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5 de set. de 2026

AS PREVISÕES PARA SETEMBRO

 

No mês da Independência do Brasil as previsões para o mês serão dedicadas a analisar as questões mais recentes e o futuro próximo do cenário brasileiro que em algumas semanas terá as eleições. Antes de iniciarmos essa análise, vamos relembrar as previsões cumpridas ao longo do mês de agosto com três previsões impressionantes que se cumpriram nos detalhes: 

GRANDE TERREMOTO NA COLÔMBIA 

Nas previsões publicadas no dia 03 de agosto foi previsto que no período da quadratura Marte em Câncer com Netuno e depois Saturno (ambos em Áries), poderíamos ter terremoto igual ou superior a 7 graus (mais incomuns, ocorrem em média 10 a 14 por ano) e mais especificamente na região da placa tectônicas do Caribe ou na placa de Cocos, duas pequenas placas que ficam na altura da América Central/Caribe fazendo fronteira com a parte norte da América do Sul (como pode ser visto na imagem), exatamente onde aconteceu hoje o terremoto na Colômbia de 7.4 graus na região de San José Del Palmar. Eis o que foi previsto nas previsões de agosto: 

"Essa tensão vai dar continuidade aos efeitos e tensões da quadratura Marte-Netuno, especialmente se até o início dessa quadratura não tivermos passado por um terremoto superior a 7 graus na Escala Richter, mais especificamente na placa de Cocos ou do Caribe." (publicado dia 03 de agosto) 

Dezenas de prédios colapsaram e várias cidades colombianas foram atingidas com intensidade pelos efeitos do tremor. Previsão cumprida nos mínimos detalhes. 

GRANDE PEDRA CAINDO - O DESASTRE DO NEPAL 

Um tsunami de lama e água gerado por um grande desabamento atingiu vários vilarejos na fronteira entre o Nepal e o Tibet. O que causou a tragédia foi o colapso de enormes rochas (de uma geleira) que caíram no solo e água afunilando o curso de um dos rios que já estava com volume acima do normal pelas chuvas das monções. Nas previsões publicadas no dia 03 de agosto vejamos o que foi previsto para a quadratura Marte com Netuno e depois Saturno (ambo em Áries) que a partir de 12 de agosto atingiriam o mundo ao longo do mês: 

"Acidentes, mais especificamente com grande pedra caindo e se chocando com água ou solo. Esse é um trânsito clássico para tsunami." 

Um tsunami de água e lama ocasionado por acidente envolvendo grande pedra caindo na água. Previsão cumprida nos detalhes. 

ECLIPSE E A QUEDA DO REI 

Nas previsões publicadas no dia 27 de julho eu trouxe as previsões para o eclipse que aconteceria no dia 12 de agosto, no grau 20 de Leão. Eis o que foi previsto: 

"Os efeitos do eclipse acontecerão especialmente nas áreas geográficas do planeta que receberem a sombra do eclipse. Toda a Europa será em maior ou menor grau atingida. Como o eclipse acontece em Leão com efeitos até fevereiro de 2027 e nesse período Júpiter também estará transitando em Leão, é bastante provável que ao menos uma grande figura de poder (Leão) político (Júpiter) caia no continente europeu por morte. Nos mapas pessoais, quem tiver uma ou mais posições como Sol, Marte, Ascendente ou Saturno que esteja entre os graus 17 e 23 de Escorpião. Especialmente em questões que envolvam disputas com poder ou autoridade e questões de saúde/vitalidade (temas respectivos de Leão, onde será o eclipse e Marte, afetado nesse exemplo). Esse tipo de impacto, quando existe, eu já analiso dentro do estudo do mapa anual (previsões)." 

Harald V da Noruega, o monarca mais velho da Europa, morreu aos 89 anos na última sexta-feira, 28 de agosto. Nascido em 21 de fevereiro de 1937, Harald era rei desde 1991. Mesmo sem o horário de nascimento (necessário para identificar o Ascendente e a posição das casas) é possível identificar que ele possuía no seu mapa de nascimento Marte no grau 23 de Escorpião, exatamente a posição descrita na previsão para as posições pessoais, pois Marte representa exatamente a vitalidade e quando atingido por um eclipse do Sol em Leão não apenas a saúde de uma pessoa, mas a saúde de lideranças relevantes, sobretudo na política européia. O desencarne do monarca norueguês cumpriu em detalhes as previsões para o eclipse: morte de liderança política em solo europeu e que possuía Marte sob tensão com o eclipse (inclusive o exemplo utilizado na previsão) o que antecipava problema de saúde/desencarne. Previsão cumprida nos mínimos detalhes. 

BRASIL: AS PREVISÕES PARA SETEMBRO 

Os dois principais trânsitos tensos do mês serão "apenas" dois: o retorno de Kíron ao grau crítico (29) no signo de Áries que acontecerá no dia 19 de setembro e ali Kíron ficará até o dia 11 de outubro, sendo que voltará ao signo de Touro somente em abril de 2027. Além dele, teremos também ao final do mês a oposição entre Marte e Plutão.

Como eu já expliquei em textos anteriores, os trânsitos astrológicos não apenas funcionam como demarcadores de situações coletivas (de acordo com o arquétipo das posições e signos envolvidos) mas também apresentam um efeito cumulativo e aqui reside o grande problema desse Kiron retrógrado no grau crítico de Áries: ao longo de todo o ano de 2026 Áries vem sendo tensionado pela presença de Saturno e Netuno que ativaram não apenas uma explosiva conjunção entre si como também quadraturas ao longo do ano, sendo a última delas uma explosiva quadratura com o regente de Áries (Marte) que é também o regente do ano (Marte regente de 2026). Kíron, como o "curador ferido que não conseguiu curar a si mesmo" normalmente quando aparece num cenário de tantas tensões potencializadas em Áries costuma trazer situações violentas (Áries sob tensão) que reativem uma ferida aberta, especialmente no Kiron natal dos países que de alguma forma nesse período terão seu Kiron natal afetado por trânsitos violentos, exatamente o caso tanto do mapa do Brasil como o mapa dos EUA. 

Vamos voltar à dezembro de 2025, quando eu trouxe um texto com as previsões para 2026, inclusive para o Brasil: 

"Marte natal (regente de 2026) muito próximo do Meio Céu (topo do mapa) e que estará ao longo de todo o ano de 2026 quadraturando com o trânsito de Plutão, transitando na casa 12 do Brasil, uma casa de encerramento. Essa quadratura também aponta que problemas com segurança e narcotráfico ficarão ainda mais intensos e isso deve ensejar a busca por Trump avançar em uma maior participação no monitoramento das fronteiras marítimas da Amazônia. A outra tensão é o longo trânsito de Netuno em Áries (signo que estará tensionado ao longo de todo o ano pela presença de Saturno e Netuno) que vai ativar a quadratura do mapa do Brasil envolvendo Urano e Netuno em quadratura com Plutão o que aponta para enorme abalo e luta contra estrutura rígida, autocrática, que tenta se impor no poder de maneira mais totalitária do que democrática. Além dessa série de tensões sobre o Áries e Marte natal do Brasil ainda teremos todo o segundo semestre de 2026 com Saturno em trânsito em Áries conjunto com o Kíron (ferida) do Brasil, o que eu interpreto como um profundo problema econômico (ferida da inflação) ou com a democracia (ferida da época da ditadura), o que deve agitar bastante o cenário brasileiro em 2026."  (publicado em 06 de dezembro de 2025) 

Muito daquilo que foi apontado na previsão se concretizou: o grande estopim do embate entre Trump e STF foi exatamente a retórica da questão do narcotráfico. Da mesma forma tivemos (e estamos tendo) um enorme abalo sobre o STF a partir da eclosão de vários escândalos ligados à prisão do banqueiro do Master (ocorrida em meados de novembro de 2025, 3 semanas antes desse texto ser publicado e quando sequer se sonhava sobre o potencial explosivo que aquele caso chegaria). E chegamos exatamente na parte sobre o Kiron do Brasil e o exato cenário que vemos atualmente: profundo problema econômico (inclusive fazendo com que a avaliação de Lula seja menor do que foi a avaliação de Dilma ao final do primeiro mandato) e também com a democracia, pois ao final da semana saberemos como a Suprema Corte e o Congresso vai tratar o caso envolvendo dois dos seus ministros e todas as recentes provas que vieram à tona pelas mãos do relator do caso Master, André Mendonça. É sem dúvida um momento muito delicado para a democracia e eu acredito que devido à esse movimento retrógrado de Kiron voltando para Áries (fortalecendo ainda mais a fúria dos embates pelo poder) e com o Kíron do Brasil e EUA sendo impactados, eu acredito que veremos nos próximos dias e semanas uma nova ofensiva dos EUA na questão da magnitisky e da investigação internacional sobre o terrorismo e narcotráfico, especialmente em relação à novas provas e investigações que vierem a tona sobre o caso da investigação sobre o Master e eventuais ligações financeiras com o narcoterrorismo em solo brasileiro. 

