20 de mar. de 2026

SOL E ASCENDENTE - A DINÂMICA INTERNA E EXTERNA NO CRESCIMENTO PESSOAL

 

A grande maioria das pessoas que apresenta algum interesse pela Astrologia normalmente compreende que o Sol (signo solar) e o Ascendente (signo do Ascendente) são duas das mais importantes posições astrológicas que apontam algumas das principais características da personalidade de uma pessoa. A definição não é errada, mas incompleta, pois o principal papel dessas duas posições no mapa é apontar a dinâmica entre o interno (o que está dentro emocionalmente e intelectualmente) e o externo (acontecimentos e situações exteriores). 

Primeiro conceito que o leitor precisa se familiarizar é que cada uma das 12 casas astrológicas (incluindo a casa 01 e seu ponto inicial, o Ascendente) representa um conjunto de assuntos e situações externos, agindo sobre a pessoa. 

A casa 04, por exemplo, representa as questões relacionadas à família e situações (exteriores) relacionadas ao desenvolvimento da segurança emocional, da mesma forma que a casa 10 (e o ponto que demarca o início dessa casa, o Meio Céu) demarca as situações (exteriores) relacionadas à vida profissional, status social e financeiro. Já o signo predominante na casa vai apontar a forma como esses assuntos e situações externas tendem a ser desenvolvidos pela pessoa que possui essa posição no mapa. 

Alguém por exemplo que tenha um Gêmeos na casa 04 poderá encontrar uma família onde exista comunicação ou incentivo familiar para se comunicar melhor (obviamente se a casa estiver bem posicionada e aspectada), já se a pessoa possuir um Leão no Meio Céu ou na casa 10 muito provavelmente situações na vida profissional levarão a pessoa a precisar utilizar a própria imagem para se destacar, situações que dificilmente deixarão a pessoa nos bastidores (a não ser que o regente, nesse caso o Sol, estivesse muito enfraquecido no mapa ou se a própria casa 10 em Leão estivesse muito tensionada, por exemplo, com Escorpião, nesse caso prenunciando problemas envolvendo sexualidade e magia atingindo a vida profissional. 

Ou seja, casas e signos nas casas apontam como situações e assuntos exteriores tendem a acontecer ao longo da vida da pessoa, os fatores externos. Já os planetas representam os fatores internos, ou seja, as características pessoais que a pessoa tende a apresentar de acordo com o conjunto de arquétipos do signo que rege aquele determinado planeta. 

CASAS CHEIAS E CASAS VAZIAS 

Compreender essa diferença é importante, especialmente nas casas vazias (sem a presença de planetas) e também nas casas com muitos astros (em alguns casos quatro ou até cinco astros na mesma casa), onde a casa pode estar mal aspectada (por conta da maioria dos astros na casa sob tensão), mas eventualmente com um dos astros bem posicionados nessa casa, o que significa dizer que mesmo os impulsos externos sendo na maioria dos assuntos daquele casa impulsos desafiadores, ainda assim aquele determinado astro bem aspectado tende a responder bem e superar melhor dificuldades relacionadas ao tema daquela casa. Na parte final desse estudo trarei um exemplo prático sobre esse tópico. 

PLANETAS E A CONSTRUÇÃO DO EU INTERNO 

A Lua vai representar, por exemplo, como a pessoa busca internamente a segurança emocional, lidar com os seus sentimentos e emoções: uma Lua ariana (especialmente em mapas femininos) normalmente vai desenvolver desde muito jovem uma postura emocional mais combativa (arquétipo ariano) diferente de uma Lua pisciana que tenderá a apresentar uma capacidade maior de adaptação das emoções e sentimentos. Obviamente que se uma dessas Luas cair em uma casa bem aspectada o desenvolvimento emocional tende a ser menos turbulento, permitindo o desenvolvimento de atributos emocionais mais positivos do signo regente (seja Áries ou Peixes no exemplo acima). Ou seja, o signo de um astro aponta como a pessoa vai agir segundo o somatório de características emocionais e psíquicas internas que já possui dentro de si, já o signo de uma casa aponta como os temas e situações externas relacionados à determinada casa, trazidos por outras pessoas, agirão externamente sobre o “eu interno” da pessoa. 

