19 de out. de 2026

PREVISÃO A CAMINHO: PORQUE LULA PERDEU O DEBATE E PERDERÁ A ELEIÇÃO

Apesar de muitas pessoas acreditarem que um debate na reta final da disputa pode decidir uma eleição, na prática isso quase nunca acontece, exceto em eleições muito acirradas, como em 1989 (a primeira após as Diretas Já) ou a atual em 2026. E curiosamente a queda de Lula, em ambas, é explicada pelo mesmo motivo: a imagem em relação às mulheres e sobretudo à esperança na economia. E reparem: não estou falando sobre fatos, estou falando sobre imagem. A imagem ou retrato final daquilo que fica registrado na mente do eleitor ainda indeciso na reta final da campanha (que não é eleitor cativo de um candidato ou de um espectro político). 

Na eleição de 1989, por exemplo, Lula chegou ao segundo turno por muito pouco, vencendo uma disputa acirrada com Brizola. Apesar de adversários, ambos eram do mesmo espectro político e se aliaram no segundo turno, sendo que uma semana antes das eleições do segundo turno algumas pesquisas já mostravam Lula a frente de Collor. Exatamente nessa semana final a campanha de Collor levou ao ar um depoimento de sua ex-namorada (mãe da primeira filha de Lula nascida 15 anos antes) fazendo um exposed pesado sobre Lula. O escândalo, somado à edição marota (que anos depois a própria Globo reconheceu) do último debate presidencial, na qual Collor teve um minuto a mais de tempo exibido no JN com os melhores momentos, ao mesmo tempo que os piores momentos de Lula foram selecionados, selou o destino da eleição, vencida por Collor com 6 pontos de vantagem.   

Assim como acontece hoje em 2026, a eleição de 1989 foi um embate entre o discurso do medo (trazido por Collor sobre as idéias comunistas de Lula) e o discurso da esperança (trazido por Lula, baseado na idéia de que o grande grupo de esquerda responsável em sua maioria pelas Diretas Já é quem deveria dar continuidade ao processo de abertura democrática). O que decidiu a eleição, como sempre acontece em qualquer eleição, foi a esperança/expectativa em relação à economia e a imagem do candidato em relação às mulheres (que tende a ser o eleitorado mais moderado e o voto decisivo). Naquela eleição de 1989 tanto o exposing trazido por Collor na semana final como a edição da Globo sobre o debate acentuando a imagem de Collor como mais seguro e forte para lidar com a nova fase do país prevaleceu, especialmente como alguém mais capacitado para cuidar da nação, pouco importando se aquilo era verdade ou não, mas foi a imagem clara que foi transmitida para a maioria do eleitorado. Imagem, a questão é a imagem. 

O eleitor médio ou indeciso nessa reta final, aquele que deixa pra decidir o voto na última semana, uma minoria de 5% do eleitorado e que dentro desse número em sua maioria vai preferir anular o voto ou sequer ir votar, não é alguém que acompanha em detalhes a campanha. É alguém que vai registrar a IMAGEM dos principais pontos dessa reta final, inclusive dentro de um debate e vai analisar pela linguagem corporal e modo de se expressar qual parece mais forte, mais seguro para conduzir a economia. Ao mesmo tempo, em um cenário de economia desacelerando (alta da inflação, diminuição do poder de compra, aumento de impostos, do déficit público) o discurso ou a IMAGEM que tende a convencer mais o eleitor indeciso é de quem é mais capaz de transformar, mudar, renovar. Nesse ponto, é muito difícil para um homem de 81 anos, cujo partido governou 18 dos últimos 24 anos transmitir essa IMAGEM, pois o retrato final desses 18 anos é exatamente o que é visto na economia nas últimas semanas e meses. 

O eleitor indeciso insatisfeito com os rumos da economia e, portanto, mais sintonizado com a idéia de transformação, mudança e renovação, também é um eleitor que está cansado da polarização entre petismo e bolsonarismo que se acentuou nos últimos 7 anos. É um eleitor, sobretudo no espectro feminino (que obviamente não se enquadra nem como petista/esquerda ou bolsonarista/direita) que está cansado da linguagem, da IMAGEM de briga raivosa, de linguagem agressiva. 

Para esse tipo de eleitor, uma linguagem mais calma, porém segura, cria uma IMAGEM melhor do que uma linguagem rápida, nervosa ou de confronto. Em um debate onde o que conta é tentar ganhar votos dos indecisos (que pouco acompanham em detalhes a campanha) e onde os dois candidatos na prática não respondem àquilo que é perguntado, o que vai contar no final é quem passou a imagem de mais ponderado, centrado, menos ansioso, menos raivoso, algo que ficou muito claro no embate entre Lula e Flávio no debate na Band. 

