
Com
a profusão de teorias conspiratórias sem sentido que pululam na internet (fim
do mundo no final do mês, apocalipse em 2027) eu me senti na obrigação de
escrever esse texto, não apenas para que os leitores compreenderam quais as
motivações ou objetivos de curto e longo prazo dos atores envolvidos no
conflito, e especialmente apontar porque estamos distante de uma guerra de
extermínio nuclear (apesar de todos os esforços das entidades trevosas que
lutam para colocar em prática os protocolos do fim do mundo, tema principal do
livro que lancei ao final de 2023).
Para
começarmos a entender toda essa questão é importante compreender que as duas
grandes potências bélicas e financeiras (EUA e China, nesse caso não entrando a
Rússia pelo fator financeiro) estão em uma guerra com objetivos diferentes dos
outros atores com proeminência bélica e econômica: EUA e China travam uma
guerra essencialmente econômica, o primeiro buscando manter a hegemonia do
dólar no comércio mundial e ao mesmo tempo manter a hegemonia de influência no
comércio mundial, sobretudo no comércio do petróleo, hegemonia que vem desde o
final da Segunda Guerra Mundial e que constitui a Ordem Mundial vigente desde
então. A China, por sua vez, busca expandir a sua área de influência no
comércio mundial, especialmente através da Ásia e do Oriente Médio, firmando
acordos importantes tanto com o Irã como a Arábia Saudita no comércio do
petróleo e ao mesmo tempo ampliando ano após ano a estrutura da Nova Rota da
Seda, tudo isso com um objetivo muito claro: destronar o dólar como a principal
moeda do mundo e definitivamente ampliar a sua influência comercial e econômica
e assim criar uma Nova Ordem Mundial, política e econômica, na qual China e
seus aliados do Oriente teriam o controle as principais questões políticas,
comerciais e econômicas do mundo, rompendo com a Ordem de poder (voltada para o
Ocidente) que existe desde o final da Segunda Guerra.
Tanto
EUA (a potência bélica e econômica reinante) como a China (potência bélica em ascensão
e já apresentando vantagens econômicas sobre os EUA, ainda que necessite
destronar o dólar como a principal moeda do mundo) se preparam no curto, médio
e longo prazo para um inevitável embate, pois os EUA desejam manter a sua
posição de principal potência bélica e econômica do mundo que dita as
"regras do jogo” de poder, enquanto a China deseja se tornar a nova
potência dominante.
Em
todas as épocas da história que uma potência em ascensão ameaçava ou desejava
tirar o reinado da potência dominante amplas guerras aconteciam (há um ótimo
material em vídeo do Ray Dalio explicando esses confrontos históricos), porém é
a primeira vez na história que isso está acontecendo com mais de uma nação
possuindo bombas atômicas (na Segunda Guerra apenas os EUA possuía). Exatamente
por conta dessa realidade, tanto os EUA como a China (e também a Rússia que
apesar de não ser uma potência econômica é uma potência nuclear) se preparam no
médio e longo prazo para o inevitável confronto nuclear, quando seja a potência
dominante ou a potência em ascensão darão o passo decisivo na busca por manter
ou chegar ao trono.
Nessa
preparação todas as movimentações atuais e futuras visam exatamente não apenas
estar em uma posição mais favorável no dia "D" (do confronto nuclear)
como também estar em uma posição mais favorável no dia seguinte ao dia
"D" como eu expliquei no textão linkado a seguir:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2026/01/xadrez-mundial-e-guerra-atomica-tecnato.html
Exatamente
dentro dessa preparação está o fortalecimento de posições econômicas e
geográficas estratégicas. Como foi explicado no texto linkado há pouco, a
invasão na Venezuela permitiu não apenas afastar a influência chinesa e russa
do quintal americano, como também permitiu aos EUA garantir em um cenário
futuro um acesso mais fácil a uma zona de retaguarda rica em recursos
(petróleo) em um cenário de dia seguinte ao confronto nuclear no hemisfério
norte, quando nesse dia seguinte as potências travariam uma guerra
"tradicional" para ocupar os territórios restantes do mundo no
hemisfério sul.