Apesar da enorme operação abafa (que eu acredito) será feita nos próximos dias, acredito que dessa vez não vai dar pra segurar, especialmente pela mobilização de parte expressiva e forte da imprensa/mídia como dos próprios eleitores, tanto petistas que desejam que as informações sobre a ligação do Flávio com o caso Master venham a tona como dos bolsonaristas, interessados em saber a ligação do principal algoz do bolsonarismo na corte (Moraes) com o caso Master. Curiosamente tanto Lula (ressentido pela não aprovação de Messias para a vaga de Barroso o que Lula teria colocado na conta de um suposto pedido de Moraes à Alcolumbre para dificultar a aprovação do indicado) e a oposição bolsonarista (que já reuniu o número de assinaturas no Senado para um processo de impeachment contra o ministro) desejam o mesmo objetivo em relação à Moraes, o que ainda só não aconteceu (investigação no Senado) pela blindagem de Alcolumbre. Acredito que a pressão será muito grande e obrigará Senado, STF ou ambos a darem uma resposta institucional ao terremoto que atingiu Brasília, especialmente se vierem novas sanções dos EUA como eu acredito que virão. 

Outro ponto importante é que Áries sob tensão também motiva a busca pelo novo, pelo diferente, ou seja, ele facilita encerramentos de ciclos e de uma forma mais rápida do que o normal. Falei sobre isso, também no contexto do Brasil, em um texto publicado recentemente no dia 17 de agosto que deixarei linkado. Eis o que foi dito: 

"Astrologicamente falando também não vejo como Lula se manter em mais um mandato, como já comentei em textos anteriores Plutão em trânsito estará na casa 12 do Brasil (encerramentos, no caso envolvendo poder máximo que é Plutão) quadraturando com Marte natal do Brasil no topo do mapa (novamente figura de poder e em ano de Marte), ao mesmo tempo que Saturno em trânsito estará sobre Áries (regente de Marte) do mapa do Brasil exatamente sobre o Kiron natal (ferida que não foi superada). Além do Marte natal do Brasil estar na mesma posição do Sol natal de Lula (que é Escorpião, portanto também co-regido por Marte e regido por Plutão nessa quadratura bombástica) há ainda outra posição relevante: Urano em trânsito (regente do Ascendente do mapa do Brasil) exatamente sobre Júpiter natal do Brasil em Gêmeos, que aponta mudança de direção na ideologia (Júpiter), então é muito, mas muito improvável que Lula consiga se eleger e mesmo que consiga (toc toc toc na madeira três vezes) não vejo como dar prosseguimento ao mandato, já que esse trânsito vai até o final de 2028." (publicado 17 de agosto de 2026) 

Eu entendo essa "mudança de ideologia" como uma possível onda que fortaleça uma terceira via. A ascensão de Cury à 10-11% dos votos praticamente quadruplicando em poucas semanas os seus votos pode representar que talvez exista espaço para uma terceira via. Com terceira via ou não, há, astrologicamente falando, uma pressão muito forte pelo encerramento do atual ciclo político do país (que à exceção do curto período do governo bolsonarista representou quase 20 anos de petismo no país) tanto pelo trânsito de Plutão na casa 12 (casa de encerramento de ciclo) tensionando Marte no topo do mapa do Brasil (ambos Marte e Plutão regentes do signo do atual presidente), assim como o regente (Urano) do Ascendente (Aquário) que representa o ímpeto por iniciar novas fases, novos ciclos exatamente sobre o Júpiter natal do Brasil em Gêmeos (ideologia, filosofia política representada em Júpiter através da mídia e da comunicação rápida, representada em Gêmeos). Vejo como irreversível esse movimento de queda, inclusive porque o impacto desse trânsito vai até o final de 2028. 

Esse texto completo publicado em agosto pode ser acessado aqui:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/08/xadrez-mundial-os-tempos-pre.html

Nas previsões trazidas em abril eu reforcei o que foi dito lá em dezembro de 2025 sobre o enfraquecimento do STF: 

"Marte natal (regente do ano) do Brasil continuará sob tensão com o trânsito de Plutão que está transitando na casa 12 do Brasil (normalmente impulsiona por tensão encerramentos de ciclo nas profundezas do poder de Hades, ou seja, dentro dos grupos seletos que brigam pelo poder na política) e como atinge o Marte natal no topo do mapa do Brasil aponta ainda mais enfraquecimento em quem realmente tem poder, ou seja, o presidente e o STF. Ao mesmo tempo o Plutão natal do Brasil a zero grau de Áries também permanecerá sob tensão, reforçando que as guerras e conflitos por poder nas esferas mais altas do poder permanecerão intensas em abril" 

Exatamente no dia 29 de abril Jorge Messias, nome indicado por Lula ao STF, teve seu nome rejeitado pelo Senado (o que se especula foi um arranjo de Alcolumbre com a base bolsonarista que elegeu Alcolumbre, base interessada em atingir politicamente Lula e o STF, mas não sabiam que o próprio Moraes, segundo noticiado pela imprensa, não desejava mais um nome fiel à Lula na corte, pois isso em teoria fortaleceria o poder de Lula sobre o STF e tiraria o protagonismo do próprio Moraes). A continuidade desse trânsito de Plutão sobre Marte natal Brasil está cumprindo exatamente tudo aquilo que apontei começaria a acontecer em abril e iria pelo menos até meio. Não conseguiram abafar por muito tempo desde abril e acredito que devido à intensificação e potência dos trânsitos analisados até aqui, também não vão conseguir segurar o estrago de tudo que veio à tona nos últimos dias. E ainda teremos mais uns litros de "gasolina astrológica" nesse incêndio sobre o mapa do Brasil: 

Entre os dias 28 de setembro e 09 de outubro teremos Marte em Leão fazendo oposição à Plutão em Aquário, o que significa dizer que ao longo desses dias não apenas teremos a ação de Plutão em trânsito tensionando o Marte natal do Brasil como também Marte em trânsito tensionando por quadratura o Marte natal do Brasil, tudo isso em um ano de Marte (2026) e com Áries (signo regido por Marte) tensionado por Saturno, Netuno e Kiron no grau crítico (29). Esse é mais um indicativo não apenas de más notícias para Lula (que possui Sol natal na mesma posição do Marte natal do Brasil, o que pode representar não apenas mais queda de popularidade como problema de saúde vindo à tona, pois Marte é vitalidade) como para a operação abafa do caso Master, pois tanta tensão e espírito bélico de confronto dificilmente abrirão espaço para um "acordão" ou "composição". 

Marte oposto à Plutão especialmente envolvendo signos de ar e fogo é uma tensão altamente explosiva e ignífera, típica de atentados (especialmente contra liderança política expressiva), explosões (algo parecido com a grande explosão no porto de Beirute pode se repetir em algum local do mundo) e novo terremoto violento, pois envolve Plutão (profundezas) e acredito que os três locais mais prováveis são Rússia, Alaska (ambos em localidades remotas, inclusive no Alaska por possível vulcanismo) e Japão. Como estamos em um ano de Marte e ainda não tivemos uma explosão vulcânica realmente significativa, acredito que é bem provável que esse trânsito demarque forte/intensa explosão, nesse caso México, Colômbia e Filipinas são os locais mais prováveis. Dentro do contexto da guerra hibrida entre Rússia e Europa eu acredito que especialmente França, Inglaterra e Alemanha (um deles) deve ser alvo de algum atentado, seja em aeroporto ou em metrô. Nos EUA é provável que infelizmente tenhamos novamente episódio de atentado ou tentativa de atentado em local turístico bastante conhecido ou contra autoridade relevante na política. 

PREVISÕES E AUTOCONHECIMENTO – AGENDA DE MAPAS SETEMBRO 

As informações de contato sobre como funciona o trabalho com a Astrologia Preditiva (mapa de 12 meses com previsões) e a Astrologia voltada para o autoconhecimento (mapa de poder pessoal), bem como a diferença entre previsões através da Astrologia e da projeção astral podem ser acessadas no link a seguir:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/08/projecao-astral-e-previsoes.html


4 de out. de 2022

Qual o Futuro do Brasil se Um ou Outro for Eleito

 

Nas previsões para setembro e outubro eu trouxe uma coletânea das previsões para o futuro próximo do Brasil, tanto no período das eleições até o final do ano (entre outubro e dezembro) como nos próximos anos, entre 2023 e 2026, compilando informações de textos trazidos em 11 de julho e 19 de agosto. Aconselho fortemente que o leitor desse post releia essas informações para compreender o que será descrito nesse post. 

Texto sobre o Brasil (confusão pré e pós eleições) publicado ao final do post com as previsões de setembro e outubro:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=678684506948187


Texto publicado em agosto sobre os próximos anos do Brasil e a previsão feita anos atrás sobre a Argentina:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2022/08/o-brasil-de-amanha-sera-argentina-de.html


Daquele texto publicado em agosto destaco o trecho final: 

"Seja com a vitória do ex presidiário nas urnas ou com as eleições meladas por algum golpe (que tente adiar as eleições ou dar continuidade ao atual mandato) o cenário econômico mostrado no mapa do Brasil não mostra um futuro tenebroso nos próximos 4 anos mas também não mostra qualquer recuperação pujante (como no período do boom das comodities para a China) sendo algo mais próximo a continuidade do atual cenário (inflação ainda persistente, descontrole fiscal, baixo crescimento econômico e alto desemprego) assim como mostra a continuidade e agravamento da polarização política entre petistas e bolsonaristas que vai desembocar em um acúmulo de tensos para 2026, um acúmulo que eu espero que definitivamente faça o povo acordar da polarização através de uma nova alternativa política pois caso contrário (se ainda tivermos alguma democracia) ela correrá ainda mais risco." 