A imagem de Lula ontem no debate da Band não foi apenas desastrosa por tudo que foi analisado até aqui, mas especialmente porque reforçou a IMAGEM (independente se corresponde à realidade ou não) daquilo que foi trazido por Roberta Luchinger na entrevista à CNN: ela pintou Lula como um homem que deu as costas para uma aliada que era leal, amiga e companheira de trabalho por vários anos do seu filho e que foi "jogada aos leões". Independentemente do que seja verdade ou não, a IMAGEM que fica é de um homem poderoso que deu as costas para uma mulher que foi leal e próxima por anos e que teve coragem de enfrentar esse homem para defender suas duas filhas. Essa IMAGEM que ela pintou antes do debate (sendo verdade ou não) pareceu muito mais verídica no debate para o eleitor indeciso, pois o que viram no debate foi um homem nervoso, agressivo, com uma postura e uma IMAGEM que em boa medida tornava crível aquilo que Roberta havia relatado em entrevista horas antes. Parafraseando a famosa frase do imperador Júlio César: a amiga de "César" não apenas foi corajosa, mas pareceu honesta. 

Esse conjunto de fatores torna impossível qualquer esperança de virada para a campanha petista que (felizmente) não entendeu, sobretudo ao escalar Janones como "general" de campanha, de que eleição de rejeição não é vencida por quem manda ou fala mais grosso, mas exatamente o contrário: quem mostra ao eleitor de centro e indeciso uma IMAGEM de maior capacidade de trazer e fazer mudanças de forma mais serena, com uma linguagem e postura corporal firme mas que transmita equilíbrio e tranquilidade, algo que também ficou claro na IMAGEM transmitida  pelos principais cabos eleitorais dos candidatos: um Pablo Marçal "paz e amor" nas entrevistas, um Nikolas Ferreira moderado em contraste com Janones guiando o "exército" de Lula. Em resumo: :a imagem construída pela equipe digital de Lula para o eleitor de centro foi um desastre. 

Os últimos acontecimentos das campanhas confirmam aquilo que eu já venho falando há meses: Lula não será reeleito. Quem quiser conferir as previsões sobre o resultado do primeiro turno (prevendo que Flávio chegaria na frente) e sobre a mudança de ideologia da população (feita várias semanas antes do primeiro turno), leia no link a seguir junto com as previsões trazidas nos últimos anos. 

O rei perdendo seu trono - a inevitável queda de Lula - previsão sobre o primeiro turno trazida ao final de setembro:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/09/brasil-o-rei-perdendo-seu-trono.html

2014-2026: uma jornada de impressionantes previsões cumpridas:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/09/uma-jornada-ao-futuro-revisitando-o.html


5 de out. de 2026

ELEIÇÃO 1º TURNO: PREVISÃO CUMPRIDA NOS DETALHES

Um ano antes da eleição de Jair Bolsonaro, quando ele contava com menos de 3% das intenções de voto, eu apontei que ele seria o presidente eleito. Isso aconteceu não apenas por todo o cenário profético descrito anos antes em 2014 (na obra “Brasil o Lírio das Américas”), apontando que até 2018 um candidato dos militares seria eleito presidente (algo inimaginável naquele ano de 2014 quando sequer havia um candidato ligado aos militares concorrendo). Um ano antes da eleição de Bolsonaro eu expliquei também todo o cenário astrológico que apontava uma profunda mudança e foi exatamente por esse cenário que eu previ não apenas a eleição de Bolsonaro (pai) como também o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, tudo isso meses antes quando sequer se cogitava claramente esse cenário. 

Na eleição seguinte apontei que o melhor mapa disparado era o de Sérgio Moro, que ao final foi impedido de concorrer à presidente e se elegeu como senador. Na disputa entre Bolsonaro e Lula apontei que Lula ganharia por uma diferença pequena, exatamente o que aconteceu 

Na eleição atual venho falando há meses que não existia a menor chance de Lula ser eleito, mas que ao mesmo tempo não enxergava Flávio como novo presidente (apontei que Tarcísio tinha o melhor mapa, tanto que ganhou facilmente em primeiro turno em SP). Recentemente vemos esse cenário se desenhar de forma ainda mais clara: Flávio agora como franco favorito a ser eleito presidente no segundo turno, mas igualmente com grandes chances de ter sua diplomação impedida pelo STF. A maioria esmagadora do que eu previ nessas últimas três eleições no Brasil se cumpriu em detalhes, nenhum vidente ou astrólogo chegou sequer perto dessa porcentagem de acertos desde 2014. 