Nessa
mesma lógica os EUA consideram Israel como o seu aliado essencial no Oriente
Médio por vários motivos econômicos, mas o principal deles é ser um aliado com
forte estrutura militar que a qualquer momento pode ajudar os EUA em uma guerra
de interesses econômicos (petróleo) na região do Golfo.
Basicamente
o Irã é o principal foco de conflito na região por questões religiosas, tanto
contra os judeus como também contra os sunitas (maioria do mundo islâmico), já
que o Irã é prioritariamente formado por xiitas. Ocorre que a maioria dos povos
sunitas da região são muito ricos em petróleo (especialmente Arábia Saudita,
Catar e Emirados Árabes) e por conta do comércio de petróleo com os EUA e por
serem de um grupo religioso rival do Irã (xiitas) naturalmente se tornam alvos
constantes do Irã, que mesmo antes da guerra já realizou vários ataques contra
refinarias desses países e atualmente proíbe a passagem dos navios cargueiros dos
mesmos países. O detalhe é que o Irã apenas não impedia a passagem dos navios
desses países pelo estreito de Ormuz exatamente porque esses países também
exportam bilhões em petróleo para a China, aliada bélica e econômica do regime
dos aiatolás.
Na
guerra comercial em curso no mundo, entre EUA e China, o Oriente Médio é,
portanto, um ponto crucial. Para Israel e para os sheiks sunitas do petróleo
interessa genuinamente enfraquecer o poderio militar dos iranianos, já para os
EUA o interesse é outro: fortalecer a sua posição econômica na região do
Oriente Médio e exatamente por isso os EUA sequer cogitam enviar tropas para tomar
o Irã, até porque sabem que as lideranças radicalizadas da guarda
revolucionária continuarão assumindo o poder, independente de quantos líderes
forem mortos.
O
objetivo dos EUA é outro: controlar o estreito de Ormuz. Não apenas reabri-lo
para o livre fluxo e livre comércio, mas ter o controle permanente da região do
estreito de Ormuz, com bases navais e militares permanentes envolvendo
militares não apenas americanos, mas da OTAN, de Israel e dos sheiks sunitas
produtores de petróleo, tendo como retórica para o resto do mundo a proteção do
comércio na região e de impedir ataques do Irã contra as nações do Golfo
Pérsico. Esse é o discurso oficial, na prática o interesse é enfraquecer mais
um importante aliado do eixo das ditaduras (Venezuela, depois o Irã, sobrando
apenas Coréia do Norte, Rússia e China).
O
principal ponto ou estrutura do estreito de Ormuz, tanto de armazenamento de
petróleo por onde passam os navios cargueiros como também de força militar é a
ilha de Kharg e "curiosamente" nos últimos dias Trump fez um ataque
cirúrgico contra a ilha: destruiu apenas a estrutura militar e preservou a
estrutura operacional de armazenamento de petróleo (isso dias depois de
bombardear o maior campo de gás do mundo, que fica exatamente no Irã). A
estratégia para as próximas semanas não é apenas reabrir o estreito e também
não é invadir o Irã ou "derrubar o regime", a ideia é cercar
militarmente o estreito e controlá-lo com a retórica de que é "o melhor
para a segurança do comércio de petróleo no Oriente Médio" e nesse
cenário, na pior das hipóteses, o Irã vai continuar insistindo em ataques no
Golfo Pérsico e outros alvos (inclusive na Europa) o que vai respaldar
respostas cada vez mais duras até que o regime não tenha mais condições de se
defender.
