, ou seja, qualquer uma delas é superior e dizimaria facilmente qualquer outra das nações que possuem armamento nuclear (Índia, Paquistão, Israel e Coréia do Norte). Na prática ter uma bomba atômica, pra quem está fora do G4, só funciona em 2 cenários bem específicos: se existe um outro adversário histórico muito próximo com um exército de força semelhante (é o caso de Índia e Paquistão, ambos possuindo 200 bombas atômicas cada um) ou se está cercado por nações hostis ou não aliadas e nenhuma delas possui arma nuclear (Israel, que possui ao menos 100 armas nucleares), especialmente hoje em dia que a maioria das plataformas de lançamento está em submarinos e existem escudos de defesa que impedem a maioria dos ataques vindos de distâncias muito longas. Nenhum desses países por ter arma atômica teria como dissuadir um ataque das 4 potências atômicas (EUA, Rússia, China e OTAN européia), pois essas 4 potências têm mais armas atômicas, maior equipamento militar e sistemas de defesa suficientemente robustos para impedir lançamentos de zonas distantes. 

Tanto EUA e Rússia possuem cada um, entorno de 5 mil ogivas nucleares, enquanto a OTAN européia e a China possuem aproximadamente 600 a 700 ogivas nucleares cada um. Estima-se que a Coréia do Norte tenha hoje 50 armas nucleares. A questão é que em um cenário de guerra atômica outros três fatores contam além da "munição" atômica: sistema de defesa antiaéreo, mísseis hipersônicos e marinha. 

Cada uma das potências atômicas possui modernos escudos de defesa, ou seja, que conseguem com alta porcentagem neutralizar os misseis vindos de 100, 200, 400km de distância. Nesse quesito EUA, Israel e OTAN Européia estão em vantagem em relação à China e Rússia. Todos eles possuem escudos de defesa aéreo capaz de interceptar um míssil com ogiva nuclear com aproximadamente 90% de eficácia a partir de 400 km de distância, a vantagem do sistema americano e israelense (usado na Europa) é que essa eficácia também se projeta em distâncias menores. Ou seja, mesmo uma enxurrada de misseis atômicos teria a sua maioria interceptada, o que significa que o material nuclear não seria detonado. 

Na marinha, ponto fundamental em uma guerra atômica já que 2 terços do planeta são oceanos e a maioria dos misseis está em plataformas de lançamento em submarinos (permitindo que sejam lançados mais próximos de territórios hostis) há uma vantagem abissal para os EUA em relação a qualquer outra potência do mundo, seja em número de porta aviões, seja em número de navios de guerra e submarinos nucleares. 

Porém tamanha hegemonia não assegura tranquilidade para a defesa americana por conta de uma terceira variável: os misseis hipersônicos. Esse tipo de míssil permita levar ogivas nucleares a uma velocidade muito superior aos misseis convencionais e reduz a menos da metade a capacidade de defesa dos escudos antimísseis das potências atômicas, mesmo a distâncias de 400 km e nesse tipo de tecnologia China e Rússia estão muito, mas muito à frente dos EUA (talvez o maior erro estratégico dos EUA no seu investimento de guerra nas últimas décadas por achar que seus adversários não chegariam tão rápido a uma tecnologia tão avançada). Compreender essas três variáveis (sistema de defesa aérea, marinha e misseis hipersônicos) permite compreender a motivação tanto da Rússia ao invadir a Ucrânia como dos EUA planejarem tomar o controle do Canadá, Groenlândia e Venezuela, não apenas porque essas regiões apresentam grande riqueza natural, mas porque estrategicamente representam pilares fundamentais de defesa no cenário do dia D de uma guerra atômica. 

No caso da Rússia a invasão sobre a Ucrânia visa não apenas as riquezas das terras ucranianas ou retomar o antigo sonho de reconstruir o império da URSS, mas algo muito mais urgente: impedir que a OTAN crie um cinturão de países aliados em toda a fronteira ocidental com a Rússia, o que na prática representaria plataformas de lançamento de misseis há poucos quilômetros de Moscou. Mesmo com EUA e Europa não possuindo grande avanço na tecnologia hipersônica a perda da Ucrânia para a OTAN representaria uma proximidade muito grande em toda a fronteira russa de plataformas de lançamento de misseis levando ogivas nucleares, uma enorme desvantagem para o cenário de um dia D atômico. 

Todo esse cenário também explica o interesse dos EUA em anexar Canadá, Groenlândia e Venezuela, não apenas por intenções imperialistas de extrair a riqueza desses territórios, mas por uma questão prática de defesa do território americano em um cenário de dia D atômico (quando se inicia uma guerra atômica no hemisfério norte entre as potências do G4 atômico) 

Quem quiser se aprofundar no tema dos misseis hipersônicos aconselho esse longo texto:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn5e35p9py1o

TECNATO AMERICANO - PRIMEIRA BARREIRA DE RETAGUARDA 

O tecnato americano ou movimento tecnocrático surgiu nos EUA na década de 30 como uma tentativa de encontrar soluções para a quebradeira econômica generalizada que aconteceu em 1929 com a grande depressão. De forma resumida (deixarei um ótimo link explicando em maiores detalhes) a idéia seria criar um Estados Unidos autossuficiente energeticamente e ao mesmo tempo imune às disputas comerciais e econômicas que se alastravam pelo mundo em um cenário de disputas pelas riquezas da África (o que levou tanto à primeira guerra como também à segunda guerra). Com o recente plano de Trump (exposto desde 2025) de anexar Canadá e Groenlândia e ao mesmo tempo controlar a Venezuela o tema do tecnato americano voltou a tona, já que esses territórios são apontados como essenciais para que os EUA consigam autonomia energética.  Deixarei a seguir o texto sobre o tema e aconselho que o leitor leia antes de prosseguir com o que escreverei na sequência: 

