
O textão a seguir explica entre outras coisas toda a
simbologia astrológica do "nascimento através da Virgem" (constelação
de Virgem simbolizada por uma mulher segurando uma espiga de trigo que
representa a estrela Spica), o nascimento em "Belém" (Bethlehem que
significa “a casa do pão”, e representa exatamente a espiga de trigo que está
na constelação de Virgem), o herói solar sendo concebido na terra entre 21 e 24
de dezembro, os "três reis magos seguindo o herói solar" (as três
marias apontando para Sirius nesse período) e todas as fontes históricas e do
calendário de festas judaico, inclusive explicando uma questão importante: o
Messias veio na Festa dos Tabernáculos e seu retorno ocorre na época da
Pessach, ou seja, o ápice dos eventos do Apocalipse não acontece na Festa dos
Tabernáculos (entre setembro e outubro) mas sim na Festa da Pessach (por volta
de abril), pois as profecias não falam do ápice dos eventos na vinda do Messias
e sim no seu retorno. Quinze páginas que detalham historicamente quando
aconteceu o nascimento de Jesus. Esse estudo foi publicado em 2015 na obra
“Armagedoom 2036” e está acrescido de algumas informações e comentários.
Neste texto será analisada minuciosamente a data e
o local de nascimento do Messias, informação confirmada de forma poética ao
longo do capítulo 12 do Apocalipse e completando ao mesmo tempo o estudo
realizado sobre o Sermão Profético.
Jesus nasceu em 21 de setembro de 3 A.C, às 17 horas e 55 minutos em Belém da Galiléia, quando aconteceu uma
conjunção de Júpiter com Régulus, deixando o céu naquele dia intensamente
luminoso, como se uma nova estrela muito mais brilhante tivesse surgido.
A primeira informação a ser considerada, segundo
os relatos contidos nos Evangelhos é que Jesus viveu sua infância em Nazaré,
uma modesta cidade semelhante a um vilarejo que estava localizado na tetrarquia
da Galiléia, que abarcava também as cidades de Cafarnaum, Caná
e Magdala. Além de viver sua infância em Nazaré, Jesus também era conhecido,
durante a sua vida adulta, como "O Galileu".
Belém da Judéia ficava 100 quilômetros distante de
Nazaré, enquanto que Belém da Galiléia ficava apenas 7 quilômetros distante. A
vida de Jesus na infância era na Galiléia, não faria o menor sentido Maria,
grávida de nove meses, viajar para um local tão distante em cima de um burro.
Outro ponto a ser considerado é que a conjunção Régulus/Júpiter
deveria ser enxergada a oeste no pôr-do-sol, sendo assim ela não poderia ter
guiado os reis magos para uma região ao sul de Jerusalém (no caso Belém da
Judéia), tal constelação somente poderia servir de guia se os reis magos
estivessem indo na direção oposta, ao norte de Jerusalém, exatamente a direção
da Galiléia.
Devemos considerar também o contexto histórico da época.
Os judeus aguardavam um Messias libertador, que enfrentasse a opressão dos
romanos. No primeiro capítulo do Evangelho de Lucas é relatada a gravidez de
Isabel, mãe de João Batista e esposa do sacerdote Zacarias, que recebeu a
visita de um anjo no templo anunciando que seu filho seria Elias reencarnado e
que prepararia o caminho do Messias. No sexto mês da gravidez
de Isabel, Maria que viria a ser a mãe de Jesus, recebeu a visita do anjo
Gabriel anunciando que ela estava grávida do Messias.
Obviamente que essas duas notícias, ainda mais por
envolverem dois acontecimentos miraculosos e um sacerdote renomado do Templo
rapidamente se espalhariam por Canaã, como também pelos povoados próximos que
sofriam a ação de Roma, inclusive chegando aos reis magos que também aguardavam
a vinda do Messias, como todos os iniciados daquelas regiões.