Analisando o mapa ruim de Bolsonaro durante as eleições e ao mesmo tempo um forte trânsito de rupturas sobre o mapa natal do Brasil a chance de eleição de Bolsonaro nas urnas parece remota pois essas posições combinadas apontam muito mais para alguém derrotado, ainda que com uma força politica relevante buscando uma tentativa de contestação do resultado das urnas (algo ainda mais intenso do que aconteceu na derrota de Trump) até porque em caso de vitória nas urnas Bolsonaro não precisaria ativar um golpe clássico mas sim algo mais gradual como Chavez fez na Venezuela (e explicarei isso ao longo desse post), portanto pelo desenho do mapa tanto de Bolsonaro como do mapa natal do Brasil é remota a chance de uma eleição nas urnas de Bolsonaro, o que não inviabiliza a tentativa de uma forte contestação e convulsão social como descrevi também no texto de agosto: 

"Outro ponto relevante é que no mapa do Brasil sempre que a casa 12 (exílio, fim de ciclo) é fortemente ativada com a entrada de Saturno em trânsito na casa 01 do Brasil grandes rupturas inesperadas acontecem (isso aconteceu em 1964 e depois ao final de 1992 no primeiro impeachment). Ao final de 1992 no impeachment de Collor, Saturno estava entrando na casa 01 do Brasil ao mesmo tempo que Urano e Netuno conjuntos adentravam a casa 12. 

Na época das eleições teremos não apenas Plutão em trânsito na casa 12 do Brasil como Saturno entrando na casa 01 do Brasil em fortíssima quadratura com Urano em trânsito (que não apenas estará quadraturando com o Ascendente do Brasil como também com o topo do mapa/Meio Céu do Brasil) e ao mesmo tempo Júpiter em trânsito entrando em Áries estará ativando a enorme quadratura natal do mapa do Brasil (Plutão natal quadraturando com Urano e Netuno natais do Brasil). É um bombardeio típico de rupturas profundas, seja por morte, atentado violento, golpe de Estado ou adiamento de eleições, uma combinação que nos meus estudos eu nunca vi no mapa do Brasil. 

Esse fortalecimento do Sol natal de Bolsonaro, especialmente entre 2024 e 2025 por conta do trânsito de Urano e Plutão é característico de um amplo fortalecimento da imagem (Sol) de Bolsonaro o que no contexto atual só aconteceria de duas formas: ele virar mártir por conta de morte nas eleições ou um golpe de Estado para evitar eleições e postergar o atual governo." (texto publicado dia 19 de agosto, linkado no início desse post) 

Considerando que ainda permaneceremos na polarização política pelos próximos 4 anos o que podemos esperar no caso da eleição de Lula ou de Bolsonaro? É isso que descreverei a seguir ainda que, repito, o cenário mais provável seja a vitória de Lula nas urnas com uma revolta popular do eleitor mais fidelizado de Bolsonaro, o cenário de perigo de conflagração civil com risco de ruptura democrática para 2022 que foi descrito lá em 2014 no livro "Brasil o Lírio das Américas" e que pode ser revisto nesse post aqui do dia 20 de abril:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=572066687609970


Todo o cenário contextualizado, vamos lá:

 

BOLSONARO ELEITO NAS URNAS 

Tanto Lula como Bolsonaro contam cada um não apenas com metade dos votos do Brasil mas sobretudo com uma forte divisão entre antipetistas e antibolsonaristas, ainda que seja importante considerar que o eleitorado de Bolsonaro é mais engajado/fidelizado, enquanto a rejeição ao bolsonarismo é numericamente maior (ou seja, gente que não é petista mas prefere qualquer coisa que não seja o bolsonarismo). 

Na prática, se eleito, Bolsonaro não precisará dar um golpe clássico de tomada de poder (fechamento do Congresso e STF), pois teria não apenas tempo (todo um mandato) como também maioria no Congresso e nas ruas para realizar as medidas políticas semelhantes aquelas que Chavez realizou na Venezuela. A primeira delas seria passar no Congresso uma lei aumentando o número de ministros do STF permitindo que ele conquistasse maioria dos nomes indicados na Suprema Corte e assim ao longo do mandato conseguisse mudar a Constituição para permitir um terceiro mandato consecutivo e gradualmente formar uma maioria eleita de um Congresso Centrão-bolsonarista completamente fiel permitindo que todo esse grupo politico se perpetue no poder e após um terceiro mandato colocasse algum "poste" (como Putin fez com Medvdev) para um mandato tampão antes que ele retornasse para mais dois mandatos. Com uma boa força politica no Congresso (Câmara e Senado), redes sociais fortes (um gado fidelizado) com engajamento e com os principais centros econômicos do país com governadores ou alinhados ao bolsonarismo ou neutros esse seria o plano de perpetuação no poder de Bolsonaro. A única barreira poderia vir do Alto Comando, mas com um mandato de 4 anos Bolsonaro teria tempo de angariar apoio político de patentes altas do Exército a semelhança do que fez no primeiro mandato, dando vários cargos para os militares, o que na prática diminuiria a força de vozes contrárias no Alto Comando pois não apenas tal projeto impediria a volta dos vermelhos como igualmente manteria prestigio politico e financeiro para muitos membros de patentes altas. Esse é o plano de perpetuação do bolsonarismo. 

 

LULA ELEITO NAS URNAS 

Ainda que eleito presidente, Lula terá um Congresso com forte presença bolsonarista, tanto na Câmara como no Senado, além da maioria das capitais do Sul, Sudeste e Centro Oeste serem governadas por governadores mais alinhados ao bolsonarismo o que na prática representa que Lula terá muitas dificuldades para implementar uma agenda de grande descontrole fiscal ou excessivamente desenvolvimentista, como ficou marcado no final do seu segundo mandato e ao longo do governo Dilma. Com o país polarizado e ele Lula dependendo do crescimento economico pra segurar a pressão politica do bolsonarismo tanto dos eleitores como do Congresso é certo que terá que fazer muitas concessões, tanto na parte economica (já que Sul, Sudeste e Centro Oeste sao o motor da economia) como em questões de costumes para conseguir governar, especialmente considerando que o Centrão e, sobretudo o Centrão bolsonarista saiu fortalecido das eleições. Ao mesmo tempo Lula não pretende governar sendo controlado pelo Centrão como foi Bolsonaro (que precisou se curvar ao Centrão para não sofrer um processo de impeachment) e um dos seus objetivos principais é acabar com o orçamento secreto, não por qualquer nobre objetivo republicano, mas simplesmente para voltar ao velho modelo dos governos petistas nos quais caciques partidários só tinham direito à grandes cargos ministeriais e porcentagens em negociatas com empreiteiras e grandes estatais caso votassem junto com o governo. 

Politicamente o principal objetivo de Lula será cooptar o Centrão e ao mesmo tempo retirar o excessivo poder que o Centrão possui hoje com o orçamento secreto (como expliquei no parágrafo anterior). O segundo objetivo será sepultar o bolsonarismo algo que é prioritário para a agenda petista, visto que o projeto de perpetuação do petismo não comporta uma oposição com tamanha capacidade de reunir multidões nas ruas então o mais provável é que Lula busque apoio estratégico do PP e União Brasil que desejam formar o maior bloco partidário do Congresso (superando o PL) oferecendo o comando da Câmara e ao mesmo tempo evitando que esses dois partidos se unam ao PL (pois nesse caso se formaria um enorme bloco bolsonarista no Congresso). 

O principal argumento de Lula para "conquistar" o Centrão (além obviamente dos cargos e negociatas como era no tempo do governo vermelho do passado) é ainda mais forte: com um STF majoritariamente indicado pelo governo petista (e terá ainda mais duas indicações) Lula pode garantir o fim dos direitos politicos de Bolsonaro (que após findo o seu mandato será investigado por diversos crimes comuns) pois um dos temores do Centrão é que junto aos militares Bolsonaro tomasse o poder de forma total criando um Congresso meramente decorativo (o que obviamente não interessa de forma alguma ao Centrão). Garantindo que Bolsonaro não possa buscar um mandato futuro e que ele próprio Lula já não possui muito mais tempo na politica, Lula ofereceria assim como fez ao colocar Alckmin como vice, uma transição para 2026 apoiando um candidato ligado ao Centrão e a esquerda, mais ou menos nos moldes do que aconteceu na indicação de Dilma como sucessora.