Compreendido que casas e signos nas casas apontam como situações e assuntos externos tendem a acontecer na jornada de aprendizado da pessoa e também compreendido que os planetas representam os fatores internos ou características da pessoa, é importante compreender o segundo conceito dessa dinâmica: que o Ascendente (ponto que demarca o início da casa 01) é a casa mais importante que influencia as demais casas, da mesma forma que o Sol é o astro mais importante e que influencia os demais astros do mapa. 

SOL E ASCENDENTE – GUIA INTERNO E GUIA EXTERNO 

Isso acontece porque a casa 01 e o Ascendente representam a forma como a pessoa é motivada (por situações externas) a projetar a sua imagem nas outras pessoas, como é motivada (externamente) a iniciar novas fases da vida, ou seja, como é incitada a reagir. O Ascendente é a posição do mapa que representa as máscaras sociais que a pessoa aprende a utilizar em público e ao mesmo tempo a forma como é vista ou gostaria de ser vista. 

Já o Sol (signo solar) aponta como a pessoa constrói a sua personalidade, sua individualidade, sua essência, sua autoridade pessoal, seu interior psíquico e emocional. Dessa forma, tanto nos assuntos da casa 04 (família) ou da casa 10 (vida profissional) ou de qualquer outra casa, sempre existirá uma influência do Ascendente nessa forma de manifestação (pois a pessoa sempre tenderá a usar as características do signo Ascendente, negativamente ou positivamente, para iniciar novos caminhos ou projetar sua imagem pessoal/máscara sobre as outras pessoas), da mesma forma que o signo solar (Sol) vai influenciar os demais astros do mapa, pois tanto a comunicação pessoal (Mercúrio), como o emocional (Lua), como a capacidade de luta (Marte) estão diretamente ligadas com a estruturação da personalidade, individualidade e autoridade pessoal (representados pelo Sol). 

Por tudo isso é fundamental compreender esses dois conceitos, pois de forma resumida o Ascendente vai apontar prioritariamente como lidaremos inicialmente com as questões externas (situações, assuntos) influenciando a manifestação dos signos nas demais casas do mapa (que mostram essas situações e assuntos externos), da mesma forma que o Sol (signo solar) vai apontar prioritariamente como lidaremos internamente na construção da personalidade e individualidade. 

Se as casas astrológicas representam os desafios e caminhos da jornada (do herói), os astros do mapa representam a mochila que o herói (ou heroína) solar carrega internamente (suas emoções, sua capacidade de comunicação, sua disposição de luta para percorrer os desafios, situações e assuntos da casa que compõe o caminho da jornada). Os desafios exteriores surgem no caminho/estrada (casas astrológicas e seus signos) enquanto que a pessoa lida com eles segundo aquilo que carrega na sua “mochila” (astros e seus signos). Essa mesma dinâmica entre fatores externos e internos também existe nos trânsitos astrológicos que apontarão se uma “tempestade” ou “um dia ensolarado agradável” se desenham no horizonte no caminho que a pessoa está trilhando, fatores dinâmicos externos que a pessoa precisará lidar. 

Ok Zé, vamos tentar compreender isso na prática. Relembrando que “a casa 01 e o Ascendente representam a forma como a pessoa é motivada a projetar a sua imagem nas outras pessoas, como é motivada (externamente) a iniciar novas fases da vida. É a posição do mapa que representa as máscaras sociais que a pessoa aprende a utilizar em público e ao mesmo tempo a forma como é vista ou gostaria de ser vista” então alguém que, por exemplo, tenha um Ascendente em Touro vivenciará ao longo da vida fatores e situações que o motivem a buscar segurança e solidez financeira, especialmente através dos assuntos da casa na qual o regente (nesse caso Vênus) estiver posicionado. Vamos supor que essa Vênus esteja na casa 04, então nesse cenário específico as questões familiares (externas) desempenhariam papel fundamental na busca por segurança e solidez financeira: se o Ascendente, casa 01 e regente estiverem somando mais aspectos benéficos do que maléficos, então é um sinal no mapa de que esse caminho tende a ser mais facilitado. 