Logo no primeiro capítulo do Evangelho de Lucas é relatado
que Zacarias, pai de João Batista, pertencia à ordem sacerdotal de Abias e
tanto no livro de Crônicas como no capítulo 16 de Deuteronômio são informados alguns
dos serviços que esses sacerdotes cumpriam em virtude das festas judaicas. Com
base em tais relatos é possível concluir que Zacarias permaneceu a serviço da ordem até a 10º semana do ano judaico. O primeiro capítulo
do Evangelho de Lucas relata que Zacarias retornou para sua casa logo após a
conclusão dos serviços na ordem e que em seguida João Batista foi concebido, em
junho segundo essa cronologia.
Ou seja, João Batista nasceu no final de março,
exatamente no mês de Nisan durante os festejos da Páscoa, quando os judeus
esperam o retorno de Elias, inclusive deixando uma cadeira vazia destinada ao
profeta, durante as comemorações em suas casas.
"Coincidentemente" João Batista, o Elias
reencarnado, nasceu exatamente durante os festejos nos quais o profeta é
bastante lembrado. O livro de Mateus, capítulo 17, confirma essa informação, ao
dizer que João Batista realmente nasceu na Páscoa, pois segundo consta durante
a sua concepção, o anjo Gabriel informou que ele, João Batista, viria com a
força e o espírito de Elias.
Ao observarmos uma diferença de seis meses entre o
nascimento de João Batista e Jesus e considerando que João Batista nasceu em 14
de Nissan do ano 3 A.C (um 28 de março naquele ano) concluímos que
o nascimento de Jesus praticamente 6 meses depois, em 21 de setembro seria
aguardado com ampla antecedência pelos reis magos, que poderiam calcular com segurança a época do nascimento do Messias.
O nascimento de João, profetizado pelo anjo que se
manifestou a Zacarias apontando que o seu filho seria o reencarne de Elias,
exatamente durante os festejos da Páscoa na qual o profeta Elias é muito
lembrado foi um sinal muito claro do cumprimento das palavras do anjo. O outro
sinal, que testificava a profecia sobre o nascimento do Messias seis meses
depois é de que Maria recebeu o espírito de Jesus no seu útero enquanto
ainda era virgem, ou seja, não havia tido relações sexuais com o seu esposo
José até então, algo que somente aconteceria depois e assim geraria o corpo
físico que o espírito de Jesus, já no útero de Maria, iria se encarnar.
Por simples cálculos astronômicos os reis magos calcularam
que o Messias nasceria exatamente quando o Sol estivesse saindo da constelação
de Virgem, confirmando que o rei, o Messias realmente nasceria de uma virgem,
um sinal muito claro que foi confirmado quando na época do nascimento de Jesus
ocorreu a conjunção entre o planeta Júpiter, conhecido na antiguidade como o
planeta da coroação dos reis com a estrela Régulus (alpha Leonis) conhecida
como a estrela dos reis.
Tudo isso aconteceu exatamente após os festejos do
ano novo judaico e em plena festa da colheita/ Tabernáculos (Sucot) na qual os
judeus celebram a Providência Divina, lembram a busca pela Terra
Prometida durante o Êxodo e celebram a colheita dos alimentos, um período
totalmente apropriado para o nascimento de um Messias. É importante acrescentar
que João afirma claramente em João 1:14 que "o Verbo se fez carne e veio
tabernacular com a humanidade", apontando exatamente o nascimento de Jesus
durante a festa dos Tabernáculos, que acontece exatamente poucos dias após o ano novo judaico.
Ao analisarmos o capítulo 12 do Apocalipse que
descreve de forma poética o nascimento de Jesus com um conjunto de sinais que
se repetirão no ápice da Grande Tribulação, veremos que é descrito uma “mulher
vestida de Sol com a Lua aos seus pés” uma descrição clara da constelação de
Virgem, onde o Sol está todos os anos apenas na época do ano novo judaico e de
forma mais específica aponta que no ano novo judaico que a Lua estivesse aos
pés dessa constelação e esse seria o sinal apontando que o Messias estava a caminho.
Tanto em 4 de outubro de 2035 como no dia 11 de setembro de 3 A.C esse sinal
aparece no céu. Ou seja, Apocalipse capítulo 12 aponta que esse sinal do fim
dos tempos foi o mesmo que demarcou a vinda do Messias, que nasceria 10 dias
depois, no dia 21 de setembro, durante a festa dos Tabernáculos.