Há
ainda um fator interno: os EUA contam que no longo prazo devido à falência
econômica do regime e de que a parcela jovem da população, cansada de anos de
um regime fechado, somada às minorias (azeris, curdos e luros que somam quase
35% da população e foram cerceadas pelo regime dos aiatolás) impulsionem
manifestações ainda maiores dentro da própria comunidade mais jovem de famílias
xiitas (a maioria que vive no Irã), e impulsionem uma implosão de dentro pra
fora no regime dos aiatolás, algo que não seria viável com uma invasão clássica
sobre todo o território iraniano, o que naturalmente acenderia muito mais um
sentimento de repulsa do povo contra os invasores.
A
Rússia mergulhada na guerra com a Ucrânia até acha bom que a Europa e os EUA
tirem um pouco da atenção sobre eles, a China por sua vez deseja que o comércio
de petróleo se normalize (pois é a principal beneficiária desse comércio) e ao
mesmo tempo está mais preocupada com a questão de Taiwan, pois sabe que logo
após a guerra no Irã esfriar (em algumas semanas), os EUA colocarão o foco no
fortalecimento bélico de Taiwan, do Japão e da Coréia do Sul, pois para o
controle do comércio mundial é fundamental para os americanos impedirem que o
principal produtor dos chips (semicondutores) mais avançados do planeta seja
invadido pela China (o que segundo a inteligência americana os chineses
planejam realizar até 2027)
Como
expliquei no texto linkado alguns parágrafos atrás, não interessa para a China
e para a Rússia iniciar uma guerra atômica enquanto não tiverem condições reais
de vencer os EUA (como detalhado naquele texto) ao mesmo tempo que os EUA
também não tem motivo para uma guerra atômica, especialmente nos últimos meses
quando realizou com sucesso o objetivo de enfraquecer economicamente dois dos
principais regimes aliados dos chineses: Venezuela e Irã.
Além
de tudo isso, Trump chegou a um ponto de não retorno: com a opinião pública
americana frontalmente contrária à guerra (temendo um novo Afeganistão para as
tropas americanas): ele não pode prolongar muito a guerra, mas também não pode
simplesmente encerrar as "atividades" após todo o gasto financeiro e
político sem alcançar os objetivos econômicos e militares, especialmente
aqueles que favoreçam seus principais aliados na região (Arábia Saudita e
Israel) que desejam a anulação do poderio iraniano que agora e daqui pra frente
estará nas mãos de um grupo muito mais radical (o braço mais radicalizado da
guarda revolucionária aliada ao filho de Kamenei, morto após décadas no poder).
Tanto
a vitória sobre o regime chavista da Venezuela como um novo êxito (para os EUA)
caso consiga o objetivo de controlar o fluxo de petróleo em Ormuz somaria uma
vitória importante na guerra comercial com a China: afastar a influência
chinesa no comércio de petróleo tanto no “quintal” americano (América do Sul)
como no Oriente Médio, limitando na prática os avanços da Rota da Seda cujo
objetivo sempre foi o de criar uma rede mundial de comércio marítimo controlado
pela China (o que na prática criaria uma nova ordem mundial no comércio).
Então
a única saída que satisfaça esses objetivos e ao mesmo tempo evite uma invasão
sobre todo o Irã (um novo e desastroso projeto Afeganistão que falhou no
passado) é tomar conta do estreito de Ormuz e estabelecer uma base permanente,
circunscrita a uma região muito menor e que gradativamente vai asfixiar
financeiramente o grupo político-religioso-xiita-persa da guarda revolucionária
que está no poder.