Porém o fato do caminho exterior ser facilitado não significa que a pessoa vá aproveitar tais facilidades: se nesse mesmo exemplo Sol e Vênus estão em Leão e ambos estão sob tensão, então manifestações negativas do arquétipo leonino na personalidade (como por exemplo quadraturas no mapa natal sobre esse Sol) podem eclodir levando tanto à problemas de comunicação (se esse Sol leonino mal aspectado estiver na casa 03) como à problema específico de relacionamento com alguém do núcleo familiar, especialmente figura de poder na família se o Sol em Leão na casa 04 está sob tensão. Considerando isso, tanto o Sol natal como o astro regente do Ascendente serão indicativos bastante relevantes sobre como a pessoa, do ponto de vista astrológico, desenvolverá a sua personalidade, pois se o Sol ou especialmente Sol e astro regente do Ascendente estiverem sob tensão no mapa natal (recebendo quadraturas) então é um indicativo poderoso de que a pessoa internamente tenderá a desenvolver característica ou características negativas do arquétipo do signo do Sol ou do signo do astro regente do Ascendente, o que nesse caso exige um trabalho ainda mais específico de crescimento/reforma exatamente sobre essas características negativas associadas ao arquétipo astrológico, trabalho que normalmente é intensificado quando a pessoa recebe algum trânsito astrológico importante ao longo da vida. 

UM EXEMPLO PRÁTICO – KATY PERRY

O mapa acima é de Katy Perry, cantora nascida em 25 de outubro de 1984 às 07h:58m na Califórnia, uma escorpiana “tripla” com Sol, Ascendente e Lua escorpiônicos. 

Como expliquei ao longo do estudo, um Ascendente e casa 01 bem aspectados vão influenciar beneficamente as demais casas (mesmo que mal aspectadas), da mesma forma que um Sol bem aspectado vai influenciar beneficamente os demais astros do mapa. Da mesma forma em um conjunto de astros na casa 01 (como é o exemplo do mapa) mesmo aqueles que em minoria tiverem mal aspectados terão esse mau aspecto enfraquecido pela maioria que está em bom aspecto, exatamente o que acontece no mapa desse exemplo: 

Katy possui Lua e Saturno conjuntos em Escorpião na casa 01, ambos em forte quadratura com o Meio Céu em Leão, uma posição que caso fosse analisada sem levar em conta o contexto do mapa (e a regra ensinada nesse estudo) provavelmente faria um astrólogo com pouca experiência acreditar que essa pessoa teria muitas dificuldades e pouca chance de êxito na vida profissional. 

Porém o Ascendente conjunto com Mercúrio (também em Escorpião) está em forte sextil (benéfico) com Júpiter natal (a partir do Ascendente) e com Marte (a partir de Mercúrio), dessa forma temos duas posições na casa 01 (Ascendente e Mercúrio) em bom aspectos e duas posições na casa 01 (Saturno e Lua) em mal aspecto, dessa forma a casa 01 não vai influenciar negativamente as demais casas do mapa, não apenas porque tem um equilíbrio entre dois aspectos ruins e dois bons, mas porque o preponderante (o Ascendente em si) está muito bem aspectado. 

O mesmo ocorre em relação a análise da Lua e Saturno que estão sob tensão: como também expliquei antes, o Sol natal terá uma influência sobre os demais astros do mapa e o Sol natal no exemplo do mapa está em excelente sextil com Netuno natal. Com o Sol bem posicionado e Ascendente bem posicionado as tensões externas e internas relacionadas à quadratura envolvendo Lua e Saturno quadrados com o Meio Céu ficam bastante enfraquecidas. Além disso tudo, o Ascendente (projeção da imagem pessoal) em conjunto com Mercúrio (comunicação/canto) bem aspectado com a casa 02 em Capricórnio (facilidade para usar dons pessoais na vida profissional) e com a casa 03 também em Capricórnio (facilidade para usar a comunicação na vida profissional) aponta um mapa bastante favorável para o trabalho com a música. 