 

MORO NO SENADO E 2026 

Não precisa ser nenhum gênio da estratégia ou profeta para antever que Lula terá um mandato difícil do ponto de vista político e que ao mesmo tempo buscará anular o bolsonarismo o que na prática só é possível, ao menos em parte, mandando o líder do bolsonarismo para a prisão. Nesse cenário, do ponto de vista estratégico e político a decisão de Moro de apoiar a candidatura de Bolsonaro é acertada: se adotasse neutralidade (não apoiando qualquer um dos dois candidatos no segundo turno) não apenas seria perseguido durante o governo Lula como ainda teria todo o grupo bolsonarista contra ele. Ao mesmo tempo sabendo que uma eventual prisão de Bolsonaro ou no mínimo que a retirada dos direitos políticos vai acontecer durante o mandato de Lula, então Moro acaba se cacifando como o principal nome de oposição para 2026 capaz de receber os votos bolsonaristas. 

Politicamente Moro mostrou força ao se eleger para o Senado, inclusive superando o candidato bolsonarista. Acredito que o apoio dele à candidatura de Bolsonaro é muito mais uma mensagem firme contra o petismo (pra ele um inimigo maior) e ao mesmo tempo um aceno de trégua, já que ele sabe que em um cenário polarizado como o atual e com as aspirações que ele tem pra 2026 não dá simplesmente para ficar contra os dois lados. De forma bem prática, e entendo a leitura dele, não há como construir uma terceira via sem os votos do bolsonarismo: o eleitor antipetismo e antibolsonarismo chega no máximo a 30%, ao mesmo tempo que um posicionamento contrário ao petismo mas sem atacar o bolsonarismo permite que ele consiga força politica para 2026, sobretudo em um cenário no qual Bolsonaro não possa concorrer (prisão e/ou perda dos direitos politicos com a eleição de Lula, algo certo de acontecer). Não há outro caminho para uma força fora da polarização bolsopetista emergir com chances em 2026. Moro sabe que a polarização vai se intensificar com a eleição de Lula e que até 2026 não há tempo pro povo sair desse maniqueísmo, essa é a realidade: sem os votos do bolsonarismo não há como viabilizar uma candidatura em 2026. É triste, mas é realidade do povo do Brasil. 

Afinal o que é democracia:

https://www.facebook.com/photo?fbid=5244231569039328


11 de mar. de 2021

Os Anos Revolucionários e o Futuro do Brasil 2022 - Como Seremos o Coração do Mundo e Pátria do Evangelho

 

A partir de 2014 nos textos do blog e principalmente no livro “Brasil o Lírio das Américas” lançado naquele ano foi descrito como seria o processo de transformação que estava sendo estruturado para o Brasil, sustentado basicamente na queda do petismo e no combate a corrupção com a organização de um grande projeto que deveria ser consumado entre 2018 e 2022.

Muitos de nós, espíritas e espiritualistas, crescemos ouvindo que o Brasil era o “Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho” e na maioria das ocasiões nunca ficou muito claro, especialmente para espíritas e espiritualistas o motivo dessa designação pois fazendo uma autoanálise sincera e sem ufanismos, precisamos reconhecer que aqui sempre foi o paraíso da corrupção, sobretudo nas esferas governamentais. Então o que essa terra teria de especial para ser escolhida para um relevante papel no futuro próximo da humanidade.

A resposta obviamente eu já trouxe no livro lá em 2014 mas é importante relembrar: com os acontecimentos que ocorrerão até o ápice da Transição Planetária (que não foi em 2019 e será sim em 2036) o mundo passará por uma enorme transformação física a nível global e muitas regiões planetárias serão atingidas enormemente (no canal do youtube tem dois vídeos sobre isso) especialmente no hemisfério norte fazendo com que não apenas as regiões mais ao sul sejam mais seguras como também as principais fontes de alimento e água para o novo mundo. Por isso o Brasil, com o seu formato geográfico em forma de coração será o “motor” da vida planetária, pois será a fonte de alimentos e água, o celeiro do Novo Mundo que se desenhará após os eventos de 2036.

Da mesma forma os eventos impactantes do ponto de vista geológico trarão grandes questões emocionais para o mundo que terá de lidar não apenas com uma enorme dor por conta dos sofrimentos e mortes que acontecerão mas igualmente com a constatação de que tudo aquilo que foi profetizado pelo Cristo se concretizou. Exatamente por tudo isso estar programado há vários éons para acontecer exatamente em 2036 e por conta da posição geográfica privilegiada do Brasil nesse contexto apocalíptico é que a Espiritualidade decidiu potencializar o crescimento do conhecimento da realidade da reencarnação e da mediunidade exatamente no solo brasileiro.

A vinda no início do século passado de João Evangelista reencarnado como um dos maiores médiuns da história em solo brasileiro dando continuidade ao trabalho de Kardec através da assistência espiritual de Emanuel e de uma plêiade de espíritos reunidos na égregora da cidade astral de Nosso Lar teve como objetivo exatamente difundir a realidade da reencarnação e da mediunidade dentro das bases do Evangelho do Cristo para tornar o Brasil a Pátria espiritual do Evangelho, pois nesse cenário do futuro próximo a humanidade que procurar o Brasil com sede e fome também terá sede e fome do alimento espiritual, da compreensão e esperança sobre a realidade do Novo Mundo.

Por tudo isso o Mundo Maior escolheu o Brasil, não porque sejamos seres especiais ou escolhidos, da mesma forma que o Rabi da Galiléia não escolheu Israel porque lá existiria um povo especial, diferenciado ou “escolhido”, mas simplesmente porque na época era uma região próxima a maior cidade do mundo ocidental (Alexandria) com diversas rotas comerciais que se intercomunicam com várias outras nações do planeta, permitindo que as impressionantes curas ou ‘milagres” feitos por Jesus mas especialmente as materializações ocorridas após a sua morte física no madeiro trouxessem a certeza a milhares de pessoas da imortalidade do espírito, inspirando a grande resistência dos primeiros cristãos a tirania do império romano, levando aquela certeza para a Europa e para o Oriente Médio onde serviria de inspiração para o florescimento de religiões que espalhariam, ao menos em parte, a mensagem do Cristo. A programação dos amigos espirituais é muito mais ampla e sobretudo trabalha com o material humano disponível o que muitas vezes significa que os objetivos programados muitas vezes passam por ajustes, pois muitas vezes precisam ser mais dolorosos ou acelerados para que aquele objetivo principal seja alcançado. No Brasil estamos vivendo situação semelhante.

Mais do que a queda do petismo (destruindo assim um projeto de perpetuação no poder) e o ostensivo combate a corrupção, um dos principais objetivos de toda a movimentação feita pelos amigos espirituais especialmente a partir de 2014 foi ajudar no despertar da população para um maior sentido de Nação e de amadurecimento político: parar de pensar só em futebol e olhar mais para a realidade política, lutar por valores acima de ideologias partidárias que supostamente teriam o monopólio da virtude (como se colocou o petismo desde a sua criação). Valores como o combate a corrupção e aos privilégios acima de qualquer político ou partido. Em boa medida isso foi conseguido entre 2014 e 2018. E todos esses acontecimentos que eram impensáveis foram previstos e concretizados.

Dilma teve seu impeachment desencadeado a partir de dezembro de 2015, sendo que no começo daquele ano era impensável que ela pudesse ser impichada. Eis a previsão que foi feita:

 "A partir de setembro de 2015 se inicia o novo ano do Brasil nos arcanos maiores, que será regido pelo arcano 13 (a morte) mostrando o início de algo muito diferente ou, a nível literal, a morte de algum partido ou grande força política do governo. O fim de um ciclo, o início de uma nova situação, claramente pelos idos de setembro de 2015 até setembro de 2016."

Texto completo:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2015/01/previsoes-para-2015.html

Lula foi condenado em julho de 2017. Em janeiro de 2016 tanto a previsão sobre a queda de Dilma foi ratificada como a previsão sobre a prisão de Lula, que é escorpiano, foi feita:

"Todos esses ingredientes já seriam o suficiente pra dizer que algo grande vai acontecer nessa época (além obviamente das Olimpíadas) e que terá um impacto coletivo no Brasil e também a nível mundial, desde uma tentativa de algum atentado ou até mesmo a queda da presidente ou a prisão/morte de alguma figura histórica do país que tenha forte influência do signo de Escorpião."

Texto completo:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2016/01/previsoes-2016-parte-ii-astrologia-e.html

A "onda" antipetista portanto já era bem clara em meados de 2017, tanto pelo apoio maciço da população a Lava Jato e contra a corrupção petista como pela própria postura do Congresso e STF permitindo que um presidente petista fosse impichado e o outro preso. Portanto "prever", em meados de 2017, que Bolsonaro seria eleito no pleito de 2018 não era algo tão improvável assim, improvável seria prever em 2014 com a popularidade petista em alta que os militares subiriam ao poder até 2018 como aconteceu, previsão que foi feita no livro "Brasil o Lírio das Américas":

"Quando a violência estiver numa crescente, diante da insatisfação de alguns ramos da população interessados na volta da concentração do poder político nas forças que antes utilizavam cargos políticos e comissionados como moeda de troca, surgirá um movimento dentro do Exército, de apoio às manifestações e reformas políticas populares e democráticas. O mundo passará, nessa época, por um cenário de lutas e conflitos e o país sentirá o anseio de valorizar sua força militar ao mesmo tempo a própria segurança interna, em virtude dos problemas com violência e drogas" (livro "Brasil o Lírio das Américas, página 302)

Mourão foi exonerado em outubro de 2015 após duras críticas ao governo Dilma abrindo caminho definitivo para a formação de uma chapa presidencial com os militares em 2018, já que ele foi eleito vice presidente. Prever isso em 2014 para acontecer em 2018 era altamente improvável.

