5 de jan. de 2026

O FUTURO DA AMÉRICA DO SUL E DO MUNDO PÓS JANEIRO DE 2026

 

A imagem acima resume a nova doutrina geopolítica dos EUA a partir de 2026 (e que já vinha sendo colocada em prática desde meados de 2025). A imagem acima foi publicada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA e também pela Casa Branca, apontando claramente o objetivo dos EUA para os próximos anos: “Este é o NOSSO (em letras garrafais) hemisfério”. 

Antes de analisarmos a cronologia dos principais acontecimentos (e sem falsa modéstia não vi qualquer veículo especializado fazer o resumo que eu trarei agora juntando as pontas) é importante frisar que essa imagem publicada e a nova estratégia de segurança nacional americana divulgada no dia 05 de dezembro, priorizando a América do Sul, o resgate do protagonismo americano no Ocidente e a guerra comercial com a China deixam muito claro que não existe “mundo tripolar” ou uma suposta divisão de áreas de influência entre EUA, Rússia e China, mas tão somente um embate bélico e econômico entre EUA e China, no qual o foco principal é tirar qualquer influência de China e Rússia da América do Sul, o segundo foco é salvaguardar os interesses econômicos americanos na guerra comercial com a China (apontando que estão dispostos a entrar no conflito em Taiwan, inclusive em 18 de dezembro aprovaram a venda de um pacote de armas de 11 bilhões de dólares para Taiwan, pois Taiwan é fundamental para o avanço das empresas de tecnologia dos EUA pela venda de chips e semicondutores) e o terceiro foco é anular qualquer expectativa da Rússia em avançar sobre ex repúblicas soviéticas, propondo um acordo de paz que Putin jamais aceitará: ficar com algumas terras da Ucrânia em áreas que já eram de maior separatista antes da invasão e ao mesmo tempo estabelecer uma zona de segurança americana e européia na região, o que na prática é o que Putin nunca quis. 

CRONOLOGIA 

25 de junho de 2025 – Hugo Carvajal que chefiou a inteligência militar do regime chavista no período de 1999 a 2013 e foi extraditado em 2023 pela Espanha para os EUA onde cumpre desde então pena federal por narcoterrorismo se declarou culpado perante um tribunal em NY, após anos alegando inocência. Segundo Carvajal, um bilionário esquema de venda de drogas é controlado pelo regime chavista desde a época de Chavez e serviu nas últimas duas décadas para financiar partidos, grupos e políticos proeminentes de esquerda na América do Sul, especialmente no Brasil e Colômbia. Não há qualquer confirmação que ele tenha entregue provas ou documentos, o que se sabe é que poucas semanas depois toda a operação de cerco à Venezuela se iniciou e se existe realmente essa rede de dinheiro bilionário do tráfico financiado pelo chavismo alimentando forças de esquerda na América do Sul, Maduro terá que fazer um acordo e fornecer detalhes desse esquema caso queira escapar de uma prisão perpétua. 

Meados de agosto de 2025 – EUA acusam Maduro de ser um dos maiores narcotraficantes do mundo aumentando o prêmio de 50 milhões de dólares por informações que levem à sua captura. Poucos dias depois navios e equipamento militar é enviado para as águas do Caribe para combater o narcotráfico na região. 

02 de setembro de 2025 – O primeiro de uma série de ataques contra embarcações próximas à costa da Venezuela acontece e em todos a indicação americana é a mesma: neutralizar narcotraficantes que estariam levando drogas para os EUA. 