Abaixo é possível observar as imagens, tanto do
dia 11 de setembro de 3 A.C e 04 de outubro de 2035, ambas o dia do ano novo
judaico e ambas com a Lua aos pés da constelação de Virgem (observando
exatamente como a constelação é vista no céu com a Lua abaixo dos pés). Quem
quiser conferir pode baixar o programa Stelarium e conferir em cada dia do ano
novo judaico em quantos a Lua ficou abaixo dos pés da constelação de Virgem.
Historicamente e profeticamente falando Jesus
necessariamente teria nascido entre 11 de setembro e 21 de setembro de 3 A.C.
não existindo qualquer outro ano ou data que estivesse de acordo com as
informações históricas e proféticas disponíveis.
Segundo a escatologia judaica (o estudo sobre os
últimos dias e a vinda do Messias) o tempo da vinda do Messias (O Ungido) será
exatamente durante a festa dos Tabernáculos/Sucot, pois para
o povo judeu o Messias ainda não veio.
O fato de Jesus ter nascido exatamente na festa
dos Tabernáculos/Sucot, comprovado nos parágrafos anteriores, testifica que ele
é o Messias aguardado pelos judeus. Sendo assim é um equívoco supor que o auge dos
eventos do dia do julgamento acontecerá na época dos Tabernáculos, pois este é
o entendimento daqueles que acreditam que o Messias ainda não veio, tanto que no Apocalipse e no Sermão Profético a "vinda
do Messias" é tratada como o retorno do Messias e segundo os relatos
históricos, Jesus ressuscitou (retornou) na Pessach, a primavera, época da
colheita, da ceifa, exatamente a época profética do seu retorno, que aponta o dia
do julgamento para a época da Pessach e não para a época da festa dos
Tabernáculos. Exatamente em abril de 2036 teremos a Pessach, época da vinda do asteróide Apophis.
Segundo a tradição judaica, as principais festas
hebraicas são divididas em dois grupos: os dias Santíssimos do mês de Tishrei
(exatamente durante a festa de Sucot/ Tabernáculos) e os três moadim, que
contém a Pessach (Libertação), Shavuot (Dádiva da Torá) e Sucot (Júbilo). A
festa dos Tabernáculos/Sucot une exatamente esses dois grupos de festas, por
isso é considerada a época do grande júbilo, a época da paz profetizada na
escatologia judaica.
No calendário das festas do povo hebreu, a Pessach
é a primeira das grandes festas, por simbolizar a libertação do jugo dos
egípcios, enquanto que a festa de Sucot/ Tabernáculos é a última, simbolizando
a união definitiva entre o povo hebreu e Deus após o episódio do Bezerro de
Ouro.
As duas festas demarcam o começo e o fim do
calendário festivo das principais festas de Israel, exatamente as datas do
nascimento e ressurreição de Jesus, o que explica os dizeres velados do Messias
ao afirmar que ele é o alfa e o ômega, o princípio e o fim, pois o seu
nascimento e sua morte/ressurreição demarcam exatamente o início e o fim das
festas judaicas.
Mesmo com todas essas informações cristalinas há ainda
duas questões importantes a serem verificadas sobre o nascimento de Jesus:
segundo consta no Evangelho de Lucas, Jesus teria nascido sob o reinado de Herodes
(falecido em 4 AC, portanto, antes do nascimento de Jesus) e teria nascido na
época do recenseamento.
Segundo o historiador inglês Robin Lane Fox, não é
verdade que os chefes de família tinham que se apresentar ao censo em seu local
de nascimento: cada um era recenseado onde vivia, onde tinha propriedades, onde
ganhava o seu sustento. José seria recenseado, por conseguinte, em Nazaré, e
não em Belém da Judéia.
Por fim, os romanos não realizavam censos em
regiões de governo autônomo, como a Galiléia, terra de José e Maria. Os
habitantes de tais regiões não pagavam impostos diretamente a Roma, mas ao
governo regional (a tetrarquia), que, por sua vez, pagava tributos a
Roma. O objetivo dos censos romanos era exclusivamente tributário, e o Império
só fazia censos onde recolhia os tributos diretamente.