No texto publicado dia 30 de setembro, uma quarta feira (quando as pesquisas davam vantagem de pelo menos 3 pontos para Lula no primeiro tempo) eu apontei que não apenas Lula perderia as eleições como provavelmente chegaria em segundo lugar no primeiro turno. Naquele texto expliquei que não apenas haveria uma migração de votos da terceira via ainda no primeiro turno (que majoritariamente buscam uma mudança e, portanto, são em sua maioria mais antipetistas do que antibolsonaristas) como que também classicamente a última pesquisa do DataFolha sempre costuma dar pelo menos mais 3,7 pontos para o candidato petista nas eleições. Na sexta feira a Bolsa disparou fechando em alta de 2,5% no dia e no dia da eleição eu expliquei que isso se devia ao fato de vários “insiders” (participantes do mercado com informação privilegiada) já saberem o resultado da pesquisa DataFolha que seria divulgada somente no dia seguinte, pesquisa que apontava vantagem de apenas 3 ponto de Lula no primeiro turno. Considerando aqueles 3,7 pontos estava claro que Flávio já tinha maior chance de chegar a frente no primeiro turno, o que se confirmou, com uma vantagem de 1,9 pontos, ou seja, mais uma vez o DataFolha apontou uma vantagem (dessa vez de 4,9 pontos) para o candidato petista em relação ao resultado da urna. 

Na previsão trazida dia 30 de setembro tudo se cumpriu: Flávio chegou em primeiro lugar com uma diferença menor que 2 pontos, exatamente como eu previ (ganharia por uma diferença mínima), com uma grande transferência de votos da terceira via já no primeiro turno e com o esperado erro de pelo menos 3,7 pontos da pesquisa DataFolha. 

SEGUNDO TURNO

A previsão para o segundo turno permanece: Flávio deve ganhar, absorvendo a maioria dos votos da terceira via (que são em maioria mais antipetistas do que antibolsonaristas) e deve potencializar ainda mais a votação nos principais redutos eleitorais, especialmente em SP, MG e também na Bahia, onde deve formar aliança com ACM Neto (quarto mais colégio eleitoral do país e maior colégio eleitoral do Nordeste). Ao mesmo tempo o índice de abstenções foi dentro do normal, o que significa que Lula não tem muitos votos para virar (já que a maioria das abstenções tende a prejudicar mais Lula, devido ao eleitorado 70+ e de menor renda normalmente votar mais em Lula e ser o maior número de abstenções, especialmente no segundo turno) 

PORQUE LULA VAI PERDER E O CAMINHO DA VITÓRIO PARA FLÁVIO 

Acompanhei a campanha política petista e bolsonarista no último mês e posso dizer sem medo de errar que a campanha bolsonarista ganhou porque entendeu os dois principais problemas do país, aqueles que fariam os indecisos virarem o voto, ao perceberem que esses dois problemas não apenas foram potencializados no atual governo como igualmente ficariam sem solução caso Lula novamente fosse eleito. Enquanto a esquerda insistia em caso Master, tentava a velha retórica do "pai dos pobres" impedindo que os "fascistas" fossem eleitos (como se todo eleitor antipetista fosse fascista, uma burrice e uma arrogância sem tamanho), a campanha do Flávio foi na ferida: a maioria do povo não aguenta mais tanta subida de imposto e especialmente a autoblindagem do STF, que investiga com rigor mas não quando se trata de investigar os próprios ministros, o que ficou bastante claro na sessão onde Dino e Zanin foram protagonistas na defesa de Moraes, sendo que Dino foi ministro do governo Lula enquanto Zanin foi seu advogado na LavaJato. Ficou absolutamente claro para todo mundo que não é eleitor cativo do petismo o óbvio: que a ala do STF que deseja blindar a corte de investigações é diretamente ligada ao presidente. 

A campanha de Flávio passou praticamente o último mês com o mesmo mantra: reduzir juros, cortar imposto e mudar o STF, pois o próximo presidente poderá indicar pelo menos 4 ministros. O discurso foi cirúrgico, inclusive impulsionando uma maioria de senadores eleitos com a pauta de mudar o STF, fazendo com que o Senado em 2027 tenha 50 senadores (perto dos 2 terços) que já se manifestaram publicamente por pautar impeachment de ministro do STF. 