Indo mais além considerando as posições de estudo do mapa de poder pessoal, vemos que o regente do Ascendente (Plutão, regente de Escorpião) está iluminado pela conjunção com o Sol e também em Escorpião, o que aponta para uma pessoa com poder pessoal e iniciativa/motivação potencializados se buscar direcionar as emoções profundas de Escorpião para a busca do prazer de viver, da libido pela vida, tendo como principal força (mostrada na posição de Marte) o uso da comunicação na vida profissional, exatamente o que ela procurou fazer em uma caminho que estava facilitado pelas posições do Sol e Ascendente enfraquecendo as tensões sobre o Meio Céu. Por tudo isso que é importante analisar o conjunto de posições, pois nem sempre (como mostra esse exemplo) uma casa 10 ou um Meio Céu sob forte tensão apontarão para dificuldades ou “azar” no desenvolvimento profissional (situações externas no caminho), especialmente quando Sol e Ascendente estão bem posicionados. 

Para o estudante de Astrologia interessado em se aprofundar nesse estudo, um outro mapa interessante para realizar a análise explicada nesse estudo é o mapa do Arnold Schwarzenegger. 

As previsões para o mês de março:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/03/previsoes-marco-guerras-e-rumores-de.html

ASTROLOGIA PREDITIVA E AUTOCONHECIMENTO – AGENDA DE MAPAS 

Quem tiver interesse em um estudo mais detalhado através da Astrologia preditiva (previsões) feito através do Mapa Anual (que engloba a análise das oportunidades e dificuldades para os próximos 12 meses) entre em contato no email ou no perfil pessoal do face (que deixarei a seguir) para maiores informações sobre agenda, como funciona o trabalho e valores. Maiores informações sobre o trabalho com a Astrologia (também na área de autoconhecimento com o Mapa de Poder Pessoal) nos canais de contato a seguir:  

Perfil pessoal no face:

https://www.facebook.com/josemaria.alencastro/

Email: profecias2036@gmail.com


13 de mar. de 2026

CICLOS ENCARNATÓRIOS E AS ENCARNAÇÕES PRÉ-EXÍLIO

 

Uma das coisas que sempre despertou o meu interesse dentro das experiências projetivas (além de antever cenários futuros e dessa forma testar a autenticidade das percepções no mundo astral) foi o acesso às informações sobre novas tecnologias no mundo espiritual (que normalmente está algumas décadas à frente daquilo que existe no mundo físico). No textão a seguir vamos descobrir uma nova tecnologia que o mundo Espiritual está utilizando para colaborar no processo de exílio planetário e Transição Planetária. 

Nos últimos dias, apesar de todos os acontecimentos bélicos no planeta (em boa medida previstos em detalhes há mais de um ano aqui nesse espaço), os amigos espirituais me acompanharam em uma experiência projetiva para um tema sem qualquer ligação direta com os atuais acontecimentos geopolíticos da humanidade: um estudo sobre os ciclos encarnatórios e como tem sido feita a preparação nas últimas décadas para as encarnações do período pré exílio (ou seja, das últimas décadas que precedem o grande exílio, programado para acontecer no seu auge em meados de década de 30, quando o processo de mudança de patamar evolutivo do planeta será definitivamente executado, deixando de ser um mundo expiatório e passando a ser um mundo em Regeneração). 

Segundo explicaram os amigos espirituais durante a experiência projetiva, uma nova tecnologia e ao mesmo tempo uma nova estratégia foi adotada pelas Hierarquias Superiores (que conduzem o processo de Transição) nas encarnações ocorridas nos últimos 50 anos (a partir de meados dos anos 70), quando a humanidade terrena ainda engatinhava no desenvolvimento dos computadores e na compreensão de várias doenças, porém naquela época o mundo espiritual já apresentava a maioria dos avanços tecnológicos que conhecemos atualmente. 