Como
as demais operações desse tipo do Exército americano desde a invasão da
Venezuela costumam começar no fim de semana (sábado ou domingo para evitar
maiores sobressaltos na Bolsa americana) e nos últimos dias foram enviados para
a região mais três navios de assalto anfíbios (padrões para levar equipamento
para uma invasão terrestre) eu acredito que os ataques aéreos serão
intensificados tanto na ilha de Kharg (para destruir a estrutura militar que o
Irã reconstruiu nos últimos dias) como na região próxima que dá sustentação à
principal resistência da ilha e dessa forma, no começo de abril, é que deve se
iniciar uma invasão terrestre, tanto na ilha como na região costeira próxima,
circunscrita a essa região e com a "desculpa" de garantir um caminho
seguro para o comércio mundial pelo estreito de Ormuz e contenção contra
ataques do Irã aos países produtores de petróleo do Golfo. Inclusive nas
previsões publicadas no início de março foi apontado que o ápice desse conflito
aconteceria realmente em abril, especialmente entre os dias 10 e 20 de abril,
quando Marte entrará no signo de Áries e se somará a Sol, Saturno e Netuno,
configuração que normalmente demarca evento muito significativo (e destrutivo)
a nível global:
“Sempre que 4 astros ficam concentrados em um único
signo, especialmente sendo um desses astros o regente do signo, e dentre os
demais nessa concentração há pelo menos dois astros de órbita muito longa
(Júpiter, Saturno, Urano, Netuno ou Plutão), então normalmente temos a eclosão
de profundos acontecimentos relacionados ao arquétipo do signo que recebe esse
stelium (conjunção múltipla). A última vez que isso aconteceu foi entre meados
de fevereiro e meados de março de 2020, quando Saturno (regente de Capricórnio),
Plutão, Júpiter (astros de órbita muito longa) e Marte ficaram juntos no signo
de Capricórnio, signo que rege os temas da casa 10 (vida profissional,
financeira) e os temas relacionados à Saturno (barreiras, limitações,
obstáculos), o que representou a eclosão de uma crise financeira global
envolvendo limitação na circulação das pessoas e do comércio mundial.”
(Previsões para março, publicadas no dia 06 de março)
A
política de Trump é clara: enfraquecer economicamente e geopoliticamente o seu
principal adversário, a China. Exatamente por isso os ataques contra Venezuela
e depois o Irã. Acredito que antes de 2027 o próximo grande alvo será Taiwan,
provavelmente após “resolver” a questão de Cuba e buscar um acordo com a OTAN e
Dinamarca na questão da Groenlândia (questão também explicada de forma mais
ampla no texto linkado há alguns parágrafos).
Por
tudo isso eu acredito que, infelizmente, Trump usará nas próximas semanas uma
ou duas bombas nucleares táticas sobre o Irã (de intensidade 5 vezes menor que
a de Hiroshima), não porque julgue necessário diante do poderia iraniano, mas
porque sabe que na questão de Taiwan enfrentará um “testa de ferro” da China
(Coréia do Norte) que deseja mostrar poder atômico e nesse cenário a forma de
entrar em uma guerra seria mostrando que está disposto a usar armas nucleares
para, dessa forma, dissuadir uma reação atômica do líder norte coreano.
O
ano ainda terá muitas guerras e rumores de guerras, mas acredito que não
entraremos em um conflito de extermínio nuclear nos próximos dez anos. De toda
forma a previsão feita lá em junho de 2025 quando todas essas invasões
marítimas eram impensáveis permanece: Trump vai buscar, através do mar, guerra
com as nações do mundo:
"Poucos dias depois daquela experiência projetiva
(primeiros dias de 2025) eu tive acesso, também através de uma experiência
projetiva, à um arquivo holográfico com cenas mostrando de forma simbólica como
seria o governo de Trump, com imagens que mais facilmente pudessem ser
arquivadas no meu cérebro perispiritual: um homem, com o corpo e a fisionomia
de Trump, mas com uma cabeleira volumosa com fios de ouro (certamente eu não me
esqueceria daquela imagem grotesca e ao mesmo tempo engraçada) em uma pequena lancha
e atrás daquela lancha vários navios, aviões e porta aviões americanos que a
seguiam. Enquanto aquelas cenas eram exibidas no arquivo, uma voz explicava pra
mim: “o governo dele buscará a guerra e confronto com as nações”. (texto
publicado em 18 de junho de 2025)
O texto completo dessa previsão pode ser acessado
aqui:
https://profeciasoapiceem2036.blogspot.com/2025/06/protocolos-do-fim-do-mundo-caminho-da.html