Sobre a eleição de Bolsonaro deixei claro não apenas em um, mas em vários posts, que sua candidatura só existia por se basear no antipetismo, no apoio a Lava Jato e na figura dos militares (como Mourão e Villas Boas) que tiveram coragem de agir contra o projeto de perpetuação petista que tentou cooptar o Exército. Igualmente deixei claro, como exposto no texto a seguir de março de 2017 o desastre que seria dar as costas para essas forças em troca de se alinhar com as idéias olavetes (infelizmente o que Bolsonaro preferiu fazer):

https://www.facebook.com/360490373972933/photos/pb.100044199317841.-2207520000../1360217714000189/?type=3

Todos esses acontecimentos improváveis e que se cumpriram atestam e comprovam o projeto dos amigos espirituais descrito no início desse texto: impedir que um projeto de perpetuação no poder e de gigantesca corrupção se mantivesse no Brasil, mas sobretudo despertar um maior senso de Nação e de fiscalização da vida política em toda a população colocando valores como o combate a corrupção acima de ideologias partidárias ou simpatias pessoais por políticos.

Infelizmente após a sua eleição Bolsonaro deu as costas para os compromissos de campanha assumidos e se perdeu completamente, o que para o Mundo Espiritual não é novidade, pois igualmente incontáveis médiuns se perderam e se perdem pelo caminho abandonando por diversos motivos o seu mandato mediúnico. Mas isso não seria o maior problema, já que Bolsonaro ao menos com sua eleição havia servido para evitar a manutenção do petismo e inicialmente, nos primeiros meses, havia levado a Lava Jato para o governo. Porém ao sucumbir as vaidades pessoais e sobretudo ao compactuar com a corrupção de políticos ligados ao centrão e ao petismo, o que a Espiritualidade Superior aguardava era uma reação contundente da população que meses antes combatia a corrupção petista apoiando a Lava Jato e por certo não deveria tolerar o descumprimento das promessas de campanha pelo novo presidente. O que vimos não foi isso e com um presidente fraco associado a políticos corruptos ao mesmo tempo com uma população apática, o caminho para soltar Lula e trazê-lo novamente ao jogo político com a anulação teratológica dos seus processos (considerado culpado em todas as instâncias superiores).

A exceção da soltura de Lula, todo o resto do cenário político foi previsto com exatidão e sobretudo antecedência, pois uma coisa era "prever" acontecimentos relativamente previsíveis em meados de 2017, outra coisa é prever tudo que aconteceu entre 2014 e 2015 quando era altamente improvável acontecer.

Em qualquer nação mais amadurecida politicamente Bolsonaro e Lula já estariam afastados da vida política, não apenas por medidas judiciais mas pela própria desaprovação popular. Entretanto, o que vemos hoje é entorno de metade da população apoiando Bolsonaro ou Lula, ambos dividindo 20, 25% da aprovação popular e talvez uns 50% apoiando a Lava Jato.

Nessa situação e com a necessidade de estruturar uma mínima organização em solo brasileiro antes dos eventos de 2036 (não pelos belos olhos da nossa população mas sim pela contingência do karma planetário que os eventos apocalípticos trarão ao mundo) temos dois caminhos bem definidos descritos também lá no livro de 2014 (Brasil o Lírio das Américas): ou despertamos novamente o sentido cívico de combate a corrupção defendendo a Lava Jato e nos colocando como nação frontalmente contra Bolsonaro e Lula, símbolos do centrão e contrários a Lava Jato ou assistiremos passivamente como nação a destruição econômica e sanitária do país o que poderá levar a uma guerra civil dentro do país, basta olhar o exemplo não muito distante da Venezuela que saiu de economia petrolífera rica para nação miserável tudo por conta de um coronel esquerdista com delírio de grandeza, o que aconteceu justamente pela falta de manifestação popular e falta de ação republicana dos atores políticos e militares venezuelanos 

As mudanças programadas para o Brasil antes de 2036 e até o final da década de 20 acontecerão de uma forma ou de outra. Podemos como nação evitar o caminho mais doloroso, mas pra isso o Alto Comando do Exército precisa refletir sobre o que aconteceu na Venezuela durante a ascensão de Chavez, os atores políticos antibolsonaristas e antilulistas como Dória, Huck, Mandetta, Amoedo precisam abandonar projetos pessoais e compreenderem que somente a união entorno de Moro e da Lava Jato será capaz de enterrar de uma vez por todas o petismo e o bolsonarismo permitindo o começo de uma reformulação política e verdadeiro combate a corrupção institucionalizada e, sobretudo, metade do povo tomar vergonha na cara e parar de defender político e partido como time de futebol depois de todo o lodaçal exposto através da LavaJato.

Ainda há tempo, continuo vendo no horizonte, especialmente em julho o impeachment e em 2022 a eleição de Moro. Ainda há tempo, mas se não acordarmos e nos unirmos como nação, então infelizmente virá o caminho mais doloroso previsto lá em 2014.

Brasil o Lírio das Américas:

https://clubedeautores.com.br/livro/brasil-o-lirio-das-americas


24 de mai. de 2019

Não Seja um Olavete - Porque a Manifestação do dia 26 vai Afundar o Presidente


Quando a miopia política atinge parcela expressiva da população, mas, sobretudo o próprio presidente, normalmente é quando as emoções falam mais do que o senso estratégico, então se faz necessário pontuar de forma clara e detalhada não apenas o atual cenário político como também os desdobramentos, no futuro, de determinadas atitudes. Sem modéstia alguma afirmo que não teve analista ou "guru" algum que previu nos últimos 5 anos o cenário da política como eu previ (com alta porcentagem de acerto) e exatamente por isso me sinto na obrigação de alertar, de forma ainda mais clara, porque as manifestações do dia 26 serão um desastre político para o presidente. 

Ao leitor que acompanha o que escrevo há alguns anos ou o que está conhecendo minhas análises políticas pela primeira vez preciso informar, brevemente, que desejo o sucesso do governo Bolsonaro, não apenas pelo político honesto sem condenações ou inquéritos por corrupção que ele é como pelo time que ele montou no governo com um economista de viés liberal (Paulo Guedes), um estrategista para combater a corrupção (Moro) e uma cúpula ministerial de base militar com os quadros mais moderados que a direita poderia produzir. Previ no início de 2014 que teríamos um escândalo maior que o mensalão (poucos meses depois veio a Lava Jato) previ que gente graúda seria presa, que Dilma cairia, que Lula seria preso e outras previsões que soaram surreais na época. Previ que os militares ascenderiam ao poder até 2018 ainda durante o ano de 2014. Lutei com afinco desde essa época contra o petismo e soube, desde 2014, que o caminho do Brasil para tirar o petismo do poder e colocar os militares estava traçado. Enquanto alguns "analistas" previam que o Brasil estava fadado ao comunismo eterno após a eleição de Lula e que os militares não impediriam a ascensão total da esquerda como ocorrera na Venezuela eu sempre expus exatamente o contrário, mostrando que o guru da Virgínia não tinha razão. Então (desculpem pelo longo parágrafo) sinto a obrigação de compartilhar o que se desenha para o futuro próximo, mais uma vez transmitindo sob o auxilio dos guardiões superiores que desde 2014 tem ajudado de forma mais próxima esse trabalho de tentar desvelar com a maior clareza possível o que se desenha no horizonte da geopolítica brasileira

O primeiro ponto que devemos considerar quanto a essa manifestação é que ela não foi espontânea. Quando o presidente soltou a mensagem no whatsapp falando da incapacidade de conseguir governar o país e de um Congresso dominado por interesses escusos os grupos ideologicamente mais próximos do olavismo (os olavetes, a ala radical da direita) já estava avisada e pronta para começar a mobilização. O segundo ponto é que essa mobilização, motivada exatamente por esse texto do presidente não foi a pauta das reformas ou pacote anticrime mas sim contra o centrão, contra o Congresso corrupto. Os principais grupos organizadores, que se reconhecem claramente como olavetes e os principais influenciadores do youtube ideologicamente ligado ao olavismo deixaram isso bem claro, em vídeos, nos banners e tweets ainda que exista um pequeno verniz para tentar transmitir a imagem de que é uma manifestação pelas reformas. Não, essa é uma manifestação organizada por olavetes e com a pauta principal se manifestar contra o centrão. Esse é o motivo pelo qual, muitos membros moderados da direita como os generais Santos Cruz e Paulo Chagas, Janaina Paschoal, Joice Hasselman, parte da bancada do PSL, Lobão, Rodrigo Constantino, Arthur e demais membros do MBL e do Vem Pra Rua, além de parte expressiva do empresariado que apoiou Bolsonaro e os liberais da direita, como Marcel Von Hattten colocaram posição de não comparar a manifestação

A ala olavete é a verdadeira responsável pela crise de governabilidade que o presidente vem passando, exatamente pela total falta de senso estratégico e de articulação política, que começou exatamente no caso da comitiva do PSL que foi pra China e que foi achincalhada pelo guru da Virgínia (que poderia ter conservado de forma privada ou se manifestado de forma educada), isso sem falar no ataque direto a cúpula de militares escolhida pelo próprio presidente de forma anticristã, anticonservadora, com vocabulário que nem um filósofo de botequim usaria  e por motivos dos mais pueris como entrevista para o Bial (que o próprio guru também concedeu) ou fotos com membros da esquerda (sendo que o próprio Olavo afirmou que trabalharia com Suplicy e já tirou foto sorridente com Gilmar Mendes) tudo isso culminando com ataques das hostes olavistas contra outros membros da direita que lutaram de forma ostensiva para derrubar o petismo e pela divulgação das idéias da direita, como o caso da Janaina e do Arthur entre tantos outros.

