8 de fev de 2013

A Família e o Casamento segundo a Espiritualidade



Recebi uma interessante pergunta por email sobre esses temas: 


Tem já algum tempo que algo venho me questionando interiormente q é o seguinte Zé.  Em relação aos nossos relacionamentos pessoais , sejam eles a nível familiar , amizades duradouras , namoros noivados e possíveis casamentos  ,  pais,  filhos,este ultimo com mais profundidade, onde se encaixa sem colocar nenhum  tipo de elemento fantasioso,onde realmente se encaixa? E o q diz a Espiritualidade  a respeito destes ''encontros'' se é q podemos nominá-los desta maneira. Existe um programação pré determinada? Existe o chamado acaso? Podemos concordar com o ditado de que nada acontece por acaso?


Vamos então a essas questões:
  
Sobre a família e o casamento: o Evangelho Segundo o Espiritismo esclarece a diferença entre a família física e a espiritual exatamente no capítulo 14, item 8:

"Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual."  

É normal que a família física seja usada como elemento dinamizador de resgates kármicos entre espíritos que outrora foram antipáticos, para que cultivem através da convivência mais próxima o perdão, ou pelo menos o abrandamento das desarmonias que cultivaram no passado. Ocorre também que normalmente pelo menos um dos membros da família física pertence também à família espiritual do espírito, até como forma de ajudá-lo a superar esses resgates no seio familiar.

Já na obra "Vida e Sexo" de Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier, ele define os casamento ou uniões estáveis (comuns hoje em dia) em diversos tipos, sob a ótica espiritual:

A união de dois seres em caráter permanente é como um barco que sai do porto dos sonhos em busca do mar da experiência. A manutenção dessa rota é a dedicação de cada um. Os filhos os problemas são balanços do barquinho e é necessário muito equilíbrio para que não afunde. Os desafetos do passado na presença dos filhos são as pedras tentando derrubar a embarcação. Não nos casamos por acaso, embora existam casamentos acidentais.

Tipos de casamento:

Acidentais: não foram planejados na vida espiritual e por um envolvimento qualquer se casam. Não havia na programação dessa existência o casamento e quando isso ocorre gera consequências infelizes; nunca sabemos se é casamento acidental ou providencial.

Provacionais: geralmente antes do casamento se entendem bem, como se os espíritos providenciasse para que tudo fosse cor-de-rosa e assim se casam, depois afloram as lembranças inconscientes do passado que retornam - vêm para se reajustarem. Não se depuram por sofrer e sim como aceitam a dor.

Sacrificiais: um dos cônjuges é muito mais evoluído em relação ao outro, muitas vezes nem era necessário reencarnar, mas voltam para elevar o companheiro (a). É importante não descer e assim elevar o outro.

Afins: os dois se dão muito bem – complementação – são felizes em estar juntos, igualdade de vibrações.

Transcendentais: dois espíritos evoluídos para realizarem em conjunto uma tarefa junto à coletividade, muito grande, não vêm somente para usufruir da felicidade, mas para se apoiarem e fazerem algo pelos outros.

Casamento Perfeito: é quando atingem os objetivos, o transcendental, afim, o sacrificial, etc. Quando ele é ajustado é perfeito, até o acidental poderá ser perfeito.


Basicamente é isso que a Espiritualidade fala sobre essas questões.


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4 comentários:

Edde Wagner disse...

Excelente!
Quero mais!!!
Grato, José Maria.

bethinha disse...

SEM A INSTITUIÇÃO FAMILIAR, COMO PODERÍAMOS NOS DISSIPAR DE NOSSAS VICISSITUDES. A GRANDE CHANCE DA CONVIVÊNCIA COM O OUTRO É QUE NOS POSSIBILITA NOSSA CAMINHADA EVOLUTIVA NÃO É?
BASTA EU ME ENCONTRAR EM QUAL CASAMENTO EU ESTOU,RSRSRSR....ABRAÇOS!!!

Unknown disse...

Muito bom... José, queria saber a tua opinião a respeito do carnaval. Eu não consigo entender tudo isso. O governo tá até ensinando a não se fazer xixi na rua... Parece absurdo não?
Tem um colega que faz vídeos de palestras sobre a espiritualidade que falou que os portões do umbral são abertos. E eu me obrigo a acreditar, visto que que se vê tanta coisa.
No mais este texto sobre relacionamentos é bem esclarecedor, família é o que há, ainda que seja provacionais heheh

Abraço!

José Alencastro disse...

Pergunta interessante, vou respondê-la com um texto aqui no blog. Abraço