13 de setembro de 2025 – Trump divulgou uma carta aberta aos membros da OTAN apontando que seria necessário fazer novas sanções ao petróleo russo, que qualquer nação da OTAN deveria parar de comprar petróleo russo e que os países membros da OTAN deveriam impor uma tarifa de 50% a 100% sobre a China, apontando que a China tem controle e domínio sobre a Rússia (aqui Trump deixou claro que as sanções econômicas e energéticas sobre Rússia e econômicas sobre China devem acontecer se a Europa quiser encerrar a guerra nas suas fronteiras e colocou claramente a Rússia como um player subalterno na geopolítica mundial, na qual só existe um adversário para a hegemonia americana: a China)  

21 de novembro de 2025 – Venezuela e Rússia ampliaram parceria energética na extração do petróleo por mais 15 anos (até 2041), uma parceria entre a estatal venezuelana PDVSA e a empresa russa Roszarubezhneft para enfrentar as sanções energéticas sobre os dois países (a retomada do controle da operação de petróleo na Venezuela por parte dos americanos é uma pá de cal econômica em qualquer aspiração da Rússia em aguentar por muito mais tempo a guerra na Ucrânia) 

02 de dezembro – EUA anunciam nova estratégia de segurança nacional, com foco na América do Sul, resgate do protagonismo americano no Ocidente e também foco na guerra econômica com a China. 

18 de dezembro de 2025 – EUA aprovam a venda de um pacote de armas para Taiwan no valor de 11 bilhões de dólares. 

03 de janeiro de 2026 – EUA invadem Venezuela e prendem Nicolás Maduro, o levando para julgamento em território americano por acusações envolvendo narcotráfico  

Com essa cronologia resumida, vamos juntar as pontas e saber o que o futuro reserva para a geopolítica mundial e da América do Sul. 

ZONAS DE RETAGUARDA 

Como eu expliquei nas previsões de 2026 (texto de 05 de dezembro) os EUA iriam até o fim na invasão e deposição de Maduro, entre outras coisas pela necessidade de proteger sua principal zona de retaguarda em um conflito de terceira guerra mundial atômica: 

"Apesar da movimentação para invadir e depor Maduro da Venezuela que os EUA levarão até o fim (ou seja, até o fim do regime chavista), acredito que Trump voltará suas baterias bélicas para a guerra comercial e para questões internas próximas das fronteiras dos EUA, A retórica de guerra ao narcotráfico é apenas um pretexto para que os EUA afastem qualquer influência mais direta, seja bélica, econômica ou geopolítica de China e Rússia das fronteiras nas Américas. Com a ameaça cada vez maior de um confronto nuclear entre as nações, os EUA têm plena consciência de que eles possuem a melhor zona de retaguarda, ou seja, após uma guerra atômica no hemisfério norte que duraria menos de 24horas com as potências buscando exterminar seus adversários em um cenário de destruição mútua assegurada, o dia seguinte seria uma guerra territorial pelo hemisfério sul, onde a zona de retaguarda americana seria exatamente a América do Sul. Garantir que não exista qualquer base ou aliado do eixo China-Rússia geograficamente na América ou próximo da América é uma ação clara de precaução dentro de cenário que já é conhecido há décadas pelos militares americanos, o cenário de uma guerra pelo controle dos territórios do hemisfério sul que não receberiam o impacto nuclear que o hemisfério norte receberia. Tanto a expectativa de uma escalada bélica na Ásia e Europa como a expectativa de um crash econômico colocam exatamente essas duas questões como prioridades para o governo americano: intensificar a guerra comercial com a China e fortalecer os laços econômicos com os países geograficamente próximos." (publicado dia 05 de dezembro) 

PLANO PRINCIPAL AMERICANO: FIM DE GOVERNO E GRUPOS POLÍTICOS SINTONIZADOS COM O EIXO DA DITADURAS NA AMÉRICA DO SUL 

Considerando a existência de um eixo das ditaduras (China, Rússia, Coréia do Norte, Irã e Venezuela) e uma forte ligação econômica e energética entre Venezuela, China e Rússia e ainda que essa ligação econômica supostamente permitiria o financiamento do narcotráfico e um esquema bilionário de venda de drogas que patrocinaria regimes de esquerda na América do Sul, o ponto principal de qualquer estratégia de eliminação de forças hostis aos EUA na região envolveria uma ação clara dos EUA: neutralizar essa parceria e mais ainda: conseguir as provas necessárias, diretamente com o ditador venezuelano preso, de que o esquema existiria. Isso explica porque o governo americano não fez uma operação para matar Maduro (como fizeram com Bin Laden): pelo simples fato de que o real desejo dos americanos é conseguir as provas, junto à Maduro, de que o esquema chavista de financiamento de governos de esquerda na América do Sul existe. 