Enquanto a ala olavete e os discípulos olavetanos não forem formalmente afastados e rechaçados pelo presidente (que ao contrário tem se aliado cada vez mais a esse grupo) será impossível formar qualquer aliança política mais sólida dentro do Congresso, pois os olavetanos enxergam os parlamentares do centrão (e alguns até mesmo o Congresso inteiro) como ilegítimo, corrupto. Como esperar que o governo firme uma aliança, uma base de votos dentro do Congresso e dentro da própria direita com uma ala histriônica que ataca todo mundo da própria direita porque acreditam que direita é apenas quem segue de joelhos o que Olavo diz ou ensina? É claro que não tem como dar certo. Por esses primeiros pontos a manifestação em si já seria um desastre do ponto de vista político, pois automaticamente dificulta ainda mais que o governo forme uma base política dentro do Congresso e dentro da direita, pois transmite a mensagem que o presidente pretende continuar alimentando a aliança pessoal com o olavismo.

Mas calma, ainda estamos no começo. Tem mais. Só existem três situações de mobilização popular que causam movimentação ou apreensão no Congresso.   

1) Em época próxima de eleição (os deputados ficam mais sensíveis ao clamor das ruas porque desejam a reeleição) e devemos considerar que os parlamentares estão com menos de 6 meses de mandato

2) Se a vontade popular expressa uma situação política já consolidada (exemplo: impeachment da governanta, ela já contava com alta rejeição dentro do Congresso e somado a isso o forte apoio popular pelo impeachment apenas acelerou a vontade da maioria do Congresso, inclusive porque boa parte dos parlamentares viu uma clara chance de acabar com a hegemonia petista)

3) O temor das forças armadas (o Congresso sabe que somente o Exército é capaz de mudar o sistema constituído, seja por vontade própria como foi no processo de abertura nos anos 80 ao ouvir a população ou por uma ameaça institucional, como foi nos anos 60 com a ameaça comunista)

Como o Congresso não está nem em época de eleição e muito menos há o temor que as forças armadas apóiem uma revolução popular para derrubar o poder Legislativo, não há qualquer temor por parte do Congresso, mesmo se que se coloque um milhão, três milhões de pessoas na rua, isso apenas vai aumentar a percepção do Congresso que Bolsonaro não deseja fazer política e que deseja alimentar o nós contra eles (ou seja, seus apoiadores mais radicais que são as olavetes contra o Congresso) 

Aqui é importante um adendo: como expliquei no post "Olavo versus militares" (deixarei o link ao final) Olavo não apenas lutou para derrubar o marxismo ou combater o marxismo cultural ( o que nesse ponto o colocou como aliado pontual da direita para eleger Bolsonaro) mas o seu objetivo vai além disso: ele acredita que somente um Executivo forte, na imagem de um imperador quase absolutista ou com poderes moderadores (algo que só existe hoje nas monarquias do Oriente Médio) aos moldes do absolutismo monárquico da Idade Média em estrita aliança com a Igreja Católica (a volta da Santa Inquisição funcionando como o novo STF) seria a única forma de se estabelecer um governo conservador e próspero (inclusive linkei no post todos os vídeos que ele mesmo afirma isso) o que explica não apenas a crença do guru de que a Idade Média era melhor do que a Renascença, o Iluminismo e o que veio depois (ou seja, as democracias modernas) como também explica a repulsa do "filósofo" ao heliocentrismo (óbvio, pois Galileu fora condenado pela "Santa" Inquisição) e a cientistas como Darwin, Newton e Einstein que trouxeram comprovações científicas que colocaram por terra conceitos bíblicos, o que obviamente um amante da Idade Média absolutista católica jamais toleraria. O olavismo acredita que é possível uma revolta popular que derrube os poderes constituídos e que permita a criação de um governo messiânico absolutista, acreditam inclusive que podem manobrar a população para realizar essa revolução e que conseguiriam sobrepujar até mesmo o Exército (que obviamente não permitiria a escalada de uma insanidade dessas). Por isso o esforço do olavismo em atacar os generais da cúpula do governo, pois na cabeça deles sem colocar o povão contra os militares não tem como se fazer revolução popular messiânica. 

Estão entendendo o que realmente está por trás da idéia que os olavetes têm dessa manifestação? 

Dito isso, o centrão não apenas está despreocupado com o tamanho da manifestação do dia 26 (por saber que as eleições ainda estão distantes e não há o perigo de uma intervenção militar) como já traçou a estratégia para anular o presidente Bolsonaro, independente que ele estimule mais duas, três ou dez manifestações nos próximos meses.  A estratégia é muito simples: Maia aproveitou o vácuo de poder político deixado pelo presidente para tomar conta do Congresso. Enquanto o presidente e a cúpula do governo tinha que se preocupar com crises internas desencadeadas pela cúpula olavista (contra Bebiano e depois contra os militares) deixou a articulação de lado, ou seja, não formou uma base parlamentar no Congresso.

E aqui é preciso dizer claramente: isso aconteceu porque o presidente se recusou a dialogar. O partido do presidente elegeu 55 parlamentares, a bancada liberal sempre apoiou a maioria das reformas (como vimos na votação da mp 870 e sobretudo do coaf) assim como boa parte da bancada ruralista, evangélica e da bala. Até mesmo dentro do chamado centrão (um grupo de mais ou menos 200 deputados que reúne gente de paridos pequenos do "baixo clero" bem como deputados do dem, mdb, pp e outros) o presidente contava no inicio do mandato com votos favoráveis, tanto isso é verdade que mesmo sem articulação alguma a votação do coaf rendeu 210 votos ao governo (sendo que o governo precisa de uma base de 310-320 votos) o que por si só ja anula a tese de Congresso corrupto ou centrão corrupto. A própria característica fisiológica de boa parte dos parlamentes do centrão é obter decretos e liberação do orçamento que estão perfeitamente de acordo com as regras republicanas de política. Bolsonaro simplesmente se recusou a fazer política, acreditou que bastaria ordenar e o Congresso obedeceria e que assim o país andaria, o que está longe de ser o regime presidencialista, no qual Executivo e Legislativo precisam dialogar.  

Maia se aproveitou desse vácuo político deixado pelo presidente e se elegeu com folga para presidente da Câmara em primeiro turno, conseguindo ele próprio formar maioria para votar o que quiser dentro do Congresso. O DEM, partido de Maia, conta não apenas com a presidência das duas casas, como um ministro importante no governo (Onyx) e controle do Congresso. Maia percebeu a partir desse ponto que por imprudência, Bolsonaro concedeu as ferramentas políticas necessárias para o DEM se cacifar não apenas como uma direita liberal moderada, mas também como o partido fiador das reformas econômicas. Não é segredo que DEM e PSDB planejam a fusão de forças e até mesmo dos partidos com vistas as eleições de 2022 para a presidência e governos. Então qual a estratégia adotada? Ninguém quer assumir em 2022 um país quebrado ao mesmo tempo que sangrar politicamente o presidente apenas causaria maior agitação do eleitorado (afinal ele foi eleito com quase 60 milhões de votos) então Maia decidiu que a estratégia seria isolar politicamente Bolsonaro, ou seja, impor sucessivas derrotas no Legislativo e ao mesmo tempo fazer com que o próprio Congresso proponha as leis e projetos, como aconteceu nessa semana com a reforma tributária e mesmo dentro da própria reforma da previdência. Isolar politicamente o presidente mostrando para a nação que ele não tem poder algum de gestão política e que todas as reformas pelo bem do país estão sendo criadas e conduzidas apenas pelo Legislativo. Um presidente que fique sem força política dentro do Congresso por quatro anos e um conjunto de parlamentares mostrando serviço aprovando uma série de reformas econômicas é a estratégia de Maia para cacifar o DEM para as eleições presidenciais de 2022, algo que para Maia seria mais interessante do que paralisar economicamente o governo ( o que a não aprovação do crédito suplementar de 250 bi faria), pois isso apenas atrasaria o protagonismo do Congresso na retomada do crescimento do país e ao mesmo tempo uma eventual pedalada ou processo de impeachment contra Bolsonaro apenas insuflaria agitações sociais e a subida de um general (Mourão) a cadeira presidencial)

Essa é a estratégia de Maia que sabe que mesmo não consiga derrotar Bolsonaro em 2022 através de um candidato (provavelmente Dória) mesmo assim poderá agir da mesma forma por mais 4 anos. Outro ponto nessa variável é que dificilmente os militares apoiariam a reeleição de Bolsonaro caso ele insista até 2022 em permanecer aliado do olavismo e sem formar uma base política no Congresso. Naturalmente nomes como Guedes e em especial Moro seriam os escolhidos para representar uma direita mais moderada, enquanto cada vez mais o presidente, nesse cenário, estaria isolado politicamente dentro do Congresso e cada vez mais identificado com o olavismo.