Temos ainda outro problema; segundo o evangelista Lucas,
o nascimento de Jesus ocorreu na época do recenseamento do imperador César
Augusto. Entre 28 antes do ano zero e o ano 14 depois de Cristo, ele promoveu o
recenseamento em três oportunidades: em 28 AC, 8 AC e no ano 14.
Ocorre que Lucas acrescenta que tal recenseamento ocorreu
na época do governador Quirino, que foi governador romano apenas a partir do
ano 6, ou seja, muito depois do suposto recenseamento em 8 AC. Então como
explicar essa aparente incompatibilidade nas informações? Teríamos que admitir
dois recenseamentos: um romano, feito por Quirino e um, a nível provincial
realizado por Herodes sobre sua tetrarquia ao final do seu reinado, próximo da
sua morte e que teria sido completado pelo seu sucessor e filho, Herodes
Arquelau, explicando assim o nascimento de Jesus em 3 antes do ano zero, na
época de Herodes, mas sim do seu filho, Arquelau e talvez por causa disso, por
completar o senso iniciado pelo seu pai Herodes o Grande é que Lucas tenha relatado o nascimento de Jesus durante o
governo de Herodes o Grande, pois o recenseamento que comprovava o nascimento
do Messias havia sido iniciado quando Herodes o Grande ainda estava vivo.
Como poderia então se explicar a informação de
Lucas, aparentemente conflitante? É simples: no passado alguns recenseamentos
poderiam levar até 40 anos devido as dificuldades logísticas e tecnológicas,
não seria improvável imaginar que o recenseamento iniciado por César Augusto em
toda Roma em 8 AC pudesse prosseguir e ser realizado nas províncias do
governador romano Quirino no ano 6 quase 15 anos depois. Isso explicaria a
aparente confusão, pois dentro do recenseamento de todas as províncias e
tetrarquias de Roma, aconteciam os recenseamentos provinciais, exatamente o que
Herodes o Grande deve ter feito e seu filho prosseguido em virtude da morte do
pai e que estava dentro do conjunto do grande recenseamento realizado por César
Augusto.
Isso explicaria o nascimento de Jesus em 3 A.C,
assim como o fenômeno da estrela de Belém, devido a proximidade de Júpiter à
estrela Alpha leonis produzindo uma luminosidade diferente sobre o céu,
semelhante a um novo objeto, denominado pelo povo da época como "Estrela
de Belém".
Segundo os sinais mostrados ao longo do 12º
capítulo do Apocalipse, mencionando estrelas, o Sol e a Lua e confirmando os
sinais que Jesus menciona no Sermão Profético para a época do dia do juízo,
sinais amplamente estudados nesta obra.
Jesus é representado como o Astro Solar através
desses sinais e teria nascido, segundo a profecia, na época da Festa da
Colheita/Tabernáculos (Sucot), que no ano 3 A.C aconteceu
exatamente entre os dias 20 e 21 de setembro daquele ano (14 e 15 de Tishrei), quando
o Sol havia acabado de passar pela constelação de Virgem.
Dessa forma, a representação poética contida no
12º capítulo do Apocalipse ao comparar Jesus ao Sol e sua mãe Maria à Virgem
(constelação) assim como o seu nascimento ao Sol passando e saindo da Virgem no
período orbital da festa de Sucot/Tabernáculos, confirma com exatidão a data de
nascimento do Messias. Além das informações históricas e bíblicas que atestam seu
nascimento ao final de setembro e também a "coincidência" de que seu
nascimento equivale a um período festivo claramente identificado na profecia do
12º capítulo do Apocalipse, encontramos ainda mais uma informação curiosa: na
Festa da Colheita era comum que fosse feita a oferenda da água, quando o povo pedia
a vinda da estação das chuvas para que fosse possível sobreviver ao clima
árido. E curiosamente Jesus afirma em dois momentos distintos da narrativa bíblica
que ele é a água da vida:
“Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.” (João 7:37)
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o
fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.”