Se o esquema realmente existir e vier a tona com provas robustas isso praticamente sepultaria qualquer futuros para governos de esquerda que estiveram nas últimas duas décadas, tanto no Brasil como na Colômbia e mais ainda: permitiria legalmente ações ostensivas internacionais por parte dos EUA para coibir rotas de tráfico nesses dois países, ainda que esse não seja o objetivo principal: o objetivo principal é impedir que qualquer governo ou político ideologicamente sintonizado com China, Rússia ou com o antiamericanismo seja eleito ou esteja no poder na região. 

OS DONOS DO HEMISFÉRIO OCIDENTAL 

No hemisfério ocidental está não apenas a zona de retaguarda americana (América do Sul) em uma eventual guerra atômica que devaste o hemisfério norte, como também estão os aliados da OTAN e Israel. A mensagem do dia 05 de janeiro deixou claro o objetivo americano, já apontado nas mensagens da cronologia dos meses anteriores: tirar qualquer influência política ou ideológica do poder na América do Sul e unir a Europa contra a Rússia e China, especialmente no âmbito econômico. Esse é o objetivo claro e além desses objetivos está um ainda muito importante para os americanos: proteger Taiwan. 

Tanto Japão como Taiwan são aliados econômicos dos EUA, especialmente porque 80% do lucro das empresas americanas da Bolsa vieram no ramo da tecnologia, que tem em Taiwan talvez o principal player na produção de chips e semi condutores que são vitais para manter essa indústria de tecnologia. A cartada americana sobre a Venezuela é também um teste, um balão de ensaio para testar a disposição chinesa sobre Taiwan, pois tecnicamente a invasão americana sobre a Venezuela abre uma premissa clara para a China invadir Taiwan, sobretudo após uma venda bilionária de armamentos americanos para Taiwan, que inclusive deixou claro na sua estratégia de segurança nacional que Taiwan e outros países da região (leia-se Japão e Coréia do Sul) devem equilibrar forças bélicas diante da ameaça bélica de governos hostis. 

Na prática os EUA estão testando se a China terá disposição para invadir nas próximas semanas e meses Taiwan, não uma simples advertência (como eu acho que os chineses farão com alguma manifestação maior de força), mas sim uma invasão real, uma retomada real de Taiwan, pois na prática o que os EUA deseja é claramente dividir o mundo em dois hemisférios e com todos os seus aliados do Ocidente comprando sanções econômicas contra a Rússia (o que já existe) mas também contra a China, pois o objetivo primordial para os americanos é enfraquecer o poder bélico, energético e sobretudo econômico de Rússia (o que está bem encaminhado sobretudo depois da invasão à Venezuela) mas sobretudo da China, uma aposta no mínimo arriscada já que a China é na prática a principal economia do planeta. 

As três previsões sobre a queda de Maduro:

https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/as-tres-previsoes-sobre-queda-de-maduro.html

AGENDA DE MAPAS PARA O NOVO ANO  

Quem tiver interesse em um estudo mais detalhado através da Astrologia preditiva (previsões) feito através do Mapa Anual (que engloba a análise das oportunidades e dificuldades para os próximos 12 meses) entre em contato no email ou no perfil pessoal do face (que deixarei a seguir) para maiores informações sobre agenda, como funciona o trabalho e valores. 

Maiores informações sobre o trabalho com a Astrologia (também na área de autoconhecimento com o Mapa de Poder Pessoal, que funciona como um mapa natal mais resumido voltado para o desenvolvimento da força, poder de iniciativa e desenvolvimento do poder de realização) nos canais de contato a seguir:  

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