Ou seja, em todos os cenários possíveis essa manifestação e a insistência de Bolsonaro em não formar uma base política no Congresso e continuar alinhado ao grupo dos olavetes vai deixá-lo cada vez mais imobilizado na presidência, restando insistir em chamar as pessoas para as ruas o que tende a gradualmente enfraquecer, sobretudo se o Congresso conseguir passar as reformas econômicas que deseja

A única, única saída do presidente é TRABALHAR, fazer POLITICA dentro do regime presidencialista, parar de atiçar as ruas e de dizer que não pode governar, aceitar o jogo democrático como ele é, formar uma maioria simples no Congresso e começar a governar, qualquer tentativa fora disso ou que estimule algo fora disso é um tiro no pé e que só vai atrasar a capacidade política do presidente de governar

Não há como governar pelo twiter ou achar que as ruas farão a articulação política que ele não tem feito na sua base. Já falei aqui, tem que por a Joice na articulação com o Congresso, pacificar o PSL, negociar homem a homem com os elementos da bancada ruralista, da bala, dos evangélicos e procurar atender, dentro dos limites republicanos, as demandas da bancada mais fisiológica que é o centrão, visto que o único grupo que realmente não tem como o governo tirar da oposição é o grupo de 140 parlamentares do pt, psol e satélites marxistas.

Se o presidente joga o centrão todo no colo do Maia e não forma nem uma base com aqueles que ele ajudou a eleger, então como ele espera aprovar as coisas no Congresso? Na base do grito, do xingamento, com os pitbulls de twiter? Com a seita olavetana que acha comunista qualquer um que discordar uma vírgula do guru desbocado da Virginia?

Tá na hora do presidente escutar os militares e a ala sensata da direita e começar a trabalhar, parar de fazer "nós contra eles" com o Congresso e começar a unir a sua base e iniciar um grande dialogo de conciliação com o Congresso e com o povo pelas reformas como foi feito na época do plano real, sem isso o governo vai naufragar nas mãos de um parlamentarismo branco, pois se o presidente abre um vácuo de poder, o Legislativo toma conta e não adianta gritero na rua e twet malcriado ou se achar enviado de Deus que isso não vai mudar a posição dos parlamentares.

Por isso eu e vários outros da direita não apoiamos essa manifestação do dia 26, manifestação essencialmente organizada por olavetes e que em nada vai contribuir para a harmonia dos poderes e para o governo do presidente, pelo contrário, vai enfraquecer ainda mais o presidente diante do Congresso.

Bolsonaro tem tudo para fazer um bom governo, não é difícil unir uma base de 310 parlamentares, sendo que 210 já se mostraram dispostos a participar do governo. Mas isso só vai acontecer com dialogo e política dentro do Congresso e não com griteiro contra o centrão ou maluquices messiânicas antidemocráticas de gente que nunca foi cristã ou conservadora, mas essencialmente marxistas de direita.

Essa manifestação do dia 26 apenas vai ajudar a afundar politicamente o presidente dentro do Congresso. O que realmente vai fazer com que ele consiga governar é formar uma base política no parlamento, romper formalmente com a seita olavetana e começar a tomar pra si o protagonismo político para o qual foi eleito, não porque seja um messias ou um enviado para ser o imperador do Brasil, mas pelo voto de milhões para exercer um mandato dentro do regime democrático e dentro dos protocolos republicanos permitidos. Qualquer coisa fora disso é afundamento político.

Olavo versus militares - Vamos entender o que está acontecendo:



O projeto absolutista olavista versus os militares:



As previsões trazidas desde 2014 sobre a geopolítica do Brasil cumpridas nos últimos anos:



18 de mai. de 2019

Bolsonaro e o Futuro Próximo do Brasil – Como o Presidente pode Evitar o Impeachment


Hoje o tio Zé trará noticias alvissareiras para os leitores que estão em cólicas com os últimos acontecimentos. Sem panos quentes, sem dourar a pílula, mas mandando a real e mostrando que temos um bom caminho de salvação do Brasil, nem tão difícil assim e que permitirá que o presidente cumpra seu mandato. Tá curioso? Então lá vem textão 

Muita gente perguntando se Bolsonaro vai chegar ao final do mandato e como será o futuro próximo do país. Então vou recapitular exatamente o que previ (com boa medida de acerto diga-se de passagem) até aqui e quem quiser conferir busque ler os posts que serão citados

Primeiro de tudo: previ lá em 2014 que teríamos a queda definitiva e a ascensão dos militares. Está escrito em pormenores no livro "Brasil o Lírio das Américas". E mais ainda: um cenário de duas grandes possibilidades com os militares no poder: um de união pelas mudanças e outro de revolução, confrontos, em especial a partir de 2020 (essa parte inclusive eu linkei no texto com a imagem do Paulo Guedes sobre os 3 principais pilares econômicos que precisamos aprovar nas próximas semanas). Ou seja, deixei bem claro: ascensão dos militares.

Em texto de 06 de dezembro de 2018 publicado aqui na fanpage falei amplamente sobre alguns delírios das olavetes. Quando os ataques mais abertos contra os militares começaram deixei ainda mais claro que só existia governo Bolsonaro se fechado com os militares. Isso está claro em vários textos em especial a partir de 2019

Dentre esses textos mencionei também que na queda de braço entre militares e os filhos do presidente, os militares venceriam, como tem vencido, mas que ainda assim teríamos problemas até o final do ano por insistência dos filhos. Ao mesmo tempo afirmei que teríamos a aprovação da reforma da previdência (essas informações estão nos texto de 15 de fevereiro e 21 de fevereiro)

No texto de 22 de dezembro de 2018 deixei claro o caminho necessário para o desaparelhamento do Congresso e do STF: um profundo processo de união do governo com os militares e a população debatendo reformas e já preparando a população para um plebiscito (semi constituinte) em 2020 se as reformas fossem barradas no Congresso. Nada disso foi feito, nem articulação com a população, nem qualquer diálogo estratégico com o Congresso e o pior ponto: permitir que gente da direita xingasse os militares, a alta cúpula do governo sem a devida resposta do presidente. Inclusive o inicio dessa crise, com a demissão do Bebiano que iniciou todo o processo de tentativa de fritura dos militares por conta das olavetes foi previsto no post do dia 04 de fevereiro

Portanto os alertas foram feitos com antecedência, assim como as previsões dos cenários que estavam por vir caso os caminhos corretos não fossem tomados. A partir do momento que o presidente escolheu os rumos que escolheu é óbvio que ele se aproxima muito mais do cenário revolucionário de 2020 descrito no livro que lancei em 2014 (Brasil o Lírio das Américas).

Ainda dá pra salvar o governo e evitar todo esse cenário, mas como disse nos dois últimos posts: não há tempo para meias medidas. E sinceramente eu não sei se o presidente está disposto a romper com o olavismo e fechar 100% com os militares, seguindo os conselhos destes de iniciar um profundo diálogo e conciliação com o Congresso, uma profunda campanha junto a população e ao Congresso como aquela feita para o plano Real. 

Sinceramente eu não vejo essa disposição no presidente, ao contrário, ele não aproveitou o capital político dos primeiros 3 meses de governo no qual deveria ter estreitado laços com o Congresso e com a população, ao contrário, crises internas dentro da própria direita foram alimentadas assim como discursos de fechamento do Congresso. Como esperar que o Congresso trabalhe por reformas se o governo não busca diálogo e ainda estimula sua base de eleitores a achincalhar o Congresso como símbolo da "velha política", colocando todo mundo (inclusive a base aliada eleita) no mesmo balaio de corruptos da velha política contra o país? O governo conseguiu a proeza de não formar sequer a base coesa no próprio partido com mais de 50 parlamentares (e em boa parte pelas críticas intestinas do olavismo contra os deputados). Bolsonaro contava com vários parlamentares simpáticos as reformas econômicas no início do mandato, desde os liberais do novo e mbl, passando pela bancada ruralista, da bala e evangélica e ao invés de unir essa base ele simplesmente achou que ia ordenar e todo mundo iria obedecê-lo sem contestação, sem diálogo? Bolsonaro deu as costas para o diálogo com a sua própria base, sequer formou uma base no Legislativo deixou um vácuo de comando aberto que obviamente não ficaria vazio, entregou de mão beijada o controle de todo o Congresso nas mãos do presidente da Câmara. 

O QUE MAIA E O CENTRÃO DESEJAM?