Com o grande volume de almas encarnando a partir desse período e ao mesmo tempo a maioria delas tendo a derradeira oportunidade encarnatória na Terra antes do grande exílio (e dessa forma tendo a chance de conquistar o necessário patamar evolutivo para não serem exiladas), as entidades que conduzem toda a organização kármica da coletividade terrestre buscaram otimizar ao máximo essa derradeira oportunidade, para que entre esse grande número de almas reencarnantes, um número expressivo delas pudesse aproveitar a última oportunidade (os trabalhadores da última hora) para conquistar o "passaporte" para a Terra de Regeneração. 

Nos últimos dois mil anos, segundo informaram os amigos espirituais nessa experiência projetiva, as almas que reencarnavam não apenas vivenciavam um período maior na erraticidade (no mundo espiritual antes do reencarne) como também vivenciavam um planejamento evolutivo muito mais lento e gradual, aquilo que os amigos espirituais nominaram como "ciclos encarnatórios" e funcionava da seguinte forma: após uma série de várias encarnações, a pessoa (e sua ficha kármica) era avaliada pelo Conselho Kármico que identificava qual era o principal defeito da pessoa a partir da sua assinatura energética, o ponto fundamental que aquela determinada alma de forma constante e repetitiva, encarnação após encarnação, persistia em repetir. 

Se, por exemplo, tivesse exercido de forma reiterada o poder e violência contra outras pessoas, a primeira encarnação do novo "ciclo" seria em uma condição totalmente oposta, seja de grande fragilidade ou encarnando em um grupo tribal ou social oprimido por outros grupos e não raro no momento de morte ou nos dias que ficava se recuperando de alguma ferida, a lembrança do passado de encarnação pregressa vinha à tona. Quando após uma ou várias encarnações a alma se mostrava cansada daquele ciclo de sofrimento e apresentava os primeiros e sinceros lampejos de mudança, então o Conselho Kármico permitia o segundo passo desse ciclo: a alma então encarnava em uma condição social mais equilibrada, fora dos focos de grande violência no planeta e, caso confirmasse o início de uma verdadeira mudança, então definitivamente vivenciava a grande prova no final desse "ciclo": voltava a encarnar em uma posição de grande poder e tendo por prova colocar fim a um determinado núcleo ou ciclo de violência que estivesse inserida. Era dessa forma que nos séculos passados a jornada evolutiva da maioria das almas era estruturada, obviamente não considerando aquelas almas que fugiam por séculos da encarnação e se aliavam à grupos trevosos de forma determinada. 

Nos últimos 50 anos, porém, isso foi alterado visando favorecer não apenas os resgates kármicos, mas uma oportunidade de aproveitar melhor a derradeira encarnação antes do exílio coletivo planetário. As Hierarquias Espirituais (entre elas o Conselho Kármico) estavam cientes de que haveria um grande avanço tecnológico na humanidade, que facilitaria o acesso ao conhecimento. Da mesma forma uma oportunidade se abriria para um grande número de encarnes, especialmente um grande número de almas impactadas pelos acontecimentos vivenciados em encarnação anterior na Primeira e Segunda Guerra. Melhores condições de acesso à informação, muitas almas ainda em grande desequilíbrio emocional, mas ao mesmo tempo cansadas dos sofrimentos vivenciados nas duas guerras, condições que por si só já ajudariam aqueles com o mínimo de boa vontade a lutarem sinceramente para aproveitar a derradeira encarnação antes do exílio. Dentro desse cenário é que uma nova tecnologia foi desenvolvida. 