A utopia tecnocrata (o que é a tecnocracia) e o sonho de Ellon Musk:

https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-63962239

Muito provavelmente Trump se inspirou, ao menos em parte, em algumas das idéias desse movimento, não porque esse seja o objetivo final dos EUA, mas sim porque é uma estratégia para lidar com o primeiro cenário de uma guerra atômica: o dia D atômico. 

Apesar das riquezas energéticas da Venezuela, Canadá e Groenlândia, o ponto principal de buscar o caminho imperialista de anexar territórios próximos tem um sentido muito mais prático: criar uma rede de proteção antiaérea tanto no Canadá como na Groenlândia que permita uma margem maior de segurança para interceptar misseis hipersônicos vindos da China e Rússia pelo estreito de Behring (Pacífico norte) e pelo Atlântico norte, o que na prática criaria uma rede muito mais eficiente de apoio terrestre para interceptar misseis e ao mesmo tempo criar bases de apoio para equipamento marítimo, permitindo uma mobilização mais ágil em caso de ataque ao território americano "original". Nesse cenário, caso os EUA conseguissem derrotar Rússia e China em um cenário de destruição mútua assegurada, interceptando a maioria dos misseis atômicos e ao mesmo tempo atingindo de forma significativa os adversários do Oriente, o dia seguinte seria de devastação na Europa e na Ásia (hemisfério ocidental) enquanto que boa parte do território americano estaria preservado e com autonomia para lidar com as próprias necessidades levando em conta que a maioria das cadeias produtivas do resto do mundo no hemisfério norte estaria comprometida. 

Em um cenário mediano de desastre (para os EUA), onde parte da estrutura americana fosse afetada e ao mesmo tempo boa parte da estrutura territorial de China e Rússia fosse afetada, o dia seguinte ao dia D seria de confronto tradicional, sem armas atômicas, pelas zonas de retaguarda, sendo que a região mais visada seria exatamente a América do Sul (especialmente o Brasil, pela riqueza de água, comida além de demais riquezas naturais), pois as potências buscariam os territórios não atingidos pelo armamento atômico e ao mesmo tempo distantes dos efeitos das bombas nucleares nos territórios do hemisfério norte que mesmo em grande quantidade não seriam suficientes para criar um inverno nuclear global, basta comparar a capacidade de energia gerada pela explosão de todas as bombas atômicas do planeta com a energia gerada pelas maiores explosões vulcânicas que geraram inverno vulcânico global por um ou mais anos: todo o arsenal atômico da Terra não seria suficiente para gerar um inverno nuclear global, mas sim centralizado no hemisfério norte, especialmente com efeitos radioativos nas regiões territoriais atingidas pelo ataque. 

Mesmo nesse cenário, a anexação prévia de territórios ao norte da América do Sul (como Venezuela e Colômbia) permitiria um caminho mais rápido para os EUA no dia seguinte ao confronto atômico, tanto para levar sobreviventes para a América do Sul (através desse corredor pela Venezuela e Colômbia) como um reagrupamento mais rápido de forças de defesa e ocupação, tanto para ocupar o Brasil e restante da América do Sul como também para se defender de ataques e invasões marítimas que viriam pelo Atlântico. 

Por tudo isso algumas das idéias do movimento tecnocrático que estão sendo aproveitadas no governo Trump não visam colocar a essência desse movimento em prática, mas sim aproveitar algumas das estratégias ali apontadas que possam garantir um cenário de maior defesa e autonomia, tanto no cenário de guerra atômica no hemisfério norte como, no caso de fracasso dessa primeira barreira, em um cenário mais favorável para enfrentar o cenário seguinte, de disputa pelas zonas de retaguarda. Os EUA não pretendem colocar o movimento tecnocrático em prática, mas tão somente adotar algumas das estratégias ali apontadas como mecanismos de segurança para enfrentar os dois cenários que se desenham para os próximos dez anos, de um inevitável confronto atômico entre as nações......obviamente se um asteroide não vier e evitar essa conflagração atômica.   

Na prática a guerra atômica ainda não aconteceu (e com alguma segurança não acontecerá nos próximos 10 anos) porque China e Rússia possuem apenas um (mísseis hipersônicos) dos 3 pilares (os outros dois são marinha e defesa aérea balística) superiores aos EUA (precisariam de pelo menos 2) enquanto os EUA estão se mobilizando para, nos próximos 5 a 10 anos, anularem o único dos 3 pilares no qual são inferiores à China e Rússia. O tempo está cada vez mais curto, mas ainda acredito que vamos segurar os próximos 10 anos e evitar uma conflagração atômica até 2036. 

O futuro da América do Sul após a queda de Maduro:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/o-futuro-da-america-do-sul-e-do-mundo.html

A profecia de 2036 - Um asteróide evitando uma guerra atômica:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2025/09/fim-do-mundo-hoje-profecia-de-2036.html