Acredito que Flávio vai seguir exatamente esse mesmo caminho até as eleições do segundo turno, pois essas duas demandas são não apenas as principais do eleitor indeciso ou insatisfeito com o atual governo, mas também aquelas as quais não existe discurso ou promessa que Lula possa rebater. Além de astrologicamente existir um caminho cristalino para o fim do atual ciclo, o caminho político também é irreversível: não há nada que Lula possa fazer para impedir sua inevitável derrota no segundo turno, o que não quer dizer que o atual governo não fará de tudo para permanecer no poder. 

FLÁVIO GANHA AS ELEIÇÕES, MAS VAI TER MUITA CONFUSÃO PARA "LEVAR" A DIPLOMAÇÃO 

Não é segredo que já existe uma investigação em curso, com relatoria do ministro Dino, para descobrir se existiu interferência financeira americana nas eleições em favor da candidatura de Flávio. Por isso eu acredito que na visão e análise que eu trouxe em setembro de 2025: não via nem Lula e nem Flávio como eleitos, pois apesar do mapa do Brasil e de Lula mostrar um claro fim de ciclo petista no poder, ao mesmo tempo havia um bloqueio no mapa de Flávio. Os recentes acontecimentos deixam isso ainda mais claro: mesmo "levando" (ganhando no segundo turno), ainda acredito que teremos problemas para a sua diplomação e também cassação de chapa. 

Aqui existe dois caminhos possíveis e nenhum deles é bom, caso tentem emplacar uma cassação ou evitar a diplomação da chapa. O primeiro caminho seria evitar a diplomação, nesse caso antes de janeiro de 2027 a eleição de Flávio poderia ser anulada dentro do julgamento de interferência americana nas eleições e nesse caso poderia, inclusive, haver a extinção do PL e anulação da eleição da bancada. Nesse cenário, ainda sem diplomação, a vitória seria dada no tapetão para Lula por ter sido o candidato restante. Esse seria o cenário mais sombrio e nesse caso acredito que teríamos um 1964 2.0 

Já o segundo cenário seria uma cassação de chapa ou processo em aberto de cassação de chapa após a diplomação de Flávio. Nesse caso a estratégia seria deixar os primeiros meses de governo de Flávio com a marca de investigado ou suspeito (investigação em andamento sem ser concluída) e nesse cenário o objetivo seria negociar politicamente nos bastidores que nenhuma investigação no Senado contra o STF fosse aberta e ao mesmo tempo não viesse do exterior novas sanções contra ministros e assim o mandato de Flávio permanecesse ativo “sob judice”. Acredito mais nesse cenário (processo aberto sem conclusão) do que uma cassação ou do que (pior ainda) impedir a diplomação, pois acredito que a maioria do Supremo não toparia essas duas últimas alternativas.    

No caso de uma eventual cassação de chapa (ou seja, com Flávio já diplomado) novas eleições seriam feitas em 3 meses e nesse período o presidente interino seria o presidente da Câmara e nesse caso Lula poderia novamente concorrer contra outro candidato indicado pelo bolsonarismo, um cenário que também seria terrível para o país pois impulsionaria ainda mais a repulsa da maioria da sociedade, que em sua maioria já não aprova a conduta do STF. Além disso, nesse cenário (cassação) também haveria cassação de outros eleitos pelo PL e isso seria combustível para manifestações ainda maiores do que aconteceu em 2014. 

Até o começo de 2027 teremos muita tensão na política brasileira e ao mesmo tempo um período decisivo, onde infelizmente as mudanças (necessárias) tendem a acontecer de uma forma turbulenta e dolorosa. 

A previsão da vitória de Flávio no primeiro turno (texto publicado dia 30 de setembro):

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/09/brasil-o-rei-perdendo-seu-trono.html

AGENDA DE MAPAS OUTUBRO 

Quem tiver interesse em um estudo mais detalhado através da Astrologia preditiva (previsões) feito através do Mapa Anual (que engloba a análise das oportunidades e dificuldades para os próximos 12 meses) entre em contato no email ou no perfil pessoal do face (que deixarei a seguir) para maiores informações sobre agenda, como funciona o trabalho e valores. 

Maiores informações sobre o trabalho com a Astrologia (também na área de autoconhecimento com o Mapa de Poder Pessoal, que funciona como um mapa natal mais resumido voltado para o desenvolvimento da força, poder de iniciativa e desenvolvimento do poder de realização) nos canais de contato a seguir:  

Perfil pessoal no face:

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