Maia deseja protagonismo, se colocar como uma opção moderada contra o petismo e menos histriônica do que o olavismo, por isso tem feito questão de dizer que "vai aprovar as reformas sem o governo ou apesar dos sobressaltos internos do governo", pois ele quer ganhar tutano político junto com o Congresso em cima da briga entre governo / militares versus ala olavista. Pra isso Maia tem usado, ou melhor, manipulado a seu favor o interesse da banda podre do centrão (parlamentares de oposição e também gente suspeita ou enrolada com a justiça) juntamente com o grupo dos insatisfeitos com a postura agressiva do governo de dizer que é tudo culpa do Congresso corrupto. Maia deseja cacifar o DEM para as próximas eleições, tanto nas prefeituras como nos governos, por isso tem reafirmado que a reforma da previdência vai passar e tem dado continuidade a reforma tributária. Esse é o objetivo e estratégia de Maia: mostrar protagonismo do Congresso, que estão trabalhando e que quem está tumultuando e batendo cabeça é o governo. 

Dito isso não é muito complicado estrategicamente para o governo reverter isso, pois assentando e pacificando a própria base (sobretudo o próprio partido) o governo rapidamente retomará o controle da maioria que precisa e pode assim dividir o protagonismo com o Congresso (algo que Bolsonaro estava tentando fazer antes que a crise envolvendo o nome de Santos Cruz viesse a baila por parte da ala olavista), pois o interesse de Maia (eleito por ampla maioria do Congresso em primeiro turno) e do centrão (a maioria de bancadas simpáticas ao programa do governo e anti petista) não é ser um novo pt mas sim um grupo com protagonismo político e que exatamente por isso tem reagido impondo tantas derrotas ao governo, pois não aceita a postura do governo de condenar todo o Congresso como corrupto ou contra o Brasil e ao mesmo tempo se aproveitam da falta de coesão do governo (ataque da direita histriônica contra os militares) para ganhar musculatura dentro do Legislativo sobre o Executivo.

Por tudo isso não é difícil para o governo conciliar os interesses do Executivo com o Legislativo, o ponto central é que pra isso a ala histriônica da direita (olavismo) precisa ser afastada, pois está claro para o Legislativo que é ela que estimula o discurso mais agressivo contra o Congresso   

O TRUNFO PARA VENCER AINDA DENTRO DA DEMOCRACIA

O caminho para solucionar esse imbróglio está nos dois textos que escrevi recentemente (linkarei ao final), mas resumindo: a ÚNICA saída para Bolsonaro é fechar com os militares em prol da união com o povo e com o Congresso por um grande pacto entorno das 3 ações/reforma econômicas para reerguer a economia, pois se continuar permitindo olavistas atacando o governo (sem que de uma resposta dura) ou estimular caneladas contra o Congresso por parte dos seus eleitores, aí é que não sai apoio algum no Congresso. É preciso também pacificar o PSL, unindo os políticos da base aliada com os militares deixando claro para ambos que não será mais aceita interferência olavista no governo, um compromisso pessoal do governo que o olavismo será retirado do governo e que nenhum ataque de qualquer olavista contra o governo ficará sem uma dura resposta do presidente.

Essa é a única saída, pois sem esse apoio político e dos militares nada impedirá Bolsonaro de ser impichado, visto que sem crédito suplementar ele terá que pedalar para pagar salários e aposentadorias e outras despesas da União e não terá apoio político para escapar de um impeachment. Mais ainda: sem esse apoio ou pacto com os militares, os militares não terão motivo algum para fechar Congresso ou impedir o processo de impeachment, pois terão um vice (Mourão) muito mais alinhado com o Alto Comando e com a base política simpática as reformas pronto para assumir. Então só há esse caminho para Bolsonaro não ser impichado, união total com os militares, foco em congregar a base e o Congresso e fundamentalmente limar o olavismo do governo, um pacto formal com todos esses atores políticos.

Caso faça isso Bolsonaro e o governo terão o discurso claro de união e de apoio popular pelas reformas colocando o ônus da aprovação nas costas do Congresso, ao mesmo tempo que contarão com a simpatia daqueles que desejam as reformas mas que não desejam ser colocados no mesmo balaio de petistas e parlamentares investigados. Ou seja, o governo precisa parar de afastar os aliados em potencial e pra isso precisa mudar a postura na articulação como expus aqui.

Se mesmo assim tudo isso não der certo, Bolsonaro terá ainda o apoio dos militares e poderá tentar uma cartada no caso do crédito suplementar não ser aprovado: um plebiscito pela aprovação de algumas reformas, pois pelo art 18 da CF basta apenas metade mais um voto no Congresso para esse tipo de decreto pelo Legislativo. Por isso ele precisa se unir aos militares e criar uma mínima base coesa dentro do Congresso, pacificar os ânimos. Essa é a forma de burlar, democraticamente, um Congresso que porventura tenha um número alto de parlamentares que não deseja trabalhar pelas reformas, apenas com metade dos parlamentares o governo pode governar por  plebiscito (isso ocorre muito na Suíça e já foi até dado como exemplo por Paulo Guedes em entrevistas) nas questões que não forem passíveis de decreto presidencial.

O grande “pulo do gato” nessa questão é que, pela lei, não existe uma definição constitucional apontando se o resultado do plebiscito precisa ser cumprido imediatamente pelo Congresso ou se seria apenas uma “consulta” que ainda assim precisaria de 3/5 dos votos no parlamento para ser aprovada (o que não faz sentido, afinal o plebiscito é exatamente para mostrar a opinião direta da maioria popular acima do Legislativo, escolhido pela mesma maioria popular). O grande pulo do gato é já colocar no plebiscito uma lei que legisle sobre o tema, ou seja, o resultado da votação do plebiscito deve ser de implementação imediata. Com esse artifício o governo que conta com amplo apoio popular mas limitações de negociação com o Congresso tem uma forma mais fácil de aprovar medidas importantes sem que precise de 3/5 dos votos mas sim apenas a metade dos votos mais um, tanto do Congresso como da população

Todas essas estratégias são caminhos melhores do que uma intervenção militar pelo artigo 142. Até porque no caso da maioria do Congresso aprovar o plebiscito e a maioria da população apoiar determinada medida do governo isso facilitaria muito mais uma resposta dos militares (art 142) contra qualquer barreira colocada pela presidência da Câmara ou no STF, com uma prova clara que o Legislativo estaria se recusando a cumprir a vontade da maioria. Essa é a brecha que Bolsonaro tem para acelerar o processo de reformas. 

Com o mínimo de coesão política com sua base e os militares Bolsonaro pode plenamente governar, pois mesmo que não tenha 2 terços do Congresso ele conta com metade além do apoio da população e pode dar essa "pedalada" no Congresso, dentro da lei e dentro da democracia. O ideal seria fazer isso apenas nas eleições de 2020, mas se a coisa toda se precipitar de forma intensa como tem se desenhado no horizonte, então ainda em 2019 isso pode ser feito. É um trunfo que Bolsonaro tem para negociar positivamente com o Congresso, pois todo mundo sabe do poder que ele tem nas redes e que se entrarem em um acordo, o Congresso pode evitar a exposição ao voto popular mostrando claramente que o Legislativo agiu contra o interesse da maioria da população caso não aprove alguma das reformas.

O caminho mais uma vez está ai presidente, não é difícil, mas não há mais tempo pra erros e meias medidas 

Os três pilares econômicos:


O caminho para sair da crise:


Por fim é importante que eu retifique dois erros no meio desses acertos: a grande guerra que se aproximava não era apenas em relação ao STF e a banda podre dentro do Congresso (não o Congresso inteiro), mas em relação a própria ala olavista e apesar de ter visto essa guerra no horizonte próximo (o texto foi publicado em final de março) não vislumbrei de forma clara que a ação do olavismo seria tão daninha ao governo:


"O STF e a banda podre do Congresso sabem que Bolsonaro precisa do apoio do Congresso para aprovar a fundamental reforma da Previdência e por isso ele não pode agora governar por medida provisória ou decreto. Exatamente por isso eles estão endurecendo o jogo, tanto com o acordão para dificultar a investigação dos crimes de corrupção pela Lava Jato como dificultar a aprovação do pacote anticrime de Moro. O objetivo é testar o novo governo, testar a capacidade de reação política e saber ate onde Bolsonaro, Moro e os militares estão dispostos a ir para combater a corrupção.

O governo precisa juntar os aliados para aprovar as duas reformas juntas, Previdência e pacote anticrimes (que na prática cria uma lei e põe abaixo o acordão feito pelo STF) ao mesmo tempo que precisa anular a pec da bengala, pois só assim Bolsonaro poderá desaparelhar a corte. 

Só que para juntar os aliados, Bolsonaro precisa de ARTICULAÇÃO o que falarei a seguir"

Texto completo:


E o segundo erro foi superdimensionar a aprovação das medidas econômicas (como a Previdência que acredito sim será aprovada entre junho e julho como previsto) e minimizar a capacidade de geração de crise do governo, o que resulta numa avaliação improvável de crescimento de 5% para o final desse ano. Se fizermos os 3 pilares citados nesse texto dá pra buscar uns 3% mas realmente, os 5% está fora do horizonte para esse ano de 2019

As previsões cumpridas desde 2014 sobre o futuro próximo do Brasil (clique na imagem abaixo):