(Apocalipse 21:6)
Dentro do contexto profético que alinha o
nascimento de Jesus ao fim do calendário das festas judaicas e sua
morte/ressurreição ao princípio deste calendário (testificando que ele é o
princípio e o fim), temos nas três principais festas, alinhadas com as fases da
colheita, o processo de transformação da Terra em 2036, a partir do final da
profecia dos 70 anos de Daniel:
Pessach – Início da colheita dos grãos (cevada) – O dia do juízo, desencarne
coletivo de grande contingente da humanidade, o ápice do exílio planetário
Shavuot – Fim da colheita da cevada e início da colheita do trigo – A separação,
no mundo espiritual, entre aqueles que serão exilados para outros orbes e
aqueles que poderão continuar reencarnando na Terra, a separação do joio (rebeldes) e o trigo (fraternos).
Sucot/Tabernáculos – Início da colheita das frutas – O início da
reconstrução de Jerusalém, simbolicamente representada pela Nova Jerusalém. O
final do livro do Apocalipse, com Jesus e a Nova Jerusalém sobre a Terra demonstram
claramente a época da festa dos Tabernáculos:
"Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e
o Último, o Começo e o Fim. Felizes aqueles que lavam as suas vestes
para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas
portas. O Espírito e a Esposa dizem: Vem! Possa aquele que ouve dizer também:
Vem! Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba,
gratuitamente, da água da vida!"(Apocalipse 2:13-17)
A MITOLOGIA SOBRE O NASCIMENTO DA VIRGEM
Todas as principais culturas do passado
reverenciavam reis, divindades ou grandes líderes espirituais os comparando ao
Sol, a Lua ou as estrelas, visto que os astros não apenas demonstram a grandeza
da Criação Divina como possuem características que poderiam ser associadas a
grandes personalidades: o Sol com o seu brilho e calor traz a vida, as estrelas
e a Lua iluminam a escuridão da noite, apontam a direção a seguir.
Desde a Antiguidade a humanidade procura estudar e
compreender o movimento dos astros no céu. Exatamente a partir da identificação
de alguns fenômenos celestes e a identificação de um padrão presente nos movimentos
orbitais identificados no céu após anos de observação é que a humanidade
começou a criar lendas e histórias, baseadas nas características do movimento e ação do Sol, da Lua e as estrelas sobre a Terra,
histórias que representassem e identificasse os mensageiros de Deus, como
sinais divinos identificados a partir da observação da abóbada celeste.
Primeiramente forma associadas características
humanas e de animais às constelações, como por exemplo, a constelação do Leão,
a constelação do Touro, a constelação de Virgem entre tantas outras. No
hemisfério norte foi identificado um dia, que se repetia todos os anos, que
demarcava a vinda do inverno: o dia do ano com a menor duração e que possuía a
noite mais longa, o dia 21 de dezembro.
Todo o ciclo de plantio era organizado para
prevenir a chegada dessa época, em Israel, por exemplo, o início do outono por
volta de 21 de setembro era demarcado pela festa de Sucot/ Tabernáculos com o
final da colheita do trigo, a colheita das frutas e, sobretudo a
colheita das azeitonas, que acontecia exatamente pelo mês de novembro e a
azeitona fosse prensada para gerar o óleo que serviria para produzir a luz
exatamente a partir do início do inverno.
Partindo dessas observações as pessoas começaram a
perceber que todo o ano, na época do início do outono no hemisfério norte por
volta do final de setembro, o Sol, que era visto como símbolo da realeza e
divindade passava por um conjunto de estrelas.
Como a época coincidia com o final da colheita do trigo,
nomearam esse conjunto de estrelas ou constelação como Virgem, desenhando sobre
essas estrelas uma mulher que segura uma espiga de trigo, representação
artística feita exatamente sobre a estrela mais brilhante da constelação de
Virgem, a estrela Spica ou simplesmente "a espiga"
Mas por qual razão nomeariam essa constelação como
"Virgem"? A resposta é simples: também por observação do céu as
pessoas na Antiguidade notaram que por volta de 21 de dezembro no hemisfério
norte, ou seja, 9 meses antes do Sol passar pela constelação de Virgem e sair (através
do seu movimento orbital) aconteciam alguns fenômenos curiosos: a constelação
de Virgem se elevava no Oriente na linha do horizonte junto com o nascer do
Sol, ou seja, assim que o dia amanhecia era a constelação que primeiro surgia
no horizonte.