Ao analisar o perfil kármico de cada um dos espíritos reencarnantes, o Conselho Kármico identificou qual era a principal qualidade de cada um daqueles espíritos, independente da soma de grandes desvios morais e padrões psíquicos negativos que ainda se repetissem. Aquela determinada qualidade (paciência, determinação, coragem, busca por conhecimento, entre outras) após identificada permitia a instalação de uma espécie de "programação biológica" no períspirito de cada um dos espíritos reencarnantes: da mesma forma que determinadas doenças ou acontecimentos já estavam "pré programados" como "linhas principais" na jornada evolutiva de cada espírito na sua ficha kármica (podendo ser atenuadas segundo as decisões do livre arbítrio), uma nova tecnologia permitia que em determinados momentos especiais da jornada encarnatório algumas "faixas de passado" emergissem, porém não como ocorre na maioria das vezes isso acontece (quando normalmente algum determinado trauma age como gatilho "abrindo" uma faixa de sofrimentos relacionada à experiência traumática de encarnação pregressa, algo que a Apometria quando bem feita normalmente trata de forma adequada "fechando" essas faixas), mas de forma diferente: abrindo faixas relacionadas com lembranças impactantes de grandes ações benéficas que o espírito, mesmo no seu passado amplamente delituoso, tenha praticado, quando exerceu de forma positiva aquela determinada qualidade moral. 

A ideia dessa tecnologia é permitir um "plus" a mais, uma motivação extra, para que o espírito aproveite a oportunidade final antes do grande exilio e dessa forma evite recomeçar uma jornada de encarnações em condições muito mais desafiadoras (no mundo exílio, semelhante à Terra do período dos neanderthais). Apesar das guerras e dos acontecimentos mundiais geopolíticos, ainda assim os prepostos do Grande Conselho da Luz trabalhavam não apenas sobre o cenário coletivo, das mudanças em grande escala, mas também no microcosmo, na individualidade de cada alma reencarnante. 

Durante aquela experiência projetiva eu pude observar como as equipes médicas e de socorristas em conjunto com as diretrizes do Conselho Kármico atuavam em um caso específico (provavelmente um exemplo que eles estavam permitindo que eu observasse): um homem adulto , perto dos seus 40 anos, que estava passando por uma grande dificuldade na vida familiar (segundo explicou um dos socorristas mentalmente enquanto eu observava ele cochilando) e enquanto ele dormia, um dos socorristas trouxe nas mãos uma espécie de "nano arquivo", com o tamanho de um grão de arroz, e depositou sobre a fronte, na altura do "terceiro olho" (chacra frontal). Ao tocar no corpo astral daquele homem o nano arquivo se dissolveu como uma "gota de luz" e foi absorvido por algumas sinapses do cérebro perispiritual, porém com tanta intensidade que as lembranças contidas naquele arquivo "emergiram" para o cérebro físico enquanto aquele homem dormia, permitindo que o cérebro físico acesse uma lembrança de uma "faixa de passado" que estava adormecida dentro do cérebro perispiritual. Ou seja, o nano arquivo funcionava quase que como um "comando start" para acessar um arquivo específico de uma memória já existente no campo mental daquela pessoa. 

Nas lembranças que emergiam como uma fumaça tridimensional translúcida com som e imagens em movimento, o homem lembrava de uma encarnação passada onde corajosamente salvava um dos seus filhos, algo que estava diretamente ligado a um problema sério que ele vivenciava em família na atual encarnação. Enquanto aquelas cenas se desenrolavam na forma de um sonho que ele lembraria de forma lúcida quando acordasse, um dos orientadores espirituais daquele homem (popularmente chamado de "anjo da guarda", um espírito amigo ligado à sua família espiritual) aproveitava aquele momento para sussurrar no seu ouvido (o que era ouvido como um narrador no meio do "sonho"): "Você precisa ser forte e repetir esse sacrifício". 

Toda aquela operação mostrava como a Espiritualidade procurava dentro do melhor possível ajudar as pessoas a superarem as suas provações diárias e mais ainda: colaborar no objetivo mais importante que é o aproveitamento da atual encarnação para garantir o "passaporte" que evite o exílio. A escolha do despertar, obviamente, dependerá da escolha de cada um, seja através de um “desperta-dor” tocando bem alto para tirar do sono profundo ou através do desejo sincero de se levantar, mesmo com o cansaço e acordar.