Ocorre que também nessa época, por volta de 21 de dezembro,
acontecia o ápice de um fenômeno interessante no hemisfério norte: após o
solstício de verão em 21 de junho, os dias ficavam cada vez mais curtos e as noites
cada vez mais longas, o Sol se elevava cada vez menos acima da linha do
horizonte e cada vez mais ao Sul. Em 22 de dezembro o Sol atingia seu ponto
mais baixo após a noite mais longa do ano, que
demarcava a chegada do inverno e o fim das colheitas.
Por três dias o Sol ficava aparentemente estagnado no horizonte até que então voltasse a se mover na direção do norte, simbolizando o gradativo
aumento das horas do dia e por conseqüência o declínio do número de horas da noite.
Ao longo de três dias, entre os dias 22 e 24 de
dezembro, logo após a noite mais longa do ano (solstício de inverno) o Sol
ficava praticamente estagnado no horizonte como se tivesse descido a Terra. Simbolicamente
esse período não simbolizava o nascer de um avatar, mas sim a sua concepção,
quando o avatar ou herói solar, simbolicamente, seria
deixado na Terra no período que o Sol ficava mais próximo do horizonte.
Ao ser concebido em final de dezembro nasceria em
final de setembro, exatamente quando o Sol dentro da constelação de Virgem em
seu movimento orbital sai da constelação. Eis o motivo para que
os povos da Antiguidade tenham nomeado esse conjunto de estrelas como
constelação de Virgem, fonte geradora da vida e dos alimentos plantados na terra, sendo o marcador do nascimento de um novo ano a cada ano.
Da mesma forma outro fenômeno interessante
acontecia ao final de dezembro: a estrela mais brilhante no céu noturno,
Sirius, fica perfeitamente alinhada com as três marias ou três reis, três das
estrelas que formam o cinturão de Órion formando nesse dia no céu, ao final de dezembro,
uma imagem semelhante a uma seta que aponta na direção do solo ou
simbolicamente um sinal divino como os povos antigos compreendiam para a descida
do Sol que deixaria na Terra um avatar, não através do nascimento, mas através
da concepção, pois nessa época do inverno era comum que devido ao maior tempo dentro das casas muitos bebês fossem
concebidos e ao mesmo tempo havia um planejamento para evitar que crianças
nascessem nessa época.
Exatamente em virtude desse sinal dos céus, a
estrela mais brilhante do céu noturno alinhada perfeitamente com três estrelas
na noite mais longa e fria do ano, apontando na direção do solo é que muitos
grupos iniciáticos adotaram a idéia da trindade sagrada. O próprio Jesus
designou três dos apóstolos para que o acompanhassem com mais freqüência,
dentro dos essênios grupo ao qual Jesus pertenceu havia a definição que três
sacerdotes deveriam acompanhar o Mestre da Justiça. A presença dos três reis
magos presenteando o nascimento do Messias é também uma forma velada e
simbólica de apontar exatamente o período da concepção de Jesus (final de
dezembro) que foi confirmado quando o anjo Gabriel apontou que Jesus nasceria 6
meses após seu primo João Batista (que, como explicado nesse texto, nasceu ao
final de março).
A análise sobre a profecia do capítulo 12 do
Apocalipse está disponível também na obra “Armagedoom 2036” a partir da página
194.
AGENDA
DE MAPAS PARA O NOVO ANO
Quem
tiver interesse em um estudo mais detalhado através da Astrologia preditiva
(previsões) feito através do Mapa Anual (que engloba a análise das
oportunidades e dificuldades para os próximos 12 meses) entre em contato no
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informações sobre agenda, como funciona o trabalho e valores.
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informações sobre o trabalho com a Astrologia (também na área de
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mais resumido voltado para o desenvolvimento da força, poder de iniciativa e
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